MUDANÇAS CLIMÁTICAS – QUÍMICA ATMOSFÉRICA

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS – QUÍMICA ATMOSFÉRICA

           Na atmosfera não há apenas moléculas gasosas. Há também partículas sólidas e líquidas. Os aerossóis são partículas sólidas suspensas no ar que interagem diretamente com a radiação solar, por sua capacidade em absorver e espalhar a radiação solar, e indiretamente atuando nos núcleos de condensação de nuvens (NCN), podendo alterar as propriedades físicas e ópticas das nuvens, tais como a distribuição do tamanho das gotas e albedo, afetando a microfísica e o tempo de residência das nuvens. O espalhamento e o efeito indireto podem provocar um efeito de resfriamento da atmosfera e da superfície (aumentam a quantidade de radiação refletida para o espaço – efeito albedo), mostrando uma adversidade, em parte, sobre o efeito de aquecimento global dos gases de efeito estufa. Enquanto que as propriedades de absorção podem aquecer e tornar a atmosfera mais estável e também inibir a formação de nuvens, como exemplo as partículas de carbono grafítico que absorvem a radiação solar, aquecendo a atmosfera.
As partículas de aerossóis são intimamente ligadas ao ciclo hidrológico porque elas constituem os núcleos de condensação de nuvens (NCN), que juntamente com o vapor de água constituem as gotículas de nuvens. Os núcleos de condensação de nuvens (NCN) são partículas microscópicas de aerossol, que têm propriedades de condensar água em sua superfície. Se o ambiente é relativamente limpo, não poluído, há poucos núcleos de condensação. Na disputa pelo vapor de água disponível, núcleos relativamente grandes ou solúveis em água crescem rapidamente e caiem como chuva. Caso a atmosfera possua um número muito elevado de núcleos de condensação de nuvens (NCN) as gotas crescem pouco e devagar. Muitas vezes não chega a chover, sendo a água e os aerossóis transportados na circulação atmosférica. Se a gota passar dos 6 ou 7 km de altura, ela congela, pois o ar atinge temperaturas muito baixas.
Outro efeito climático, encontrado principalmente em grandes centros urbanos, é a redução da visibilidade devido à propriedade de espalhamento da luz de algumas partículas, como é o caso de aerossóis que envolvem compostos de sulfatos, nitratos, orgânicos, carbono elementar e poeira do solo. Os aerossóis influenciam também outros fenômenos naturais como a interação entre o oceano e a troposfera e as eventuais modificações na camada de ozônio. A emissão de gases estufa corresponde a uma das parcelas mais significativas da forçante radiativa antrópica. Designados em geral como poluentes atmosféricos, esses gases e aerossóis costumam ser divididos em duas categorias, poluentes primários ou secundários. Os poluentes primários são aqueles diretamente emitidos por uma fonte.
O black carbon (aerossóis produzidos em processos de combustão) e o monóxido de carbono – CO são exemplos de poluentes primários, ambos resultantes diretos da queima de matéria orgânica. Os poluentes secundários são aqueles formados na atmosfera através de reações químicas entre poluentes primários e/ou componentes naturais da atmosfera. Aerossóis orgânicos secundários são formados por processos de condensação de compostos voláteis emitidos das plantas, transportes e indústrias. O ozônio é outro importante gás de efeito estufa, e um dos principais poluentes secundários, resultante de reações químicas que envolvem óxidos de nitrogênio – NOx e compostos orgânicos voláteis – COVs na presença de
luz solar.Marco Alegre

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