COMPONENTES FÍSICOS DO SISTEMA CLIMÁTICO

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COMPONENTES FÍSICOS DO SISTEMA CLIMÁTICO

           O sistema climático terrestre é considerado como um grande complexo sistema físico, composto por vários subsistemas – atmosfera, hidrosfera, criosfera, litosfera, entre os quais há trocas de calor, momento e de massa, sobretudo de vapor de água. Os fenômenos que ocorrem em diferentes componentes do sistema climático são complexos. A atmosfera é de todos os componentes físicos do sistema climático aquele que evolui com maior rapidez: o tempo de resposta da baixa atmosfera a qualquer mudança de temperatura que lhe seja imposta é de cerca de um mês. A superfície dos oceanos possui um tempo de resposta mais longo (meses, anos) às interações com a atmosfera e a criosfera, enquanto o ajustamento térmico das águas mais profundas é da ordem das centenas de anos. O tempo de resposta da criosfera é muito diferente conforme se tratar da cobertura de neve ou das grandes massas de gelo continentais. As mudanças na cobertura de neve têm, sobretudo, um estacional, o que implica uma influência acentuada no ritmo térmico de certas regiões, devido ao albedo muito elevado da neve fresca. No que se refere à fisionomia geral dos continentes e dos fundos oceânicos apenas se modifica a escala da própria história da Terra. Mas, já não acontece assim com a biosfera, em que o período das transformações pode ir de algumas semanas (áreas cultivadas) até dezenas ou centenas de anos (florestas). Outro aspecto importante diz respeito às retroações positivas e negativas, que se exercem no interior do sistema climático. As superfícies cobertas de gelo ou de neve refletem quase toda a energia solar incidente, o que leva a um arrefecimento da superfície da Terra, logo um prosseguimento da fusão. A não consideração destes fenômenos de retroação pode influenciar grandemente os resultados dos modelos numéricos. Os estudos das variações climáticas em períodos da ordem das dezenas ou das centenas de anos só poderão efetivar-se pela análise conjunta da circulação atmosférica e da circulação oceânica, à escala planetária. Os fluxos de energia assegurados pela circulação oceânica são tão importantes como os que derivam da circulação atmosférica no que concerne a definição dos contrastes térmicos e o regime dos ventos. Outro aspecto fundamental é o das interações entre a atmosfera e os ecossistemas terrestres, entre os quais se dão trocas de calor e vapor de água. Neste plano ganham significado as atividades humanas, pelas modificações que introduzem não só na vegetação, com reflexos importantes, por exemplo, no albedo, mas também na constituição do ar, sobretudo na concentração de dióxido de carbono – CO² e de poeiras troposféricas e estratosféricas. Os oceanos constituem o principal regulador da concentração de CO² na atmosfera. Como estes representam um enorme reservatório de energia, pois absorvem a maior parte da radiação incidente, podem protelar os efeitos térmicos do aumento da concentração de CO². O vapor de água é o gás de efeito estufa mais abundante e oferece a maior contribuição para o efeito estufa natural na Terra. Como a capacidade da atmosfera de conter vapor de água é fortemente dependente da temperatura, a quantidade de vapor de água na atmosfera é regulada pela própria temperatura da Terra, que aumenta à medida que o aquecimento ocorre. Isso significa que o vapor de água segue e amplifica as mudanças na temperatura global induzidas por outras causas. Outro exemplo é o feedback do albedo do gelo, quando o albedo diminui com a alta reflexidade de gelo, o derretimento das superfícies de neves. Outro feedback muito importante é o relacionado aos processos naturais dos “sumidouros de carbono”, processos que absorvem CO² da atmosfera. Nem todo o CO² liberado na atmosfera pelas atividades humanas permanece lá, já que mais da metade do CO² emitido para a atmosfera por combustíveis fósseis e por mudanças no uso do solo é removida por sumidouros de CO² no solo e no oceano. A fração de emissões de CO² provocadas pelo homem, removida por esses sumidouros diminuiu nos últimos 50 anos, com algumas evidências de que essa fração decrescerá ainda mais nas próximas décadas, em cenários de altas emissões futuras. Se esse enfraquecimento dos sumidouros naturais de CO² continuar, uma fração maior das emissões permanecerá na atmosfera, demandando uma redução ainda maior nas emissões para atingir metas específicas para a concentração de CO² na atmosfera.Jornal Imparcial-Marco Alegre

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS – CLIMA E BIOMA

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS – CLIMA E BIOMA

O clima define as características e as fronteiras dos biomas terrestres. A distribuição e estrutura básicas dos ecossistemas é resultado de um processo evolutivo de dezenas de milhares de anos, governado principalmente pelas interações entre variáveis bióticas, climáticas e geológicas. Esta interação gera mecanismos de feedback entre os compartimentos (biosfera/atmosfera), e ao longo da história o resultado destas interações reproduz o padrão natural de distribuição dos biomas e consequentemente da biodiversidade. Toda e qualquer alteração na estrutura dos biomas que não satisfaça esta trajetória evolutiva pode ser atribuída a processos de aclimatização que está relacionado às mudanças súbitas cíclicas ou não nas variáveis climáticas. Portanto, as respostas dos biomas ao clima estão intimamente relacionadas com os mecanismos de feedback gerados pela biosfera. Na prática esses mecanismos correspondem aos diversos meios com os quais a vegetação se ajusta às mudanças. Um exemplo muito comum deste processo é observado na ciclagem da água em biomas cuja vegetação esteja submetida a estresse hídrico. As respostas dos biomas ao clima são geradas em uma escala característica, que é a dimensão no tempo ou no espaço sobre a qual as variações geradas podem ser percebidas. Sendo assim, a escala pode ocorrer em centenas de anos ou em curto espaço de tempo, como podemos observar com mais clareza nos últimos trinta anos. As mudanças climáticas em curso têm efeitos sobre os mais diversos biomas do planeta e suas conseqüências ainda são fonte de muitos estudos. Em geral as principais respostas geradas por estes biomas estão associadas ao aumento da temperatura e por alterações no padrão de outras variáveis climáticas como umidade. Em escala global, o agravamento do efeito estufa e das alterações que o mesmo causa no clima, tem sido o agente determinante para os atuais ajustamentos dos biomas. Muito embora o efeito estufa seja um processo natural, seu agravamento vem se tornando prejudicial à estabilidade do clima global. O clima do planeta sempre passou por transformações, a história geológica da terra registrou ciclos de aquecimento e resfriamento bem pronunciados ao longo do tempo. Porém o que se observa atualmente é que desde a Revolução Industrial, as mudanças nos biomas causadas pelas variações do clima ocorrem num ritmo mais rápido e estão sendo determinadas pelo aumento da temperatura, que cresce numa velocidade sem precedentes. O principal fator que determina a cobertura vegetal de uma região como floresta ou savana, é a duração da estação seca. As atividades antrópicas como o desmatamento, fragmentação florestal, e a exploração madeireira por si só são suficientes para redução das chuvas na Amazônia e contribuem para agravar os efeitos danosos da estação seca prolongada. Porém, embora a maioria dos modelos de clima e emissão de carbono faça previsões de mudanças na estrutura do ecossistema amazônico, um estudo recente assegura que a Amazônia é mais resistente à seca do que se pressupõem. A pesquisa sugere que a floresta intacta pode ser mais resiliente do que os modelos de ecossistema assumem, pelo menos em resposta a anomalias climáticas de curta duração. Foi demonstrado que a floresta reagiu positivamente ao aumento de calor e radiação solar durante a seca de 2005. O estresse hídrico sob o qual estava a vegetação, não foi suficiente para anular o rebrotamento da floresta, que aconteceu somente pelo estímulo da radiação solar. Com isso, a pesquisa pode contribuir para elaborar modelos mais precisos de previsão climática, que até então consideram a vegetação do bioma amazônico altamente sensível aos eventos de seca. No entanto, se as previsões se concretizarem, durante o processo de aquecimento na Amazônia a floresta liberaria grande parte dos 70 bilhões de toneladas de carbono estocados na sua biomassa, gerando um pulso crescente de emissão de CO2, contribuindo para acelerar o efeito estufa. Desta forma, assim como já ocorre em outros biomas do planeta, o bioma amazônico passaria a ser fonte de gases do efeito estufa – GEE, e não mais retentor desses gases. As mudanças na característica natural da Amazônia potencializariam as alterações já em curso no clima regional e poderiam ter implicações globais. Paulatinamente, os serviços ambientais gerados pelo bioma amazônico como manutenção do ciclo hidrológico na região, sequestro de carbono entre outros, poderão ser substituídos por capacidades distintas características da nova vegetação.Jornal Imparcial-Marco Alegre

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Projetos de Carbono – Dra. Gisele Victor Batista – Portifólio

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS – A CARTA DA TERRA

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS – A CARTA DA TERRA

         Nunca antes, a relação dos humanos com a Natureza esteve tão abalada como em nossos dias, época em que a humanidade deve escolher o seu futuro, já que as atividades humanas estão mudando o funcionamento básico do ecossistema, alterando o equilíbrio energético do sistema climático e provocando mudanças climáticas em escala global. Existe a preocupação crescente de que em meados, ou ao final deste século, as atividades do homem terão mudado as condições básicas que possibilitaram o aparecimento de vida sobre a Terra. A vida é a exuberância planetária, um fenômeno solar. É a transmutação astronomicamente local do ar, da água e do sol terrestres em células. É um padrão intricado de crescimento e morte, pressa e recuo, transformação e decadência, capaz de escolher sua própria direção para prevenir indefinidamente o momento inevitável do equilíbrio termodinâmico – a morte. Desde que os humanos passaram a viver em sociedade, organizam-se de diferentes formas para produzir a sua subsistência, retirada de uma fonte: a natureza. Nela repousam os elementos primordiais para a existência humana e de todos os seres vivos, pois ela é vida. Nós temos livre vontade, e, em grande parte, as relações de humanos na natureza serão as que nós queremos que elas sejam. No entanto, isto não está sem limites (e.g., Cohen, 1995; Fearnside, 1997a; Meadows et al., 1992). Não podemos simplesmente eliminar estes limites e continuar despejando gases na atmosfera, destruindo florestas e poluindo as águas sem sofrer consequências. A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. É uma visão de esperança e um chamado à ação. Oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. Terra, Nosso Lar – A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado. A Situação Global – Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis. Desafios Para o Futuro – A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Para seguirmos adiante devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.Jornal Imparcial-Marco Alegre

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS Redução de Emissão de Desmatamento e Degradação Florestal – REDD

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Redução de Emissão de Desmatamento e Degradação Florestal – REDD

Desde o 1º. Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC, divulgado em 1990, a análise das evidências observacionais dos modelos climáticos vêm demonstrando uma influência humana importante na mudança global do clima, e que o aquecimento observado durante os últimos 100 anos é pouco provável que seja consequência apenas de uma forçante natural, como a influência solar. Entretanto, a identificação do aumento na concentração de gases de efeito estufa – GEE na atmosfera, provocando uma forçante radiativa antrópica, podem explicar as mudanças observadas de temperatura do planeta, e atividades como o reflorestamento, florestamento e o desflorestamento podem desempenhar um importante papel na política das mudanças climáticas globais. No 4º. Relatório de Avaliação do IPCC, o painel científico orientou que “as atividades de mitigação relacionadas com as florestas podem reduzir de forma considerável as emissões por fontes e aumentar as remoções de CO2 por sumidouros com custos baixos e podem ser planejadas para criar sinergias com a adaptação e o desenvolvimento sustentável, pois ao redor de 65% do potencial total de mitigação (até 100 US$/tCO2eq) está localizado nos trópicos e cerca de 50% do total poderia ser alcançado reduzindo-se as emissões do desflorestamento”. Avaliando os aspectos científicos, tecnológicos, ambientais, econômicos e sociais da mitigação da mudança do clima lançadas desde o 3º. Relatório de Avaliação do IPCC e os Relatórios Especiais sobre Captação e Armazenamento de CO2, o painel científico orientou ainda que “a mudança do clima pode afetar o potencial de mitigação do setor florestal (ou seja, nas florestas nativas e plantadas) e deve ser distinta entre as diferentes regiões e sub-regiões, tanto em magnitude quanto em direção, e as opções de mitigação relacionadas com as florestas podem ser planejadas e implementadas de forma compatível com a adaptação e podem ter co-benefícios substanciais em termos de geração de empregos, geração de renda, biodiversidade e conservação das bacias hidrográficas, oferta de energia renovável e redução da pobreza”. Analisando os aspectos socioeconômicos sobre a mitigação em curto médio e médio prazos (até 2.030), o painel científico concluiu que “os benefícios da mitigação de carbono por meio da redução do desmatamento, são em curto prazo, maiores que o reflorestamento e o florestamento. Em longo prazo (após 2.030), a estratégia do manejo florestal possibilita manter ou aumentar os estoques de carbono, ao mesmo tempo em que produz de forma sustentável a madeira, fibras e energia, e tende a gerar o maior beneficio de mitigação”. Reconhecendo, portanto, a importância das florestas para a mitigação dos efeitos do aquecimento global e os benefícios do manejo florestal sustentável, do ponto de vista das transformações socioambientais, em 2.008, a ONU propôs a Conferência das Partes – COP a criação do programa REDD – Redução de Emissão de Desmatamento e Degradação Florestal em países em desenvolvimento. Com esta medida, as florestas primárias, incluindo a Floresta Amazônica voltaram a desempenhar papel importante no debate sobre neutralização e mitigação, já que o programa pode ser usado para diminuir o avanço do desmatamento e reverter à degradação ambiental da Amazônia. Embora o programa REDD agregue valor à madeira e contribui para a implementação de projetos de manejo florestal sustentável, mantendo a floresta em pé, insta salientar que esses projetos não visam apenas absorver carbono da atmosfera, mas também evitar que mais gases traços e partículas poluentes sejam liberados para a atmosfera, por queimadas e decomposição de resíduos da floresta, dentre outros. O manejo florestal sustentável, por sua vez oferece duas possibilidades para benefícios em relação ao sequestro de carbono na atmosfera para mitigação dos efeitos do aquecimento global. Uma delas consiste em estocar o carbono em produtos de madeira, enquanto que a floresta manejada cresce novamente, sequestrando mais carbono da atmosfera. A segunda opção é por meio das mudanças na prática de exploração, que podem reduzir expressivamente dano à floresta remanescente e a consequente emissão de carbono. Sendo assim, o mecanismo do manejo florestal sustentável foi considerado pelo IPCC, no contexto da mitigação das mudanças climáticas globais, como um instrumento ambientalmente eficaz para aumentar a área florestal, pois contribui para a redução do desmatamento e traz impactos positivos significativos na propriedade rural, além de contribuir para o aumento da renda e fixação do homem no meio rural.Jornal Imparcial-Marco Alegre

 

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA ERA ANTROPOCENO

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA ERA ANTROPOCENO

Aquecimento global é o processo de aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra que ocorre desde meados do século 19 e que deverá continuar no século 21, causado pelas emissões humanas de gases do efeito estufa, e amplificado por respostas naturais a esta perturbação inicial, em efeitos que se autorreforçam em realimentação positiva. A Terra, em sua longa história, já sofreu muitas mudanças climáticas globais de grande amplitude. Isso é demonstrado por uma série de evidências físicas e por reconstruções teóricas. Já houve épocas em que o clima era muito mais quente do que o de hoje, com vários graus centígrados acima da média atual, tão quente que em certos períodos o planeta deve ter ficado completamente livre de gelo. Entretanto, isso aconteceu há milhões de anos, e suas causas foram naturais. Também ocorreram vários ciclos de resfriamento importante, conduzindo às glaciações, igualmente por causas naturais. Entre essas causas, tanto para aquecimentos como para resfriamentos, podem ser citadas mudanças na atividade vulcânica, na circulação marítima, na atividade solar, no posicionamento dos polos e na órbita planetária. Segundo o Quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC, elaborado sob os auspícios da Organização Meteorológica Mundial – OMM e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, e que representa a síntese científica mais ampla, atualizada e confiável sobre o assunto, a mudança na temperatura da superfície terrestre vem ocorrendo com certeza no último século, com um aumento médio de 0,78°C quando comparadas as médias dos períodos 1850–1900 e 2003–2012. A média teve uma variação de 0,72 a 0,85ºC. Cada uma das tês últimas décadas bateu o recorde anterior de ser a mais quente desde o início dos registros. É virtualmente garantido que os extremos de temperatura têm aumentado globalmente desde 1950, e que desde 1970 a Terra acumulou mais energia do que perdeu. A maior parte do aumento de temperatura se deve a concentrações crescentes de gases do efeito estufa, emitidos por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, o uso de fertilizantes e o desmatamento. Esses gases atuam obstruindo a dissipação do calor terrestre no espaço. Por várias questões práticas, os modelos climáticos referenciados pelo IPCC normalmente limitam suas projeções até o ano de 2100, são análises globais e por isso não oferecem grande definição de detalhes. Embora isso gere mais incerteza para previsão das manifestações regionais e locais do fenômeno, as tendências globais já foram bem estabelecidas e têm se provado confiáveis. Os modelos usam para seus cálculos diferentes possibilidades (cenários) de evolução futura das emissões de gases estufa pela humanidade, de acordo com tendências de consumo, produção, crescimento populacional, aproveitamento de recursos naturais, etc, cenários que são todos igualmente plausíveis, mas não se pode ainda determinar qual deles se materializará, pois muitas coisas podem mudar no caminho. As probabilidades estimadas com razoável segurança atualmente indicam que as temperaturas globais subirão entre 1,1°C e 6,4°C até aquela data, uma faixa de variação que depende do cenário selecionado e da sensibilidade dos modelos utilizados nas simulações. Em geral espera-se uma elevação em torno de 4°C até o fim do século. Projeções mais além são mais especulativas, mas não é impossível que o aquecimento progrida ainda mais, desencadeando efeitos devastadores. O aumento nas temperaturas globais e a nova composição da atmosfera desencadeiam várias alterações decisivas nos sistemas da Terra. Afetam os mares, provocando a elevação do seu nível e mudanças nas correntes marinhas e na composição química da água, verificando-se acidificação, dessalinização e desoxigenação. Prevê-se uma importante alteração em todos os ecossistemas marinhos, com impactos na sociedade humana em larga escala. Afetam irregularmente o regime de chuvas, produzindo enchentes e secas mais graves e frequentes; tendem a aumentar a frequência e a intensidade de ciclones tropicais e outros eventos meteorológicos extremos como as ondas de calor e de frio; devem provocar a extinção de grande número de espécies e desestruturar ecossistemas em larga escala, e gerar por consequência problemas sérios para a produção de alimentos, o suprimento de água e a produção de bens diversos para a humanidade, benefícios que dependem da estabilidade do clima e da riqueza dos ecossistemas.Jornal Imparcial-Marco Alegre

 

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MDL – PLANO ABC

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ECONOMIA DE BAIXA EMISSÃO DE CARBONO NA AGRICULTURA
Caro leitor! Durante a COP-15, o governo brasileiro divulgou o seu compromisso voluntário de redução entre 36,1% e 38,9% das emissões de gases de efeito estufa – GEE projetadas para 2020, estimando o volume de redução em torno de um bilhão de toneladas de CO² equivalente (tCO²eq). Para tanto, foram propostas diferentes ações: Reduzir em 80% a taxa de desmatamento na Amazônia, e em 40% no Cerrado; Adotar intensivamente na agricultura a recuperação de pastagens atualmente degradadas; promover ativamente a integração lavoura-pecuária (iLP); ampliar o uso do Sistema Plantio Direto (SPD) e da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN); e Ampliar a eficiência energética, o uso de bicombustíveis, a oferta de hidrelétricas e de fontes alternativas de biomassa, de energia eólica e de pequenas centrais hidrelétricas, assim como ampliar o uso na siderurgia de carvão de florestas plantadas. Esses compromissos foram ratificados no artigo nº 12 da Lei nº 12.18709, que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima – PNMC. A PNMC prevê que o Poder Executivo estabelecerá Planos Setoriais de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas visando à Consolidação de uma Economia de Baixo Consumo de Carbono em vários setores da economia, como o da agricultura. Em 9 de dezembro de 2010, foi publicado o Decreto nº 7.390 que regulamentou os arts. 6º, 11 e 12 da PNMC. Para o setor da agricultura ficou estabelecida a constituição do Plano para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura. Nesse Decreto, consta que o Plano Nacional sobre Mudança do Clima será integrado pelos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento nos Biomas e pelos Planos Setoriais de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas, de que tratam respectivamente os arts. 6º e 11 da Lei nº 12.18709. No art. 6º, consta atualização do compromisso nacional voluntário de que trata o art. 12º da Lei nº 12.18709, dessa forma enfatizando a implementação de ações que almejem reduzir entre 1.168 milhões de tonCO²eq e 1.259 milhões de tonCO²eq do total das emissões estimadas no art. 5º. A construção do Plano Setorial da Agricultura se iniciou com a formação de um Grupo de Trabalho (GT), sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da República, composto inicialmente por representantes do governo federal: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Ministério da Fazenda (MF); Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Ministério do Meio Ambiente (MMA). Posteriormente, ocorreu a ampliação do GT, incorporando representantes de organizações indicadas pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC): Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Conservação Internacional e WWF – Brasil, entre outras organizações. O Grupo de Trabalho foi constituído com o objetivo precípuo de elaborar o Plano ABC, iniciando suas atividades em 2010. Durante a elaboração do Plano ABC, entre 2010 e 2011, houve detalhamento e modificações dos compromissos originais da agricultura, firmados na COP-15, que passaram a ser compostos por meio da adoção das seguintes ações: Recuperar uma área de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas por meio do manejo adequado e adubação; Aumentar a adoção de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em 4 milhões de hectares; Ampliar a utilização do Sistema Plantio Direto (SPD) em 8 milhões de hectares; Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN): ampliar o uso da fixação biológica em 5,5 milhões de hectares; Promover as ações de reflorestamento no país, expandindo a área com Florestas Plantadas, atualmente, destinada à produção de fibras, madeira e celulose em 3,0 milhões de hectares, passando de 6,0 milhões de hectares para 9,0 milhões de hectares; e Ampliar o uso de tecnologias para tratamento de 4,4 milhões de m3 de dejetos de animais para geração de energia e produção de composto orgânico. O Programa ABC, instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que disponibilizou R$ 2 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, ampliando para R$ 3,15 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012.Jornal Imparcial-Marco Alegre

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS O MDL E A AGRICULTURA DE BAIXA EMISSÃO DE CARBONO

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
O MDL E A AGRICULTURA DE BAIXA EMISSÃO DE CARBONO

A mudança do clima representa um dos principais desafios a serem enfrentados pela comunidade internacional. A principal consequência do efeito estufa e do aquecimento global é o aumento da velocidade das reações na atmosfera, devido à maior disponibilidade de energia, resultando em aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos. Atividades econômicas humanas, como as que constituíram os processos produtivos intensificados a partir da Revolução Industrial (1750) e que se prolongam até a atualidade, resultam em inúmeras fontes de emissão de Gases de Efeito Estufa – GEE, como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, a drenagem de pântanos, as fertilizações nitrogenadas ineficientes, as queimadas e o preparo intensivo do solo, entre outras. Para enfrentar o problema, os países estabeleceram o regime de mudança do clima, que tem como principais fundamentos a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e o Protocolo de Quioto. Com a intensificação dessas atividades no mundo contemporâneo e, consequentemente, o incremento das emissões dos GEE à atmosfera, detectou-se aumento do aprisionamento do calor. Assim, o termo “aquecimento global” significa que todo o planeta Terra está aquecendo, ou seja, a sua temperatura atmosférica está aumentando ao longo dos anos como consequência do efeito estufa que, por sua vez, é consequência direta do incremento na concentração de alguns GEE: dióxido de carbono – CO2, metano – CH4, óxido nitroso – N2O, hexafluoreto de enxofre – SF6, trifluoreto de nitrogênio – NF3, os hidrofluorcarbonos – HFCs e perfluorcarbonos – PFCs, regulados pelo Protocolo de Quioto para o segundo período de compromisso (2013-2020). O Brasil demonstrou um compromisso antecipado com a ação climática na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, e continua a demonstrar um forte compromisso com a ação voluntária para reduzir as emissões de GEE. O país apresentou um conjunto de ações voluntárias (NAMAs) – Nationally Appropriate Mitigation Actions, ou Ações de Mitigação Nacionalmente Apropriadas, estabelecidas para reduzir suas emissões de GEE durante a realização da COP-15, em Copenhagen, Dinamarca. Nesse evento, o governo brasileiro estabeleceu um compromisso de redução entre 36,1% e 38,9% de suas emissões de GEE, em relação às emissões brasileiras projetadas até 2020, deixando de emitir cerca de 1 bilhão de tCO2eq. Para tanto, propôs um programa de ações voluntárias com o objetivo de reduzir em 80% a taxa de desmatamento na Amazônia e em 40% no Cerrado; adotar intensivamente na agricultura a recuperação de pastagens atualmente degradadas; promover ativamente a integração lavoura-pecuária (iLP); ampliar o uso do Sistema Plantio Direto (SPD) e da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN); e ampliar a eficiência energética, o uso de bicombustíveis, a oferta de hidrelétricas e de fontes alternativas de biomassa, de energia eólica e de pequenas centrais hidrelétricas, assim como ampliar o uso de carvão de florestas plantadas na siderurgia. Posteriormente, no caso específico da parte dos compromissos que envolvem a agropecuária, adicionaram-se a estratégia Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e os Sistemas Agroflorestais (SAFs), bem como a produção de Florestas Plantadas e o processo de Tratamento de Dejetos Animais. O Brasil tem um perfil singular de emissões de GEE. A agricultura e a pecuária requerem a expansão contínua da terra para cultivo e pastagem, levando à conversão da vegetação nativa. A mudança no uso da terra, especialmente o desmatamento, é hoje a principal fonte de emissões nacionais de GEE. Os abundantes recursos naturais do Brasil e seu vasto território têm permitido o desenvolvimento de energia renovável com baixo teor de carbono. Historicamente, grandes investimentos em energia renovável – a hidroeletricidade, com 75% da capacidade de geração instalada e o etanol proveniente da cana-de-açúcar, que substitui 40% do combustível de gasolina – diminuíram a intensidade do carbono da matriz energética do Brasil e reduziram as emissões causadas pelos transportes. Não obstante, é importante reconhecer que há probabilidade de o Brasil sofrer impacto da mudança climática. O fenômeno conhecido como Colapso da Amazônia, combinado com desmatamento de curto prazo causado por queimadas, poderia reduzir a incidência de chuvas nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, levando à redução de produtividade das colheitas e de água para a produção de hidroeletricidade. São necessárias soluções urgentes para reduzir a vulnerabilidade do Brasil e permitir a adaptação às mudanças climáticas.Jornal Imparcial-Marco Alegre

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TECNOLOGIA DE GEOFÍSICA

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Setor Agrícola e o Desenvolvimento Sustentável
Estamos vivendo um momento crítico da história da Terra, já que os padrões dominantes de produção e consumo estão a provocar a devastação dos ecossistemas, a redução drástica dos recursos e uma explosiva extinção de espécies. O efeito estufa é uma propriedade natural do planeta Terra, em que a inter-relação dos gases que compõem a atmosfera e a radiação solar, em especial a radiação infravermelha, que decorre do aquecimento da superfície do planeta e de seu consequente processo de dissipação. Uma pequena fração de moléculas de gases e vapores que compõem a atmosfera possui a propriedade de reter carga na forma de um dipolo elétrico e excitar-se com a presença de radiação infravermelha. Tais substâncias constituem os chamados gases de efeito estufa – GEE. Dentre os mais relevantes, destacam-se o vapor de água, dióxido de carbono – CO², metano – CH4, óxido nitroso – N2O, as famílias dos perfluorcarbonos – PFC e hidrofluorcarbonos – HFC e o hexafluoreto de enxofre – SF6. Como esses componentes representam parcela muito pequena dos gases existentes na atmosfera, pequenas variações em suas concentrações podem resultar em significativa oscilação nas propriedades naturais do planeta, de absorver radiação solar, no comprimento da onda infravermelha. A emissão de GEE em maiores quantidades a partir da Revolução Industrial (1750), e a maior dependência do uso de combustíveis fósseis, contribuíram, ao longo dos anos, para aumentar a capacidade planetária de reter energia solar na forma de radiação térmica (calor). As principais atividades humanas que provocam emissões desses gases são: geração de energia pela queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo e gás natural), queimadas florestais e produção de cimento, que produzem emissões de CO²; decomposição anaeróbica de matéria orgânica, que produz emissões de CH4 em aterros sanitários e na pecuária; uso de fertilizantes nitrogenados, que produz emissões de N2O; e processos industriais que produzem emissões de PFC, HFC e SF6 de origem antrópica – atividades humanas. O resultado direto do aumento da concentração desses gases na atmosfera resulta no fenômeno aquecimento global. A mudança do clima é um processo complexo, cujos resultados refletem mais de 150 anos de acúmulo de emissões antrópicas de diferentes tipos de gases, com distintas propriedades físico-químicas. A mudança do clima provavelmente não será uniforme em todo o mundo. O aumento de temperatura tende a ser maior nas latitudes mais elevadas do hemisfério norte. Também podem ocorrer mudanças na frequência e na intensidade de eventos climáticos extremos, e consequentes alterações no regime de precipitação. A vulnerabilidade de países e de atividades econômicas está relacionada à posição que estes ocupam no globo terrestre e corresponde à razão de sua suscetibilidade a eventos climáticos. Países tropicais e em desenvolvimento estão entre os potencialmente mais vulneráveis à mudança do clima, em especial pequenos países insulares, os quais sofrem pressões adicionais em função da elevação previsível dos oceanos, decorrente da expansão térmica e de possíveis derretimentos de reservatórios glaciais nos cumes de montanhas e nos pólos norte e sul. De modo geral, a adoção de padrões de economia com características mais sustentáveis envolve, entre outros, um extensivo processo de inventário de emissões de GEE, a estruturação de um plano sistematizado para o seu monitoramento e, por fim, a aplicação de soluções, muitas vezes já disponíveis. O setor agrícola, em função de suas características e de sua sensibilidade ao clima, é extremamente vulnerável às prováveis mudanças do clima, distinguindo-se dos demais setores no que se refere ao tratamento do tema. A relevância estratégica do setor agrícola está no fato de que há uma inquestionável necessidade de expansão da produção para atender às demandas atuais e futuras de suprimento alimentar, e também na premissa de que a expansão da produção não deve contribuir negativamente para a elevação dos níveis atuais de emissões. O setor agrícola é um setor complexo, com significativa diversidade de sistemas de produção que apresentam relação direta com aspectos ambientais, sociais e econômicos. Não há uma solução única para o setor enfrentar os desafios postos. É, portanto, necessário um esforço conjunto, tanto no desenvolvimento de novas tecnologias, quanto na implantação de ações que promovam a convergência entre o aumento da produção sustentável de alimentos e de energia e as ações de mitigação frente às mudanças climáticas.Jornal Imparcial-Marco Alegre

 

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O BRASIL E O MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO – MDL

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O BRASIL E O MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO – MDL

A mudança do clima representa um dos principais desafios a serem enfrentados pela comunidade internacional. A contribuição humana à acumulação de gases causadores do efeito estufa – GEE na atmosfera, sobretudo em decorrência da queima de combustíveis fósseis iniciada com a Revolução Industrial, gera interferência no sistema climático. Para enfrentar o problema, os países estabeleceram o regime de mudança do clima, que tem como principais fundamentos a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima1 e o Protocolo de Quioto. O objetivo último da Convenção é o de alcançar a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera em nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático. Outros objetivos incluem o de estimular e desenvolver medidas de adaptação para a organização da vida humana na Terra frente à mudança do clima. No Brasil, para implementar e gerenciar a agenda de políticas públicas voltadas para a mudança do clima, foram criados dois fóruns de governança no País. Primeiramente, em 1999 é criada a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima – CIMGC, presidida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem a finalidade de coordenar as ações de governo decorrentes da participação brasileira na Convenção. Em 2007, institui-se o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima – CIM e seu Grupo Executivo – GEx, cujas atribuições principais são elaborar e implementar a Política Nacional sobre Mudança do Clima e o Plano Nacional sobre Mudança do Clima2. O CIM é coordenado pela Casa Civil da Presidência da República e é constituído por dezessete órgãos federais, mais o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas – FBMC. O GEx, que é formado por oito Ministérios e o FBMC, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. Em 2008, o CIM elaborou o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, composto por um conjunto de ações governamentais setoriais visando à mitigação e a adaptação aos efeitos da mudança do clima. Também foram estabelecidos dois instrumentos financeiros para fomento de ações de mitigação e adaptação: o Fundo Amazônia e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. No final de 2009, o Governo Brasileiro assumiu o compromisso nacional voluntário de implementar ações de mitigação, com vistas à redução das emissões nacionais na faixa de 36,1% a 38,9%, em relação à sua projeção para 2020. O compromisso nacional voluntário de redução de emissões foi consolidado na Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e também define os instrumentos para sua implementação, entre eles, a Comunicação Nacional à Convenção, os inventários de emissões e os mecanismos de financiamento. A lei também aborda o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões e os Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima. Segundo tais projeções, as emissões totais do País passariam de 2,2 bilhões tCO2eq3 em 2005 para 3,2 bilhões tCO2eq em 2020. O Setor Mudança do Uso da Terra e Florestas será aquele com a maior contribuição, seguido pelos setores Energia e Agropecuária. O compromisso nacional voluntário deverá reduzir as emissões, segundo as estimativas, em pelo menos 1,168 bilhões tCO2eq em 2020, o que reduziria as emissões em 2020 a montante máximo de 2,068 bilhões tCO2eq. Segundo o critério adotado pelo BNDES são oportunidades de geração de créditos de carbono exportáveis pelo Brasil, de forma geral são eou serão resultantes dos seguintes elementos: setores com altas emissões de GEE; alta disponibilidade de matérias-primas renováveis a baixo custo ou com baixo uso; investimentos em ativos fixos e mudanças de paradigma na produção; ambiente legal com maiores restrições nas emissões de CO2. Em relação ao Panorama do Mercado de Carbono4, existem hoje 7.516 projetos em MDL registrados no Conselho Executivo da ONU, que geram anualmente 979 milhões de créditos de carbono. A China permanece na liderança de projetos registrados, com 3.757, seguida da Índia (1.503) e do Brasil (324). A China se destaca ao responder por 50% das RCEs.Jornal Imparcial-Marco Alegre

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PROTOCOLO DE QUIOTO

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PROTOCOLO DE QUIOTO

Protocolo de Quioto

Protocolo de Quioto – A partir da divulgação do primeiro relatório do IPCC, começaram as negociações que culminaram na formulação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, aberta para assinaturas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92. A Convenção entrou em vigor em 21 de março de 1994 e conta com adesão de cerca de 180 países, além da Comunidade Europeia. A concentração atual desses gases resultou principalmente do efeito cumulativo das emissões geradas nos últimos 150 anos pelas atividades industriais dos países desenvolvidos. Por essa Convenção, estes países e os do leste da Europa que se encontram em processo de transição para uma economia de mercado (países do Anexo I), assumiram o compromisso de reduzir as suas emissões de gás carbônico e de outros gases causadores do efeito estufa, de maneira a não ultrapassar os níveis verificados em 1990. Cabe aos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, sob a Convenção, entre outras obrigações, a de formular e implementar programas nacionais contendo medidas para mitigar a mudança do clima. Todos os países devem, além disso, elaborar um inventário de suas emissões antrópicas de gases de efeito estufa por fontes e de remoções por sumidouros – qualquer processo, atividade ou mecanismo que remova da atmosfera um gás de efeito estufa. Na Primeira Conferência das Partes da Convenção, realizada em Berlim em 1995, decidiu-se pela negociação de um protocolo, cujas diretrizes estão contidas na resolução conhecida como Mandato de Berlim. De acordo com esse Mandato, deveria ser iniciado um processo, por meio da adoção de um protocolo ou outro instrumento legal, que fortalecesse os compromissos das Partes incluídas no Anexo I da Convenção (Partes do Anexo I). Assim, os países incluídos no Anexo I deveriam elaborar políticas e medidas e definir objetivos de limitação quantificada e redução dentro de prazos específicos, como 2005, 2010 e 2020, para suas emissões antrópicas por fontes e remoções por sumidouros de gases de efeito estufa não controlados pelo Protocolo de Montreal. As Partes não incluídas no Anexo I não teriam qualquer novo compromisso, mas seriam reafirmados os compromissos existentes, de forma a atingir o desenvolvimento sustentável. Em 1997, em Kyoto, durante a Terceira Conferência das Partes da Convenção, foi assinado um Protocolo (Protocolo de Quioto), que obriga os países desenvolvidos, individual ou conjuntamente, a cortar, no período de 2008 a 2012, em média, 5,2% das emissões de gases de efeito estufa em relação ao ano-base de 1990. Para cumprir essas metas, foram propostos basicamente três tipos de mecanismos: Implementação Conjunta – IC, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL e o Comércio de Emissões – CE. Pelo mecanismo de implementação conjunta, qualquer país do Anexo I pode transferir ou adquirir de outro país desse Anexo, unidades de redução de emissões resultantes de projetos destinados a diminuir as emissões ou aumentar as remoções, por sumidouros, dos gases de efeito estufa. O comércio de emissões prevê um sistema global de compra e venda de emissões de carbono. Baseia-se no esquema de mercado já usado nos EUA para a redução do dióxido de enxofre (SO²), responsável pela chuva ácida. Países do Anexo I que tiverem limites de emissões sobrando (emissões permitidas, mas não usadas) podem vender esse excesso para outras nações do Anexo I que estão emitindo acima dos limites. O mecanismo de desenvolvimento limpo destina-se a auxiliar os países não desenvolvidos a atingir o desenvolvimento sustentável e contribuir para o objetivo final da Convenção. Permite a certificação de projetos de redução de emissões nos países em desenvolvimento e a posterior venda das reduções certificadas de emissão – RCE, para serem utilizadas pelos países desenvolvidos como modo suplementar para cumprirem suas metas. Estes mecanismos permitem que esforços de redução de emissões em diferentes países ou projetos e ações para o atendimento das metas estabelecidas com consequente redução de custos se comparado com instrumentos tradicionais de comando e controle sejam consideradas, originando dois tipos de mercado de carbono: mercado de créditos gerados por projetos de redução de emissões (MDL e de IC) e o mercado de permissões (CE). Os ativos negociados nestes mercados conferem às fontes emissoras flexibilidade no cumprimento de metas de redução de emissões, com consequente redução de custos se comparado com instrumentos tradicionais de comando e controle.Jornal Imparcial-Marco Alegre

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