Florestas Tropicais, Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas

comercializamos-creditos-de-carbono

Florestas Tropicais, Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas

Cerca de 60% das florestas no mundo concentram-se em apenas sete países, que serão afetados em maior ou menor grau pela mudança do clima. A questão é de particular importância para o Brasil, que tem 61% do seu território coberto por florestas. O impacto das mudanças climáticas pode ser agravado por fatores como seca, frio, ataques de inseto, doenças e incêndios. No caso específico da Amazônia, o aumento concomitante da temperatura e dos desmatamentos pode reduzir a biomassa da floresta, tornando-a mais vulnerável a queimadas. Para reverter esse processo é preciso tomar medidas de prevenção como evitar desmatamento no oeste e nordeste da Amazônia, por meio da implementação de áreas protegidas com alto poder de resiliência, e reduzir o desmatamento no sul e sudeste para evitar perda de biodiversidade. Os países estão buscando formas efetivas de redução da pressão humana que resulta em emissões de gases de efeito estufa, incluindo ações para controlar o desmatamento. Há convergência entre nações quanto a um objetivo comum: retardar, deter e reverter à perda de cobertura florestal e estoques de carbono associados, considerando as circunstâncias nacionais. Desde a Conferência das Partes (COP 13) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, (realizada em Bali), discute-se um conjunto de políticas e incentivos positivos para a redução das emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, bem como para o incremento de estoques de carbono florestal (incluindo conservação e manejo florestal sustentável) em países em desenvolvimento. Esse conjunto é conhecido como REDD+, em referência aos resultados esperados de redução de emissões associadas e aos demais objetivos que compreendem o compromisso com o “mais”. As atividades que seguem o conceito REDD+ devem, entre outros: Ser coerentes com o objetivo de integridade ambiental e ter em conta as múltiplas funções das florestas e outros ecossistemas; Ser realizadas de acordo com as prioridades nacionais de desenvolvimento, objetivos, circunstâncias e capacidades, e devem respeitar a soberania; Ser implementadas no contexto do desenvolvimento sustentável e redução da pobreza, ao passo que respondem às alterações climáticas; Ser coerentes com as necessidades de adaptação do país; Ser apoiadas por financiamento e tecnologias adequado e previsível, incluindo suporte para capacitação; Ser baseadas em resultados. Portanto, de maneira distinta a outras ações de mitigação, a implementação de REDD+ pode colaborar com co-benefícios como proteção da biodiversidade, incentivo ao manejo florestal sustentável e garantia dos direitos de povos que dependem diretamente de recursos florestais. A COP 16 solicitou aos países em desenvolvimento que, de acordo com as circunstâncias e capacidades nacionais, desenvolvam uma estratégia ou plano de ação nacional, que deve abranger as estratégias e ações de REDD+, e que essas considerem os vetores de desmatamento e degradação florestal, as questões fundiárias, a governança florestal, as questões de gênero e as salvaguardas, garantindo efetiva participação das partes relevantes, entre outros, dos povos indígenas e comunidades locais. O Brasil está bastante adiantado quando se trata de REDD + e está desenvolvendo, concomitantemente, as três fases apresentadas anteriormente. Isso ocorre porque o país dispõe de: Compromissos de redução de emissões; Uma Política Nacional sobre Mudança do Clima, definida por lei; Legislação florestal e mecanismos de incentivo financeiro, que favorecem o manejo florestal sustentável; Modalidades de posse coletiva da terra para comunidades tradicionais e povos indígenas, com reconhecimento de seus territórios; Sistemas de monitoramento do desmatamento regionais, em desenvolvimento para Amazônia e Cerrado, transparentes e tecnicamente consistentes; Planos de combate ao desmatamento e degradação florestal por bioma; Mecanismo regional de financiamento e canalização dos recursos internacionais (Fundo Amazônia); Níveis de referência de desmatamento e de emissões para Amazônia e Cerrado; Desenvolvimento de sistemas de certificação de origem florestal; Propostas de princípios e critérios socioambientais de REDD+, desenvolvidos conforme o contexto nacional.Marco Alegre

Leia também: O Mercado de Carbono no Mundo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s