Economia de Baixo Carbono

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Economia de Baixo Carbono                                                        

 Gisele Victor Batista– Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency), em 2012, 67% da eletricidade mundial era produzida a partir de combustíveis fósseis, 11% era de origem nuclear e apenas 21% de origem renovável. Contudo, para atender as metas estabelecidas no Acordo de Paris/2015 – manter o clima do planeta abaixo do limite de 2°C medidos antes da era pré-industrial – faz-se necessário “descarbonizar” todo o sistema de geração de energia.
Neste contexto, a demanda por energia renovável deverá crescer significativamente à medida que se aproximará de 2030, ano limite para demonstração das Contribuições Nacionalmente Designadas (NDCs, sigla em inglês), definidas voluntariamente pelos mais de 190 países-membros do Acordo de Paris. A meta é que a matriz elétrica global inclua, pelo menos, 30% de energias renováveis, a fim de reduzir as emissões de CO2 em 61%.
No Brasil, segundo a EPE – Empresa de Pesquisa Energética, a capacidade total instalada de geração de energia elétrica (centrais de serviço público e autoprodutoras) alcançou 140.858 Megawatts (MW) em 2015, aumento de 6.945 MW em relação ao ano anterior. Na expansão da capacidade instalada, as centrais hidrelétricas contribuíram com 35,4%, enquanto as centrais térmicas responderam por 25%. As usinas eólicas e solares foram responsáveis pelos 39,6% restantes de aumento do parque nacional, mostrando que o Brasil busca uma matriz elétrica mais limpa.
A produção de eletricidade a partir da fonte eólica alcançou 21.626 Gigawatts-hora (GWh) em 2015, equivalente a um aumento de 77,1% em relação ao ano anterior, quando se atingiu 12.210 GWh, superando, assim, a geração nuclear. Em 2015, a potência instalada para geração eólica no país expandiu 56% e a solar 40%.
De acordo com o BEM – Balanço Energético Nacional, a oferta interna de energia elétrica a partir das não renováveis representou 58,8% em 2015, abaixo dos 60,6% registrados em 2014. Por outro lado, a oferta interna de energia renovável subiu de 39,4% para 41,2% no mesmo período, o que denota um movimento interno para redução das emissões dos gases do efeito estufa, a partir de uma matriz sustentável.

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Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

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