EFEITOS GLOBAIS NO ACORDO DE PARIS COM SAÍDA DOS EUAS

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foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

EFEITOS GLOBAIS NO ACORDO DE PARIS COM SAÍDA DOS EUAS
Projetos de Carbono – Mercado de Carbono – Finanças Sustentáveis

Gisele Victor Batista

Avaliado recentemente em torno de € 5,00 cada tonelada de crédito de carbono, o mercado desta commoditie sofreu um leve aquecimento após o anúncio recente de retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Esta melhora pode estar atrelada ao apoio dos países da União Europeia, com destaque à França e Alemanha, que juntamente com a China, comprometeram-se em seguir com as metas estabelecidas para redução das emissões dos gases do efeito estufa. Neste grupo de adeptos ao combate dos efeitos negativos das mudanças climáticas, estão os próprios Estados americanos, os quais declararam que não apoiarão a decisão imposta pelo Presidente Donald Trump.

Contudo, neste momento, é preciso cautela para avaliar as expectativas do mercado, no intuído de um melhor diagnóstico sobre este problema. Para isso, seguem alguns sinais:

1. O acordo fica mais fraco – alguns especialistas afirmam que a saída dos EUAs do Acordo de Paris desencadeará uma dificuldade no cumprimento das metas estabelecidas pelas nações globais no Acordo de Paris – sobretudo impedir que a temperatura global suba mais de 2ºC. Isto porque em 2016, registrou-se no mundo um nível recorde de emissões de dióxido de carbono (CO2). A grande questão que deve ser levada em conta é que os EUA, apesar de contribuírem com aproximadamente 15% das emissões globais de CO2, grandes empresas americanas são uma importante fonte de financiamento e tecnologia para países em desenvolvimento em seus esforços para combater o aquecimento global.

2. A China ganha protagonismo – Certamente, a retirada americana do Acordo de Paris abri espaço para a China, a qual terá a maior bolsa de crédito de carbono da Ásia e Pacifico. Após o anúncio do Presidente Trump, a China apressou-se em reafirmar seu compromisso prometendo maior cooperação no corte de emissões de carbono. Além do protagonismo chinês, a decisão americana abre espaço para que Canadá e México ascendam como “players” significativos nas Américas no esforço de impedir o aumento das temperaturas globais.

3. Lideranças empresariais globais e imagem das grandes companhias diante do problema global – A decisão de Donald Trump contrariou grandes líderes corporativos americanos, como Google e Apple, que formaram uma das mais fortes vozes em favor da permanência dos EUA no Acordo de Paris.

4. É improvável que o carvão volte a ter protagonismo – Centenas de empresas e até mesmo produtoras de combustíveis fósseis como Exxon Mobil haviam pedido a Trump que se mantivesse nas negociações climáticas. Mas o ocaso do carvão, que também está sendo abandonado em diversos outros países, dificilmente será revertido, pois a quantidade de empregos gerados nos EUA pela indústria carvoeira equivale hoje à metade dos gerados pela indústria de energia solar. A expectativa é que o preço da energia renovável se recupere e as nações voltem-se à adotar fontes mais verdes de combustível.

5. Ainda assim, as emissões devem cair – Nos últimos anos, ocorreu um forte investimento em projetos sustentáveis que visavam às reduções dos gases do efeito estufa. Com isso, mesmo com a saída americana, as emissões de carbono devem continuar a cair nos EUA.

Saber mais/ Fonte – http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40114352?SThisFB

 

Leia também: O Mercado de Carbono no Mundo

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Meio Ambiente ONU

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