Ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro defende permanência do Brasil no Acordo de Paris

Ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro defende permanência do Brasil no Acordo de Paris


Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defende permanência do Brasil no Acordo de Paris Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em entrevista à rádio Eldorado, Ricardo Salles também responsabilizou o governo Michel Temer pela desistência de sediar a COP 25

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2019 | 11h15

SÃO PAULO – O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu que o Brasil permaneça no Acordo de Paris e disse acreditar que o País vai continuar como signatário do documento, que estabelece metas para redução da emissão de gases causadores do efeito estufa. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ameaçou deixar o acordo se não houvesse mudanças.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defende permanência do Brasil no Acordo de Paris

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defende permanência do Brasil no Acordo de Paris Foto: Dida Sampaio/Estadão
“Não precisamos sair do acordo do clima, é preciso ter muito cuidado e saber identificar oportunidades de avanços em parcerias e recursos que decorram dessa agenda e, por outro lado, identificar riscos que nós temos que evitar de ingerência internacional sobre o território, a produção agropecuária e o patrimônio genético”, declarou o ministro em entrevista à rádio Eldorado nesta sexta-feira, 11.

“O acordo do clima não é totalmente ruim nem bom. É um guarda-chuva sob o qual podemos fazer coisas boas e evitar coisas ruins, e é nessa linha que eu acho que devemos caminhar.”

O ministro ainda responsabilizou o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) pela desistência de sediar a conferência climática das Nações Unidas em 2019, a chamada COP 25. Bolsonaro, no entanto, revelou ter participado da decisão de não sediar o evento.

Na entrevista, Ricardo Salles disse não ter sido comunicado pelo Itamaraty sobre o fim da Subsecretaria-Geral de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores. Ele prometeu, apesar disso, uma integração direta com o Itamaraty para facilitar a atuação ambiental do País no exterior.

O ministro defendeu, ainda, um melhor detalhamento dos dados sobre o desmatamento no País. “Não são as áreas produtivas que estão acolhendo a totalidade do desmatamento, uma parte desse desmatamento decorre de uma fiscalização ineficiente das próprias áreas estatais.”

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