Linha de Pintura VW em Taubaté modificado visando Crédito de Carbono

uniao meio ambienteLinha de Pintura VW em Taubaté modificado visando Crédito de Carbono

Projeto da VW para Credito de Carbono

A VW Taubaté, em 2013, modificou sua àrea de pintura de veículo, com uma nova tecnologia, que tem os documentos referentes no endereço indicado abaixo. è só entrar no link:

http://www.vw.com.br/pt/institucional/projeto_credito_carbono.html

 

Fonte : http://www.vw.com.br/pt/institucional/projeto_credito_carbono.html

UNIÃO MEIO AMBIENTE e HARPIA MEIO AMBIENTE


BRAZILIAN TRADE COMPANY
 –https://sequestrarcarbono.com/2019/03/18/brazilian-trade-company/

O Aquecimento Global e a Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

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O Aquecimento Global e a Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

Fonte: http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Desenvolvimento_Sustentavel/Abc/8.pdf

O Aquecimento Global e a
Agricultura de Baixa Emissão
de Carbono
Brasília – DF
2012
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

APRESENTAÇÃO
É com satisfação que elaboramos esta cartilha O Aquecimento Global e a Agricultura
de Baixa Emissão de Carbono, assunto que tanto vem despertando a
atenção do público em virtude dos novos cenários social, político e legal relacionados
às questões ambientais.

Esta publicação é resultado de uma parceria entre o Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa) e a Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha
(FEBRAPDP), formalizada por meio de um protocolo de intenções assinado
durante o primeiro Seminário Nacional de Sensibilização do Plano ABC
(Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), ocorrido em Brasília (DF), em
setembro de 2010.

O objetivo principal desta cartilha é apresentar, em linguagem acessível,
alguns conceitos sobre efeito estufa, aquecimento global, mudança do
clima e importância do carbono na agropecuária. Para tanto, foram reunidos
autores experientes e referências bibliográficas relevantes acerca
desse tema.
Além disso, objetiva-se apresentar ações governamentais e políticas públicas,
como o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças
Climáticas visando à Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de
Carbono na Agricultura, que estão sendo desenvolvidas para mitigação de
emissões e remoções de carbono atmosférico em solo e biomassa, por meio
de sistemas sustentáveis de produção. A cartilha também traz informações
a respeito das formas de incremento da eficiência dos processos produtivos
na agropecuária.

JORGE ALBERTO PORTANOVA MENDES RIBEIRO FILHO

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Continuar lendo O Aquecimento Global e a Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

Lista de Doadores Oficiais – Copa do Mundo Brasil 2014

uniao meio ambienteLista de Doadores Oficiais – Copa do Mundo Brasil 2014

Acima estão listas  11 empresas Doadoras Oficiais de RCEs (Reduçoes Certificadas de Emissões) para compensação de emissão de GEEs do Campeonato Mundial de Futebol 2014.

Fonte : Diário Oficial

 

 

(Confira aqui o mercado de carbono no Mundo)

Fazemos Projetos de Carbono – Dra. Gisele Victor Batista

– Portfólio em português

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Certificada Americraft – Fabrica de Panelas – Wisconsin

Certificada Americraft – Fabrica de Panelas – Wisconsin

A fábrica Americraft Panelas está localizado em West Bend, Wisconsin com escritórios corporativos em Central Florida. Panelas produzido por Americraft tem alta qualidade . Temos aproveitado a rica herança desenvolvido por gerações de artesãos no coração da América . O Desing atula garanta satisfação dos entusiastas da Cozinha .

Americraft Panelas é diferente de qualquer utensílios de cozinha que você já experimentou . Nós fabricamos , um sistema de cozimento eficiente em termos de energia que abrange métodos tradicionais de cozinha ao capturar a magia do Vapor® Tecnologia para cozinhar os alimentos mais rápido, a temperaturas mais baixas e sem adição de gordura ou excesso de água, garantindo receitas nutritivas, saborosas e apetitosas.

O que torna Americraft tão diferentes?
A diferença de cozinhar é bastante dramático , mas isso é apenas parte do que define Americraft estar na frente. Você pode contar conosco para alcançar nossos valores fundamentais e os nossos produtos para toda a vida.

Nossos parceiros são herdeiros do conhecimento e experiência criado e transmitido por várias gerações. Nossos clientes recebem o produto de melhor qualidade absoluta , simplesmente porque nossos artesãos se orgulham de seu ofício e procuram sempre exceder expectativas dos clientes .

Nós não apenas fazemos panelas , criamos tradição. Proprietários de Panelas Americraft referem-se a nossos produtos como herança , não só porque duram para sempre, mas também porque esta forma mais autêntica de cozinhar é passado de geração em geração.

Americraft é feito nos EUA e em causa do planeta que é a casa de todos.

Fonte : http://www.americraftcookware.com/

 

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O que são Creditos de Carbono

O que são créditos de carbono

Certificado de redução de emissão ou Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) – Creditos de Carbono

Representam as reduções de emissões de gases de efeito estufa decorrentes de atividades de projetos elegíveis para o MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo). As RCEs podem ser vendidas para países do Anexo I, que as utilizam como forma de cumprimento parcial de suas metas de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). As Reduções Certificadas devem ter adicionalidade, isto é, devem reduzir os níveis de emissão a um nível menor do que ocorreria sem o projeto certificado. As unidades de emissão são as seguintes:

a) Unidade de Emissão Atribuída (UCA) – Igual a 1 tonelada (métrica) de CO² equivalente emitido, calculada utilizando o Potencial de Aquecimeto Global (GWP);

b) Unidade de Redução de Emissões (ERU) – Igual a 1 tonelada (métrica) de CO² não-emitido (reduzido ou seqüestrado), por meio de projeto de implementação conjunta, entre países do Anexo B. A redução também deve ter adicionalidade e a Unidade de Redução de Emissão é calculada utilizando o  Potencial de Aquecimento Global (GWP);

c) Unidade de Redução Certificada de Emissões (CER) – Igual a 1 tonelada (métrica) de dióxido de carbono não-emitido, reduzido ou seqüestrado, por meio de um projeto do MDL, calculada utilizando o Potencial de Aquecimento Global (GWP). Estas unidades podem ser utilizadas por países do Anexo I como forma de cumprimento parcial de suas metas de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Leia também:

O mercado de carbono no mundo – Preço do CO2 – Crédito de Carbono

Fazemos Projetos de Carbono – Dra. Gisele Victor Batista

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TECNOLOGIA DE GEOFÍSICA

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Mercado de carbono

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Mercado de carbono

Artigo publicado no jornal O Imparcial de Presidente Prudente – SP, edição 16/04/2015, opinião, pg 3ªa e aqui postado mediante autorização do jornal e do autor, o qual a seguir reproduzimos:

“Mercado de carbono é um dos mecanismos usados para a mitigação do aquecimento global e da mudança do clima. Como é uma questão que envolve todos os países, as medidas para reduzir as emissões de GEE (gases de efeito estufa) e, assim, mitigar a mudança do clima e seus efeitos, estão sendo tratadas por meio de negociações no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas). Dessas negociações, resultou a CQNUMC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), em 1992, que contém diretrizes gerais para todos os países signatários. Posteriormente, as partes da convenção firmaram o Protocolo de Quioto a Convenção-Quadro, que estabelece metas de redução de emissões de GEE para países desenvolvidos (Anexo I); os países em desenvolvimento (não-Anexo I) não têm metas de redução.

Entretanto, cabe aos países em desenvolvimento, portanto, ao Brasil, sob a égide da convenção, entre outras obrigações, a de formular e implementar programas nacionais contendo medidas para mitigar a mudança do clima. Todos os países devem, além disso, elaborar um inventário de suas emissões antrópicas de GEE por fontes e de remoções por sumidouros – qualquer processo, atividade ou mecanismo que remova da atmosfera um  gás de efeito estufa.

O Protocolo de Quioto prevê três mecanismos para auxiliar o alcance das metas de redução estabelecidas: IC (Implementação Conjunta), CE (Comércio de Emissões) e MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). Os dois primeiros só podem ocorrer entre países desenvolvidos, enquanto o MDL envolve países em desenvolvimento e países desenvolvidos.

As reduções de GEE, desde 2004, passaram a ter valor econômico e, assim, estabeleceu-se um mercado de carbono, regulado e de escala internacional. Não obstante, existe, também, um mercado voluntário, onde empresas, ONGs (organizações não-governamentais), instituições, governos ou mesmo cidadãos tomaram a iniciativa de desenvolver projetos para reduzir as emissões, voluntariamente. Essas reduções podem ser auditadas por uma entidade independente do sistema das Nações Unidas e da Convenção do Clima e gerar créditos, passíveis de comercialização.

Como signatário do Protocolo de Quioto, do grupo dos países não-Anexo I, o Brasil participa do mercado regulado com projetos de MDL. O mercado de carbono não vinculado diretamente ao Protocolo de Quioto, chamado mercado voluntário ou não regulado, é composto de vários programas que são implementados ao redor do mundo nos mais diversos níveis, desde individual, corporativo e até regional, seguindo o mesmo raciocínio de compensação das emissões que o MDL.

No mercado voluntário, a operação é menos burocrática e podem ser aceitos projetos ainda não reconhecidos pelo mercado regulado, como o REDD, por exemplo, porém, os créditos não valem como redução de metas dos países. As negociações são guiadas pelas regras comuns de mercado, podendo ser efetuadas em bolsa, por meio de intermediários ou diretamente entre as partes interessadas.

De acordo com o relatório Estado dos Mercados de Carbono Voluntário 2012 (State of the Voluntary Carbon Markets 2012), segundo Peters-Stanley; Hamilton, as transações de crédito de carbono no mercado voluntário em 2011 alcançaram o volume de 95 MtCO²e e o valor de US$  576 milhões, ficando atrás somente do número alcançado em 2008, equivalente a US$ 776 milhões. Os preços permaneceram relativamente estáveis, de pouco mais de US$ 6/tCO²e. Apenas a título comparação, no mesmo anos (2011), o valor das negociações no mercado regulado foi de US$ 176 bilhões com volume de 10,3 bilhões de toneladas de CO²e (Kossoy; Guigon, 2012).

Os compradores corporativo dominaram o mercado voluntário, contribuindo com US$ 368 milhões, cerca de 65%. A maioria das transações foi originada na Europa, porém o relatório reconhece o crescimento do interesse de empresas norte-americanas pelos créditos voluntários. Os projetos de energia renovável, principalmente, energia eólica, foram mais vendidos, representando 45% dos créditos comercializados. Transações de projetos de florestamento/reflorestamento ocuparam o segundo lugar no mercado em 2011, em termos de volume, em 7,6 MtCO²e e projetos vieram a seguir, com 7,3 MtCO²e.

Fonte: Mercado de Carbono. Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados.”Marco Alegre

Sequestro de Carbono – Potencial de sequestro de carbono em diferentes biomas do Brasil

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Sequestro de Carbono – Potencial de sequestro de carbono em diferentes biomas do Brasil

Fonte: João Luis Nunes Carvalho; Junior Cesar Avanzi; Marx Leandro Naves Silva; Carlos Rogério de Mello; Carlos Eduardo Pellegrino Cerri

RESUMO

Sequestro de Carbono – O solo é um importante compartimento de C e exerce papel fundamental sobre a emissão de gases do efeito estufa e consequentes mudanças climáticas globais. Mudanças no uso e manejo do solo podem causar tanto efeito negativo como positivo no que se refere à emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera. Entretanto, atualmente tem sido constatada a intensificação do aquecimento global, causado pelo aumento das emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa, oriundos principalmente da queima de combustíveis fósseis, do desmatamento e do uso inadequado do solo para agricultura. O uso e manejo inadequado do solo, além de contribuir para o efeito estufa, ainda traz problemas relacionados à sua sustentabilidade devido à degradação da matéria orgânica do solo, o que atinge negativamente os seus atributos físicos e químicos, bem como sua biodiversidade. Por outro lado, práticas adequadas de manejo, que visam à manutenção ou mesmo o acúmulo de C no sistema solo-planta, podem atenuar os efeitos do aquecimento global. Essas práticas de manejo podem ser: implementação de sistemas de plantio direto, recuperação de pastagens degradadas, implantação de sistemas integrados de cultivo, reflorestamento de áreas marginais, uso de espécies que tenham alta produção de biomassa, eliminação de queimadas, entre outras. O objetivo desta revisão foi avaliar algumas das principais fontes de gases do efeito estufa relacionadas à agricultura e mudança do uso da terra e, ainda, apresentar estratégias para mitigar tais emissões e aumentar o sequestro de C no sistema soloplanta, em três dos principais biomas do Brasil.

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Projetos para Sequestro de Carbono

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Projetos para Sequestro de Carbono

(Confira aqui O Mercado de Carbono no Mundo)

Introdução

A preocupação com o meio ambiente levou os países da Organização das Nações Unidas a assinarem um acordo que estipulasse algum tipo de controle sobre as intervenções humanas no clima. Este acordo foi ratificado por 141 países responsáveis por 55% das emissões globais e entrou em vigor em 16 de janeiro de 2005. Foi denominado Protocolo de Kyoto, devido ao fato de ter sido assinado na cidade de Kyoto, Japão.

O protocolo estabelece metas para a redução de emissões de gases de efeito estufa nos países industrializados e um modelo de desenvolvimento limpo para as nações emergentes. Determina que entre 2008 e 2012 os 30 países mais desenvolvidos diminuam em 5% as emissões em relação ao total registrado em 1990. Para os países em desenvolvimento, como o Brasil, o protocolo não prevê compromissos de reduções na emissão de gases de efeito estufa (GEE). O principal papel dos países em desenvolvimento é o de diminuir as emissões a partir de mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) e o papel de sumidouro de dióxido de carbono através das suas florestas.

Crédito de Carbono

É o mecanismo que permite aos países em desenvolvimento, vender “créditos de carbono” a um país desenvolvido para que este possa atender parte da redução de emissões de gases de efeito estufa exigida pelo protocolo de Kyoto. Portanto, os países que não conseguirem atingir suas metas terão liberdade para investir em projetos MDL de países em  desenvolvimento.

Pré-requisitos do MDL

Segundo a www.biodiselbr.com (2007) há uma série de critérios para reconhecimento desses projetos, denominados MDL. Devem estar alinhados às premissas de desenvolvimento sustentável do país hospedeiro e definidos por uma Autoridade Nacional Designada. No caso do Brasil, tal autoridade é a Comissão Interministerial de Mudança do Clima. Somente após a aprovação pela Comissão, é que o projeto pode ser submetido à ONU para avaliação e registro.

Os projetos, para serem aprovados, pela ONU, devem atender ao pré-requisito da adicionalidade. Assim, além de uma redução líquida de emissões significativa, existem outras exigências para que o projeto seja considerado adicional, como uma classificação preliminar referente à data do início de suas atividades, identificação de alternativas consistentes com a legislação corrente e regulamentação local, análise de investimento, análise de barreiras, e impactos do registro como MDL. Muitas vezes, os projetos que apresentam argumentos que demonstram que estes só se viabilizam caso recebam o aporte de recursos do MDL, têm sido preferidos.

Sob a ótica do desenvolvimento sustentável, no caso do Brasil, a Resolução n° 1 da Comissão Interministerial de Mudança do Clima determina que os projetos a ela submetidos, aportem substanciais benefícios ambientais e sociais, garantindo a geração de emprego e renda.

A metodologia a ser utilizada para desenvolvimento, monitoramento e verificação precisam estar previamente avaliados, aprovada e registrada pelo Comitê Executivo do MDL. Isto visa garantir que os projetos sejam desenvolvidos obedecendo tal metodologia, reconhecida previamente pelo Painel Metodológico da ONU.

Para tanto, o projeto deve mostrar que muda toda uma realidade, baseado em cenários de tendências caso este não se implante, o que também é chamado de “linha de base”. Uma das principais dificuldades existentes é a falta de pesquisas que subsidiem, tecnicamente, tais linhas de base, e que possibilitem a aprovação de metodologias, necessárias ao desenvolvimento dos projetos.

Outra grande limitação é o custo de transação dos projetos, cujo valor mínimo gira em torno de US$ 150 mil. Na tentativa de viabilizar o acesso a proponentes de baixa renda, ou mesmo fomentar projetos de menor volume de RCE (Redução Certificada de Emissões), foi aprovada, no âmbito da Convenção, uma modalidade diferenciada para contemplar projetos de pequena escala, com exigências e metodologias simplificadas, no intuito de reduzir os custos de transação, de forma a incentivar o envolvimento de pequenos empresários, através de arranjos associativistas.

No Brasil, foi criado o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões. A idéia básica é a de organizar o mercado primário, por meio de um banco de projetos, com sistema de registro, armazenamento e classificação dos mesmos. Isto terá implicações interessantes, como a redução dos custos de transação, conferindo maior visibilidade para os investidores, auxiliando inclusive na identificação destes no mercado por parte dos proponentes.

Situação do Brasil nas atividades de MDL

O Brasil é um dos países em estágios mais avançados em termos de preparação para o Protocolo de Kyoto e para o MDL. Como já mencionado anteriormente, existe uma Autoridade Nacional Designada (AND) constituída por onze Ministérios coordenados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Somente após a aprovação pela Comissão, é que o projeto pode ser submetido à ONU para avaliação e registro

O Brasil deve se beneficiar deste cenário como vendedor de créditos de carbono, e também como alvo de investimentos em projetos engajados com a redução da emissão de gases poluentes, como é o caso do biodiesel. O país possui 231 projetos de MDL que representam a não emissão de 204.314.584 toneladas de CO2 ou seu equivalente em outros gases. De acordo a estimativas do Banco Mundial, o Brasil apresenta uma participação de 10% do mercado de MDL, em 2007.

Os projetos de MDL referem-se principalmente:
a) aterros sanitários, que impede o metano de ir para a atmosfera;
b) uso de biomassa para produção de álcool. A queima de álcool libera tanto CO2 quanto à queima de gasolina. Só que na produção de álcool, há um seqüestro de carbono bem maior que na queima no motor.
c) energia eólica;
d) hidrelétricas;
e) troca de combustível fóssil por energia renovável;
f) suinocultura.

Florestamento e Reflorestamento

Atualmente existe um pequeno numero de projetos, de florestamento e reflorestamento autorizado pela ONU a comercializar créditos de carbono no Brasil. Dentre esses destaca o Projeto Plantar, localizado, em Minas Gerais e tem como objetivo a redução das emissões de gases do efeito estufa por meio do estabelecimento de plantios sustentáveis de florestas de eucalipto para suprir o uso de carvão vegetal na produção de ferro primário, ao invés de coque de carvão mineral ou biomassa não-renovável. Outra iniciativa no que concerne a reflorestamento refere-se ao plantio de Acácias (Acacia mangium), no lavrado de Roraima.

Entretanto, iniciativas de reflorestamento também pleiteiam créditos-carbono nos mercados paralelos, pois, apesar de previstas no MDL, apresentam complicações. Sua metodologia ainda está sendo discutida, devido à dificuldade de medir o carbono absorvido pelas árvores em crescimento, particularmente se forem de espécies diferentes, como ocorre em uma floresta nativa. Além disso, nem todos preenchem o critério da adicionalidade previsto pelo MDL, já que o reflorestamento é uma atividade praticada há muito tempo, com objetivos comerciais. Também se coloca a questão do controle dessas áreas, uma vez que o governo já enfrenta obstáculos para fiscalizar as florestas ainda em pé. (Carlos Rittl, citado por Camargo, 2006). Assim, muitos desses créditos são negociados bilateralmente, com a intermediação de organismos de fomento, ou por meio de bolsas eletrônicas. Algumas empresas brasileiras buscam negócios na Chicago Climate Exchange (CCX). Essa bolsa foi criada em 2003 como resultado da associação de empresas e instituições públicas norte-americanas que assumiram o compromisso de reduzir emissões de gases de efeito estufa. Em Chicago, o valor da tonelada de CO2 é cotada abaixo do patamar das negociações no âmbito do MDL. Contudo, apesar da diferença de preço, essa bolsa é particularmente atraente para o setor de reflorestamento que não encontra nas regras de Kyoto metodologia para aferir a quantidade de CO2 capturada pelo projeto. “As áreas de floresta reúnem árvores de espécies diferentes, com idades distintas, têm grande variação regional e ainda por cima, são sujeitos a incêndios”, (www.cni.org.brINDÚSTRIA BRASILEIRA 39, 2005).

Florestas preservadas.

A preservação das florestas existentes não é contemplada como fonte de crédito de carbono, nesta primeira fase do protocolo de Kyoto. Em julho de 2001, o acordo de Bonn definiu regras para projetos florestais no MDL referente ao primeiro período de compromisso (2008- 2012), e excluiu crédito para desmatamento evitado nesse período. Projetos de “uso da terra, mudança de uso da terra e florestas” seriam limitados a reflorestamento e florestamento, ou seja, o plantio de árvores em locais que eram ou não historicamente florestados, respectivamente.

Embora o MDL pudesse render bastante dinheiro para o Brasil (Fearnside, 1999b, 2000a), muito mais poderia ser ganho se o País fosse aderir ao Anexo B e vender credito ganho pela diminuição do desmatamento, usando o “comercio de emissões” de Artigo 17 do Protocolo (Fearnside, 1999c). Segundo o autor, esta possibilidade independe da inclusão ou não de desmatamento evitado no MDL e poderiam dar ênfase aos projetos que, realmente, evitariam o desmatamento. Seriam financiados somente os projetos visando à proteção das florestas ameaçadas de desmatamento imediato. Um exemplo típico seria o de projetos enfocados para preservar as florestas de Rondônia, muito ameaçadas, enquanto que florestas em áreas remotas do Estado do Amazonas não receberiam nenhum benefício de crédito de carbono, se protegidas como reservas. Em outras palavras, para ganhar o crédito de carbono, apenas as reservas próximas à frente de desmatamento seriam recompensadas, enquanto, para a biodiversidade, pode ser muito mais barato implantar grandes reservas em áreas relativamente pouco ameaçadas.

As áreas mais ameaçadas são também as áreas com os maiores problemas de conflitos de terra, com população precisando re-assentamento, com preços de terra altos, e com, provavelmente, custos altos de contratação de guardas e outras medidas defensivas para afastar a ameaça de invasão.

Além do mais, principalmente, nestas áreas mais ameaçadas poderia ser mais expandido o conceito do carbono social. Carbono social é aplicado, atualmente em alguns projetos de MDL e de Mercado Voluntário de Carbono. Consiste em uma metodologia desenvolvida por algumas organizações não governamentais (ONGs) que compreende a avaliação de todos os recursos de sustentabilidade: recurso social, natural, humano, biodiversidade, financeiro e carbono, promovendo a interação entre os projetos e as comunidades. O seu conceito surgiu da necessidade de garantir que projetos designados a reduzir e mitigar emissões de gases causadores do efeito-estufa pudesse fazer uma contribuição genuína para o desenvolvimento sustentável, incorporando um método transparente de mensurar e apresentar os benefícios vivenciados pelas comunidades envolvidas nos projetos.  O conceito garante que os serviços ambientais providos por estas comunidades tenham um valor justo. Isto incrementa as chances de sucesso dos projetos, e faz deles um investimento mais seguro para aqueles que querem financiá-los.

Sistema de pagamento por serviços ambientais na Costa Rica

No ano de 1969 aprovou-se, na Costa Rica, uma Lei Florestal que previa a concessão de incentivos econômicos, principalmente exonerações de impostos aos que plantavam árvores. Posteriormente, uma nova legislação veio a produzir algumas mudanças nos incentivos oferecidos, tratando não apenas de abarcar um maior número de beneficiários, mas também as atividades de conservação. Se bem que estas alterações tenham melhorado o sistema de incentivos e reverteram a taxa de deflorestação, a floresta e as árvores em pé, ainda, eram vistos apenas pelo seu valor como madeira ou produtos florestais. Recentemente, esta visão mudou ao sentir-se a influência de elementos do setor conservacionista que vêem na floresta uma fonte de produtos e benefícios não madeiráveis. Estes vêem na floresta o habitat onde vive a maioria dos seres vivos e em especial, muitas espécies em perigo de extinção, de onde são extraídas plantas medicinais, mananciais de água potável, e beleza paisagística. Assim, começou a tomar-se consciência dos múltiplos benefícios fornecidos pela floresta e não apenas do seu valor como madeira, favorecendo a idéia, na Costa Rica, da floresta como fonte de serviços ambientais (RUSSO & CANDELA, 2006).

Estes serviços ambientais são definidos como os serviços disponibilizados pelas florestas e as plantações de árvores que apresentem um efeito direto sobre a proteção e melhoria das condições ambientais. Estes incluem certificados de emissões de gases que provocam efeito de estufa, proteção da água, proteção da biodiversidade (com objetivos de preservação e objetivos de investigação científica, nomeadamente farmacêutica), proteção de ecossistemas, formas de vida e lugares de beleza paisagística (para fins científicos e recreativos) etc.

O governo concede estes pagamentos pelos serviços ambientais a proprietários privados de terras, por um período de cinco anos. No que diz respeito ao financiamento, no País existe um imposto sobre os combustíveis de 5%, cujos fundos são utilizados para financiar o programa. Contudo, o mais inovador neste processo é que, para além dos fundos deste imposto, a Costa Rica vende créditos de carbono através de projetos de Implementação Conjunta desenvolvidos, de acordo com o estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática e estes fundos também são utilizados para financiar os pagamentos aos proprietários. Por exemplo, o governo da Noruega comprou créditos de carbono à Costa Rica no valor de 2.000.000 dólares americanos. Quando se efetuam estes pagamentos, faz-se um contrato obrigatório inscrito no Registro de Propriedade entre os proprietários que vendem o seu serviço ambiental de fixação de carbono e o governo (RUSSO & CANDELA, 2006).

Considerações Finais

Não existe dúvida de que a participação do Brasil, no mercado de créditos de carbono deverá aumentar muito nos próximos anos. Existe toda a perspectiva de programas de biodiesel a serem implantados e o aumento da energia denominada limpa como a elétrica e a eólica.

Entretanto, projetos de florestamento e reflorestamento deverão ser incentivados. Deverão ser buscadas metodologias mais precisas que avaliem com maior precisão a quantidade de CO2 seqüestrada a partir do uso desta tecnologia. Além disso, deverão ser buscadas fontes alternativas de financiamento, visto que muitas das metodologias existentes atualmente, não se enquadrem, perfeitamente, dentro das normas do MDL, preconizadas pelo protocolo de Kyoto. Isto deverá beneficiar projetos de menor escala e diminuir os gastos de implantação registro dos mesmos com os chamados RCE (redução certificada de emissões).

O denominado carbono social deve ser incentivado e a exemplo da Costa Rica, ser criado um mecanismo oficial que favoreça a preservação de biomas ameaçados (Floresta Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado etc.), e estabelecendo incentivos ao uso ecológico da terra nas áreas de transição da floresta como o extrativismo controlado, agroflorestas, sistemas silvipastoris etc.

O relatório do Banco mundial de sobre pesquisas de políticas para América Latina e Caribe, de 2006, sugere: Nessa região, a densa floresta tropical é freqüentemente desmatada para criar pastos que valem pouco mais de algumas centenas de dólares por hectare, ao passo que libera enormes volumes de dióxido de carbono. Porém, as reduções dessas emissões poderiam valer muito mais para o mundo como um todo. Em outras palavras, a floresta vale mais como carbono armazenado do que como pasto. O desafio é criar instituições que permitam aos países da América Latina e do Caribe tirar proveito desse valor e utilizá-lo para manter os serviços ambientais das florestas, bem como criar alternativas sustentáveis para a agricultura em terras já degradadas.

A preocupação com as florestas tropicais é mundial. Iniciativas vêm sempre surgindo no sentido de financiar esta a preservação. Foi recentemente publicado que: As comunidades mais pobres dos países em desenvolvimento serão as grandes beneficiadas com o anúncio, recentemente publicado, da segunda fase do BioCarbon Fund, do Banco Mundial. O fundo é uma parceria público/privada que fornece financiamentos para a redução das emissões de gases do efeito estufa, criado com o objetivo de abrir o mercado de carbono para atividades florestais e agrícolas.

Fonte : http://planetaorganico.com.br/site/index.php/creditos-de-carbono-no-brasil-2/

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Projetos de Carbono – Dra. Gisele Victor Batista – Portifólio

TECNOLOGIA DE GEOFÍSICA

Empresas que já doaram Créditos de Carbono no Brasil

uniao meio ambienteEmpresas que já doaram Créditos de Carbono no Brasil

Veja a lista das empresas que já doaram créditos de carbono:

– Aperam South America
– Arcelormittal Brasil
– Bunge Brasil
– Estre Ambiental S.A.
– Gerdau S.A.
– Plantar Carbon Ambiental Ltda.
– Rhodia Uma Empresa do Grupo Solvay
– Rima Industrial S.A.
– Sinobras Siderúrgica Norte Brasil S.A.
– Solvi Participações S.A.
– Tractebel Energia S.A.
– Usiminas Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A.
– Vallourec Tubos do Brasil S.A.
– Waycarbon Soluções Ambientais e Projetos de Carbono Ltda.

Fonte : http://www.mma.gov.br/informma/item/10222-empresas-podem-doar-cr%C3%A9dito-de-carbono-at%C3%A9-dia-18

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O que é o mercado de Carbono e como ele opera no Brasil

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O que é o mercado de Carbono e como ele opera no Brasil

O crédito de carbono é um certificado eletrônico que é emitido quando há diminuição de emissão de gases que provocam o efeito estufa, gerador de aquecimento global. Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO² (dióxido de carbono) que deixou de ser emitido para a atmosfera. Aos outros gases reduzidos são emitidos créditos, utilizando-se uma tabela de equivalência entre cada um dos gases e o CO².

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