O Futuro do Mercado de Carbono.

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O Futuro do Mercado de Carbono.

Gisele Victor Batista

Os projetos de REDD e projetos de MDL, objetos de interesse do Mercado de Carbono parecem estar sob forte ameaça. Depois de quase uma década de descrença e incertezas, esses projetos foram reavivados com o Acordo de Paris, firmado na COP21, em novembro de 2015, e exaltados na COP22/Marrakesh, ocorrida na cidade Marroquina, em novembro do ano passado.

Trata-se, nada menos, do maior acordo internacional pela manutenção das espécies no planeta, visando ações dos países-membros para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa, frente aos avanços provocados pelas mudanças climáticas. Contudo, a história sobre a preservação ambiental no mundo teve mais um marco, quando no dia 20 de janeiro de 2017, o presidente Donald Trump, tomou posse dos Estados Unidos.

A negação de Trump à diversidade de provas científicas sobre as mudanças climáticas, visão compartilhada por muitos de seus indicados ao novo governo, pode parecer a condenação de quaisquer avanços ambientais conquistados nos últimas décadas. Durante sua campanha, Trump classificou o aquecimento global como uma “farsa” inventada para frear o crescimento americano, a qual foi promovida pelos chineses.

Inúmeros relatórios, inclusive muitos deles produzidos por renomados cientistas americanos, vêm afirmando que o planeta está sofrendo um superaquecimento. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU concluiu que desde a década de 1950, as atividades humanas promoveram emissões de gases de efeito estufa e que 2016 foi o ano mais quente, desde que o registro formal começou, em 1880.

Apesar as fortes evidências, o Presidente Trump em seu primeiro dia de seu governo, tirou do ar o site governamental americano que tratava sobre as mudanças climáticas. Ainda, além de estar incentivando o uso de energias decorrentes de combustíveis fósseis, a administração Trump está avaliando alternativas para acelerar a saída do pacto firmado no Acordo de Paris, assinado pelo ex-presidente Obama, em outubro de 2016.

Segundo informações divulgadas, Trump pretende enviar uma carta anunciando a saída do país da Convenção Quadro sobre as Mudanças Climáticas, assinada no Rio de Janeiro, em 1992, que deu origem ao Tratado de Kyoto e, posteriormente, ao documento de Paris. Outra alternativa seria simplesmente emitir uma ordem presidencial, invalidando a ratificação americana ao Acordo.

A comunidade científica internacional posiciona-se contrária às decisões do Presidente Trump e afirmam que a saída de um país não colocará em questionamento o Acordo de Paris e todos os benefícios esperados com a sua implantação, como os projetos de REDD e Projetos de MDL. Ainda, muitos cidadãos americanos estão opondo-se aos mandos do Presidente Trump, o qual vem decaindo em popularidade e credibilidade, em apenas duas semanas de governo.

Somado a isso, importantes figuras como a do ex-vice-presidente Al Gore tem apoiado a adoção de medidas sustentáveis, fortalecendo os pilares do Acordo de Paris. Ele e muitos outros chefes de Estados estão cientes da importância da manutenção deste acordo, o que nos faz crer que seremos capazes de viver num planeta ambientalmente justo e socialmente sustentável.

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Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

 

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