PROJETOS DE CARBONO – AS FLORESTAS

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PROJETOS DE CARBONO – AS FLORESTAS

AS FLORESTAS

As florestas contribuem para a estabilidade ambiental, mitigando as temperaturas extremas e aumentando as precipitações regionais e prevenindo a erosão e deterioração do solo. Além disso, as florestas têm papel fundamental no ciclo do carbono, pois elas constituem o maior reservatório de carbono de todos os ecossistemas terrestres e funciona em muitos casos como sumidouros de carbono. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC, a quantidade total de carbono armazenada nas florestas no mundo está estimada em 1.146 gigatoneladas de carbono (47% dos estoques totais de carbono) nos solos e vegetação, sendo que parte do carbono está estocada na biomassa viva (359 Gt C) e outra na matéria orgânica do solo (787 Gt C). As quantidades de carbono armazenado e as taxas existentes na biomassa viva e carbono no solo são determinadas pelo solo, clima e tipo de floresta, pois diferentes tipos de formação florestal apresentam diferentes estoques de carbono por hectare. Portanto, as florestas desempenham um papel integral na mitigação na mudança climática, pois além de ser um dos sumidouros de carbono mais importantes, armazenando mais carbono do que a atmosfera e as reservas mundiais de petróleo juntos, como também constantemente removem carbono da atmosfera através da fotossíntese, convertendo o carbono atmosférico em matéria orgânica.

                           O Sequestro de Carbono pelos Ecossistemas Florestais

          O sequestro de carbono refere-se a processos de absorção e armazenamento de CO² atmosférico, com intenção de minimizar seus impactos no ambiente. A finalidade desse processo é conter e reverter o acúmulo de CO² atmosférico, visando à diminuição do efeito estufa. Teoricamente, o sequestro de carbono atmosférico pode ser quantificado estimando-se o armazenamento do carbono na biomassa e no solo da floresta. O sequestro de carbono florestal é uma alternativa viável para amenizar o agravamento do processo de elevação da temperatura global, pois os vegetais, utilizando sua capacidade fotossintética, fixam o CO² atmosférico, biossintetizando na forma de carboidratos, sendo por fim depositados na parede celular. As atividades florestais de fixação de carbono baseiam-se em acumulação e estocagem. Basicamente, essas práticas podem ser utilizadas para reduzir quantidade de gases com efeito de estufa presentes na atmosfera de duas formas: a) aumentando as taxas de acumulação (sequestro) de carbono na atmosfera; b) prevenindo ou reduzindo as taxas de liberação do carbono já fixado nas florestas. Portanto, uma abordagem óbvia de se promover a fixação de carbono é a de se plantar árvores, já que os custos não seriam assim tão caros e ofereceria uma oportunidade efetiva em termos de custos de reduzir as emissões, algo considerado absolutamente necessário para a vida no século XXI. Entretanto, a opção mais direta de prevenção ou redução de emissões de carbono fixado na vegetação é a preservação das florestas, devido ao elevado potencial de algumas florestas para capturarem o carbono atmosférico, tanto no manto vegetal como na matéria orgânica do solo, o que aumenta a importância da manutenção de ecossistemas com grandes quantidades de biomassa e solos estáveis, com os objetivos de certas florestas se tornarem sumidouros de carbono a médio/longo prazo e outras não se tornarem “fontes” de carbono.Marco Alegre

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