UN-REDD Programme –UNFCCC

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UN-REDD Programme –UNFCCC – Projetos de REDD, REDD+, REDD++ e ENREDD (UNFCCC)

Gisele Victor Batista

O Programa das Nações Unidas para a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (ou Programa UN-REDD) é um programa de colaboração da FAO – Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e do UNEP – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Foi criado em 2008 em resposta aos UNFCCC as decisões sobre o Plano de Ação de Bali e REDD na COP-13. O UN-REDD, nos Países em desenvolvimento, baseia-se na capacidade de convocação e os conhecimentos técnicos da FAO, do PNUD e do UNEP, com o objetivo de reduzir as emissões florestais e aumentar os estoques de carbono nas florestas, contribuindo simultaneamente para o desenvolvimento nacional sustentável.

O Programa UN-REDD conduz nacionalmente processos de REDD+ e promove o envolvimento de todas as partes interessadas, incluindo os povos indígenas e outras comunidades dependentes da floresta, na implementação de atividades de REDD+, acordados no âmbito da UNFCCC. Este programa tem se expandido de forma constante desde a sua criação em mais de 60 países, abrangendo África, Ásia-Pacífico e América Latina.

O apoio aos países parceiros ocorre desde o desenho e implementação de programas nacionais de REDD+, até o apoio técnico de capacitação através da partilha de conhecimentos, de abordagens comuns, metodologias, ferramentas, dados, melhores práticas, etc. O trabalho do Programa UN-REDD é guiado pelo seu Quadro Estratégico 2016-2020, o qual definiu três resultados e produtos de apoio para seu programa de 2016-2020 trabalho:

Foram projetadas contribuições de REDD+ para a mitigação das mudanças climáticas, bem como para o fornecimento de benefícios adicionais;

As contribuições dos países para a mitigação das mudanças climáticas através de REDD+ são medidas, relatadas e verificadas e os arranjos institucionais necessários estão em vigor;

As contribuições da REDD+ para a mitigação das mudanças climáticas são implementadas e salvaguardadas com políticas e medidas que constituem ações baseadas em resultados, incluindo o desenvolvimento de arranjos institucionais adequados e efetivos.

Atualmente, o Programa UN-REDD possui 64 países parceiros, distribuídos em:

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Mais informações: http://www.un-redd.org/how-we-work

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Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

https://www.facebook.com/uniaomeioambiente

 

  • Comercializamos créditos de carbono, entre em contato por:sequestrarcarbono@gmail.com

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PROJETOS DE REDD: entenda o que é REDD, REDD+, REDD++ e ENREDD.

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PROJETOS DE REDD: entenda o que é REDD, REDD+, REDD++ e ENREDD.

Gisele Victor Batista

Certamente muitos já ouviram falar em REDD, REDD+, REDD++ e ENREDD+, mas a maior parte não entende como funcionam os projetos em REDD.

O que é REDD?

REDD (Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation/Redução de emissões decorrentes do desmatamento e da degradação de florestas) é uma série de passos projetados para utilizar incentivos de mercado e financeiros visando à redução das emissões dos gases do efeito estufa, decorrentes da degradação das florestas e do desmatamento, bem como conservação, manejo sustentável de florestas e aumento dos estoques de carbono florestal.

O desmatamento, em aproximadamente 15% das emissões anuais globais de gases de efeito estufa, está bombeando mais CO 2 para a nossa atmosfera do que todo o setor de transporte global . As florestas são nosso maior aliado na regulação do clima, e as florestas devem ser nosso maior meio de armazenamento de carbono, mas as transformamos no segundo maior emissor de gases do efeito estufa. Desde o início da civilização humana, o desmatamento levou à destruição de quase metade das árvores do mundo. A destruição e o uso não sustentável das florestas para a produção de commodities, o pastoreio de gado e a subsistência local reduziram drasticamente a capacidade das florestas de absorver o dióxido de carbono (o gás de efeito estufa mais abundante). Agora, mais do que nunca, a ciência é clara: a única coisa mais importante que um governo, uma corporação ou um indivíduo podem fazer para agir agora é manter as árvores em pé.

As Nações Unidas criaram o mecanismo de REDD+ para quantificar e avaliar os serviços de armazenamento de carbono que as florestas fornecem. Ao tornar as florestas mais valiosas do que cortadas, o REDD+ proporciona às comunidades florestais e aos países em desenvolvimento um novo caminho sustentável e de baixo carbono para o crescimento econômico.

A sigla REDD surgiu em 2007, durante a 13ª Reunião das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas – ONU sobre Mudança do Clima (COP 13), realizada em Bali, na Indonésia. Foi com o REDD que pela primeira vez o papel das florestas foi oficialmente reconhecido como fundamental para os esforços do combate aos efeitos das mudanças climáticas globais.

De maneira geral, o REDD refere-se à criação de um mecanismo de compensação dos esforços de redução das emissões de carbono decorrentes da derrubada e queima das florestas, adotado para um conjunto de medidas, não só para a redução de desmatamento e degradação, mas também para fortalecer a conservação e a gestão sustentável das florestas.

O que é REDD+?

REDD+ é um incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados de Redução de Emissões de gases de efeito estufa provenientes do Desmatamento e da Degradação florestal, considerando o papel da conservação de estoques de carbono florestal, manejo sustentável de florestas e aumento de estoques de carbono florestal (+).

Os projetos de REDD + trabalham com as comunidades para reestruturar as economias locais em direção ao uso sustentável da terra e à conservação da floresta. A venda das Reduções Verificadas de Emissões resultantes ajuda a financiar atividades de desenvolvimento sustentável de baixo carbono. Os projetos de REDD + são validados e verificados de forma independente para garantir que as reduções de emissões e os benefícios para a comunidade e para o meio ambiente sejam transparentes e responsáveis.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, existem alguns elementos necessários para o reconhecimento de resultados de REDD+, a saber:

  • Estratégia nacional para REDD+ ;
  • Nível de referência nacional de emissões florestais ou nível de referência florestal (ou, como uma medida interina, os correspondentes níveis subnacionais);
  • Sistema nacional robusto e transparente para o monitoramento florestal e o relato das atividades de REDD+ (ou, se apropriado, o monitoramento e o relato em nível subnacional como medida interina);
  • Sistema de informações sobre como as salvaguardas de REDD+ estão sendo implementadas e respeitadas, com respeito à soberania nacional.

Programas e Políticas de REDD +

Enquanto os projetos de REDD+ continuam a trabalhar no terreno com as comunidades, os programas e políticas nacionais e subnacionais de REDD+ continuam a ser desenvolvidos em todo o mundo. Esses programas não serão apenas vitais para as estratégias globais de mitigação das mudanças climáticas, mas também ajudarão os países em desenvolvimento a buscar objetivos mais amplos de “crescimento verde”.

Programas técnicos estão sendo desenvolvidos para “aninhar” as atividades atuais do projeto nesses programas nacionais e subnacionais maiores. Muitos países, estados e jurisdições também estão analisando como podem fazer parcerias uns com os outros para atingir metas de redução de emissões compartilhadas. Essas atividades se enquadram em órgãos institucionais como o UN-REDD, a Força-Tarefa Governors Climate & Forests e muito mais.

O que é REDD++?

É o REDD+, mais a agricultura, incluindo a garantia de melhores práticas com vistas ao não desmatamento. Para isso, é necessário: diminuir o desmatamento; reduzir o corte; conservar o que existe; garantir o manejo sustentável, diminuição do uso de agrotóxicos, etc.

O que é ENREDD+?

A Estratégia Nacional para REDD+ (ENREDD+), segundo o Ministério do Meio Ambiente, é o documento que formaliza perante a sociedade brasileira e os países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), como o governo federal tem estruturado esforços e como pretende aprimorá-los até 2020, com enfoque em ações coordenadas de prevenção e controle do desmatamento e da degradação florestal, a promoção da recuperação florestal e o fomento ao desenvolvimento sustentável. O objetivo geral estabelecido pela ENREDD+ é contribuir para a mitigação da mudança do clima por meio da eliminação do desmatamento ilegal, da conservação e da recuperação dos ecossistemas florestais e do desenvolvimento de uma economia florestal sustentável de baixo carbono, gerando benefícios econômicos, sociais e ambientais.

     Elementos da Estratégia Nacional de REDD+:

  • Vetores de desmatamento e degradação florestal;
  • Questões fundiárias;
  • Questões de governança florestal;
  • Considerações de gênero e salvaguardas.

Os projetos de REDD têm fomentado o mercado de carbono no Brasil, colocando o país em posição privilegiada em relação à conservação das florestas em nível mundial.

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Dra. Gisele Victor Batista

TECNOLOGIA DE GEOFÍSICA

Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

UNIÃO MEIO AMBIENTE e HARPIA MEIO AMBIENTE


BRAZILIAN TRADE COMPANY
 –https://sequestrarcarbono.com/2019/03/18/brazilian-trade-company/

MUDANÇAS CLIMÁTICAS – AQUECIMENTO RÁPIDO E REAÇÕES LENTAS.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS –

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS – AQUECIMENTO RÁPIDO E REAÇÕES LENTAS.

Gisele Victor Batista

MUDANÇAS CLIMÁTICAS – Uma notícia chamou a atenção dos ambientalistas nestas últimas semanas. Segundo informações de Organização Mundial de Meteorologia (OMM), o ano de 2016 foi o mais quente desde que as medidas de temperaturas globais começaram a serem feitas, ainda na época da pré-revolução industrial, em 1850.

O estudo da OMM apontou que, de janeiro a setembro de 2016, foi registrado um aumento de 0,88 graus Celsius, uma média acima da identificada entre os anos 1960 e 1990; o mês de junho deste ano foi considerado o mais quente da história moderna, marcando o 14º mês consecutivo de temperaturas recordes em todo o globo terrestre, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O ano de 2015 já tinha quebrado recordes, aumentando um grau Celsius, mas 2016 marcou um aumento de 1,2 graus Celsius, em comparação com o século 19.

Esses dados alarmantes comprovam a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, como consequência do aumento insustentável das emissões antrópicas desses gases. Essas emissões ocorrem praticamente em todas as atividades humanas e setores da economia: na agricultura, por meio da preparação da terra para plantio e aplicação de fertilizantes; na pecuária, por meio do tratamento de dejetos animais e pela fermentação entérica do gado; no transporte, pelo uso de combustíveis fósseis, como gasolina e gás natural; no tratamento dos resíduos sólidos, pela forma como o lixo é tratado e disposto; nas florestas, pelo desmatamento e degradação de florestas; e nas indústrias, pelos processos de produção, como cimento, alumínio, ferro e aço, por exemplo.

Apesar de o Acordo de Paris, que rege as medidas de redução de emissão dos gases do efeito estufa, a partir de 2020, ter sido ratificado pela maior parte dos países membros, algumas poucas medidas saíram do papel. O aumento do aquecimento global exige a adoção de medidas rápidas e efetivas, que visem à implementação de economia de baixo carbono como prevenção e remediação dos efeitos das mudanças climáticas. Se o Acordo de Paris não for cumprido, vamos ter uma média de 6°C de aumento de temperatura terrestre até 2100, o que traria consequências irreversíveis para a vida em todo o planeta.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/12/1845483-sao-paulo-pode-ter-aumento-de-temperatura-de-10-graus-ate-2100.shtml

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Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

 

(Confira aqui o mercado de carbono no Mundo)

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Liberados R$ 2,8 mi para recuperar nascentes

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Liberados R$ 2,8 mi para recuperar nascentes

Recursos serão destinados à recuperação das bacias que abastecem a região metropolitana de Salvador (BA), com quase 4 milhões de habitantes.

PAULENIR CONSTÂNCIO

A região metropolitana de Salvador receberá recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para recuperar as áreas de preservação permanentes (APPs) que contribuem para o abastecimento de água. Os investimentos chegam R$ 2,83 milhões e serão executados pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento do Estado da Bahia, em quatro anos, na recuperação de florestas que margeiam nascentes nas bacias dos rios Paraguaçu, Subaé e Pojuca.

“A recuperação das nascentes nas bacias contribui para aumentar a oferta de água para a população e com certeza melhorar a qualidade de vida dos moradores de Salvador, reduzindo a crise hídrica no Nordeste, região mais afetada pelo problema”, avalia o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Jair Tannús. Os resultados práticos do projeto serão monitorados pela Agência Nacional de Águas (ANA).

A região metropolitana de Salvador terá, ainda, um plano para implementar o pagamento por serviços ambientais, no modelo Produtores de Água, que envolverá a população local na recuperação dos mananciais, gerando emprego e renda.  Além das nascentes e das áreas que margeiam os corpos d´água, o projeto contribui, também, para preservar a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo, manter e ampliar a beleza cênica das paisagens.

PROJETOS

Somente a bacia do rio Paraguaçu, uma das beneficiadas pelo projeto, responde por cerca de 60% do total do abastecimento de água na Grande Salvador, com uma população de quase 4 milhões de habitantes. Serão contempladas APPs que contribuem diretamente para sua formação.

O Conselho Deliberativo do FNMA aprovou 18 projetos em vários estados, nos quais serão aplicados R$ 45 milhões. Os recursos vêm da parceria com o Fundo Clima, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, o Fundo Socioambiental Caixa, o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos/Ministério da Justiça e a Agência Nacional de Águas.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

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A CHINA E OS DESAFIOS PARA IMPLANTAÇÃO DE ECONOMIA DE BAIXO CARBONO

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Gisele Victor Batista

O Parlamento Chinês aprovou neste dia 25/12 uma nova legislação para criar taxas específicas de proteção ambiental, como um novo foco no briga contra os problemas causados pela poluição no país. A poluição na China já alcançou níveis mundialmente preocupantes e, recentemente, a NASA publicou um artigo que mostrava uma imagem da névoa de poluição que cobria o norte da China e que podia ser vista a milhares de quilômetros no espaço.

As novas taxas serão de 1,2 yuan por unidade de poluição atmosférica (a agência cita como exemplo 850 gramas de dióxido de enxofre). A lei inclui um imposto para a poluição da água (1,4 yuane) e, também, para a poluição sonora (de entre 350 e 11.200 yuanes ao mês em função dos decibéis). A taxa aos resíduos sólidos é de entre 5 e 1.000 yuanes por tonelada.

Esta é a primeira vez que a China age especificamente para taxar riscos ambientais, mas o dióxido de carbono (CO²), principal gás a provocar o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, não aparece na lista de emissões poluentes tributadas. Atualmente, a China já ocupa a posição de maior emissor de gases estufa do planeta e ambientalistas acreditam que, caso o problema das emissões de gases do efeito estufa não seja controlado nada será capaz de conter os índices de poluição naquele país.
Apesar de a inciativa ser inovadora, o governo da China tem muito trabalho pela frente, até esta realidade mudar. A implantação de uma economia de baixo carbono requer grandes esforços no uso eficiente dos recursos naturais e na implantação de projetos de desenvolvimento sustentável que promovam a redução dos gases do efeito estufa e as mudanças climáticas. ( ver projetos de economia de baixo carbono)

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TECNOLOGIA DE GEOFÍSICA

Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

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Projetos de carbono – Como fazer projetos de crédito de carbono e contribuir para Economia de Baixo Carbono

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Projetos de carbono – Como fazer projetos de crédito de carbono e contribuir para Economia de Baixo Carbono

Gisele Victor Batista

A partir dos anos 2000, entrou em cena um mercado voltado à criação de Projetos de Créditos de Carbono de redução da emissão dos gases (GEE) que aceleram o processo de aquecimento do planeta.

Trata-se do Mercado de Crédito de Carbono, que se constitui num dos mecanismos usados para a mitigação das mudanças do clima e envolve países em nível global, em negociações no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).

Projetos de Créditos de Carbono.

Para participar deste mercado é necessário elaborar um Projeto de Créditos de Carbono, o qual é denominado de Project Design Document (PDD) – Documento de Concepção do Projeto (em português). Existem muitas metodologias que podem ser usadas para a elaboração dos Projetos de Créditos de Carbono, e recomenda-se utilizar aquelas que sejam aprovadas pelos órgãos reguladores, para que se possa, ao final do projeto, comercializar os créditos gerados.

Os Projetos de Créditos de Carbono para serem aprovados, tanto no mercado regular (MDL) como no voluntário (REDD), devem atender ao pré-requisito da adicionalidade. Assim, além de uma redução líquida de emissões significativa, existem outras exigências para que o projeto seja considerado adicional. Muitas vezes, os Projetos de Créditos de Carbono que apresentam argumentos que demonstram que estes só se viabilizam caso recebam o aporte de recursos do MDL, têm sido preferidos.

Os principais passos para a elaboração do PDD são:

Estudo de Viabilidade do Projeto de Créditos de Carbono;

Elaboração do Documento de Concepção do Projeto (DCP);

Validade por Entidade Operacional Designada (EOD);

Submissão ao Conselho Executivo do MDL, para registro do projeto;

Monitoramento da redução de emissão dos GEE;

Verificação dos relatórios de monitoramento por meio da EOD;

Emissão das Reduções Certificada da Emissão (RCE) pelo Conselho executivo do MDL.

Ao longo de todo o ciclo do Projeto de Créditos de Carbono, as atividades terão rigoroso controle de qualidade e serão monitoradas por profissionais capacitados, de acordo com todas as regras, especificações, critérios e requerimentos e suas ferramentas, bem como da metodologia empregada.

O Projeto de Créditos de Carbono não é  simples e exige visitas em loco na área com profissionais altamente qualificados (diversos profissionais das mais distintas áreas) para coletar dados pertinentes a cada metodologia usada. Esta coleta de informação definirá o tempo do Projeto de Créditos de Carbono e, também,  o período na qual o proprietário recebera seus créditos, pois somente recebera após o termino do projeto. Assim, a complexidade tem que ser observada, pois isso gera tempo para sua conclusão, que tem duração mínima de 18 meses. A Figura que segue ilustra as principais etapas de um Projeto de Créditos de Carbono de MDL:

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Previsto pelo Protocolo de Kyoto, em 1997, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite a certificação de Projetos de Créditos de Carbono de redução de emissões dos Gases do Efeito Estufa (GEE) e a posterior venda das reduções certificadas de emissão, para serem utilizadas pelos países que precisam cumprir suas metas. Esse mecanismo deve implicar em reduções de emissões adicionais àquelas que ocorreriam na ausência do projeto, garantindo benefícios reais, mensuráveis e de longo prazo para a mitigação da mudança do clima. Os projetos de MDL referem-se principalmente:

a) Energia;

b) Processos Industriais;

c) Agricultura e pecuária;

d) Mudança do Uso da Terra e Florestamento e reflorestamento;

d) Tratamento e disposição de resíduos sólidos;

Para cada setor acima elencado, existem metodologias específicas, estabelecidas pela ONU, as quais devem ser seguidas para que se possa estabelecer a linha de base do Projeto de Créditos de Carbono e prever as adicionalidades adquiriras com sua aplicação.

Já os Projetos de Créditos de Carbono de REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, surgiram em 2007, durante a 13ª Reunião das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas – ONU sobre Mudança do Clima (COP 13), realizada em Bali, na Indonésia, quando pela primeira vez o papel das florestas foi oficialmente reconhecido como fundamental para os esforços do combate aos efeitos das mudanças climáticas globais. Trata-se da criação de um mecanismo de compensação dos esforços de redução das emissões de carbono decorrentes da derrubada e queima das florestas, adotado para um conjunto de medidas, não só para a redução de desmatamento e degradação, mas também para fortalecer a conservação e a gestão sustentável das florestas.

Tanto os Projetos de Créditos de Carbono de MDL quanto de REDD têm sido elaborados e aprovados no Brasil, o que tem promovido a melhoria da qualidade socioambiental no país. Nos últimos meses, sobretudo após a ratificação do Acordo de Paris – COP21, o Brasil tem fomentado políticas públicas para a efetivação das reduções do gases de efeito estufa, conduzindo nossa economia para os princípios do baixo carbono.

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Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa
 

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono (Projetos de Créditos de Carbono).

PROJETOS DE CRÉDITOS DE CARBONO – QUAL O PRIMEIRO PASSO PARA FAZER UM PROJETO DE CRÉDITOS DE CARBONO?

Leia também: O Mercado de Carbono no Mundo

GUIA SOBRE “MECANISMOS VOLUNTÁRIOS DE COMPENSAÇÃO INDIVIDUAL DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA”

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Confira aqui – Green Bonds – Títulos Verdes – Emissão de Títulos para Projetos Verdes Sustentáveis

 
 

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Fazemos Projetos de Carbono (Projetos de Créditos de Carbono) – Dra. Gisele Victor Batista

 

– Portfólio em português

– Portfólio em Inglês

 
 
 

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UNIÃO MEIO AMBIENTE e HARPIA MEIO AMBIENTE


BRAZILIAN TRADE COMPANY
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AGROPECUÁRIA – Economia de Baixo Carbono e Green Bonds

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AGROPECUÁRIA – Economia de Baixo Carbono e Green Bonds

Gisele Victor Batista

No rumo à reestruturação das atividades econômicas para redução dos gases do efeito estufa – GEE, o Brasil, ativo protagonista nas discussões sobre o clima, tem condições excepcionais para aproveitar as oportunidades criadas com a efetivação do Acordo de Paris e sair na frente para obter ganhos econômicos, ambientais e sociais.
Na atual conjuntura econômica, de grande disponibilidade de recursos para investimento no mundo, um dos melhores momentos para impulsionar o país é a emissão dos chamados green bonds (ou títulos verdes). Em 2015, foram emitidos, mundialmente, US$ 42,2 bilhões em títulos verdes, segundo a organização Climate Bonds Initiative, que previu US$ 100 bilhões em 2016.
O setor agropecuário, vislumbrando as vantagens deste novo mercado, tem apostado nos Green Bonds como forma de aliar melhor produtividade à sustentabilidade. Nesta lista estão recuperação de áreas degradadas por pastagens, projetos de integração lavoura- pecuária-floresta, tratamento de dejetos de animais, dentre outras ações visando a agricultura de baixo carbono.
Aos visionários, investir na emissão de Green Bonds tem-se tornado uma alternativa rentável para capitalização de empresas e empreendedores, principalmente quando projetos de economia verde têm ganhando mais espaço na carteira de bancos investidores, nacionais e internacionais. www.dinheirorural.com.br

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Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

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O Brasil precisa repensar suas restrições ao mercado de carbono

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O Brasil precisa repensar suas restrições ao mercado de carbono

por Virgilio Viana

Há uma lacuna de financiamento e a iniciativa privada pode ser estratégica para resolver esse problema

Durante as negociações sobre o clima nas Nações Unidas no fim de novembro, nós ouvimos uma clara mensagem da ciência: o aquecimento global está aumentando em uma escala alarmante, mais rápido do que o previsto.

Os cenários são bastante preocupantes, com o derretimento de calotas polares, maior frequência de super tempestades e outros eventos climáticos extremos. Eles têm sido responsáveis por grandes ondas migratórias humanas para cidades com pouca capacidade de absorvê-las, resultando em conflitos, guerras civis e até o colapso de sociedades inteiras como o que temos visto na Síria.

Os compromissos feitos pelos países participantes do Acordo de Paris, se totalmente implementados, podem reduzir as tendências atuais pela metade. Isso não é, entretanto, suficiente. Precisamos multiplicar esses compromissos por dois. E isso requer novas abordagens e pensamentos inovadores agora mesmo.

O Brasil poderia se posicionar como líder em desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. Reduzir o desmatamento é a chave para alcançar as enormes reduções em curto prazo que a ciência demanda. Ele pode ser reduzido rapidamente como o caso da Amazônia brasileira bem ilustra.

O desmatamento caiu de 27.000 km² para 6.000 km² no período de 2005 a 2015, resultando na redução de emissão de 5,6 bilhões de toneladas de CO2 – mais do que o alcançado pelo sistema de comercialização de emissões da União Europeia.

O problema é que reduzir o desmatamento custa dinheiro – não se trata de simplesmente reforçar a legislação. Mudar de uma era de expansão da agricultura como meio para o desenvolvimento econômico para uma onde florestas valem mais em pé do que derrubadas é extremamente caro.

Dezenas de bilhões de dólares são injetados na criação de gado e na agricultura todo ano. Enquanto isso, do lado da floresta, populações extremamente pobres precisam melhorar suas condições de vida, especialmente em termos de educação e saúde.

Neste cenário, o desmatamento voltou a crescer na Amazônia, com números que não eram vistos desde 2010. Estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o crescimento foi de 29% em 2016. No período de agosto de 2015 a julho deste ano, o instituto registrou uma taxa de 7.989 km² de remoção total da cobertura da floresta.

O estado do Pará teve 3.025 km² de sua área devastada, o que representa a maior área de desmatamento na Amazônia Legal. O Amazonas é o estado que teve o maior aumento, com uma devastação 54% superior à registrada no ano anterior.

Precisamos agregar valor aos serviços ambientais oferecidos pelas florestas, como a sua habilidade de capturar e armazenar o carbono que está aquecendo nosso planeta. A Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, além da conservação da floresta e da valorização dos estoques de carbono, é conhecida no sistema ONU como REDD+. Os projetos de REDD+ previnem que o desmatamento aconteça onde há ameaças como a agricultura.

Investir na proteção das florestas tem sido comprovadamente muito mais vantajoso para o planeta e para as pessoas do que outras abordagens. Os projetos REDD+, por exemplo, ajudam a manter os regimes de chuvas tropicais, conservar a diversidade biológica e gerar oportunidades de renda. REDD+ é, portanto, um condutor de desenvolvimento sustentável em áreas florestais.

Trabalhamos com centenas de comunidades tradicionais cujas vidas têm sido transformadas desde que foram capacitados para conservar a floresta e ganhar dinheiro da agricultura sustentável. Além disso, a redução das emissões pode acontecer de forma muito mais rápida e a custos mais baixos do que qualquer outra alternativa.

O desafio é desbloquear o financiamento privado para atividade de REDD+. O maior fundo operacional para REDD+ é o Fundo Amazônia (1,8 bilhão de reais), financiado majoritariamente pela Noruega, com suporte adicional da Alemanha e da Petrobras. O Fundo captou cerca de 6% do total de emissões verificadas pelo Brasil. Mas é improvável que muitas outras “Noruegas” participem para preencher a lacuna de financiamento.

É por isso que não podemos ignorar o potencial que um regime de mercado de carbono bem estruturado pode ter para o financiamento desses projetos de conservação vitais na Amazônia, África Central e Sudeste Asiático. Nossos vizinhos com quem dividimos a floresta Amazônica reconhecem a importância desse mecanismo de financiamento. O Brasil não atingirá seus compromissos sem ele.

E é também por isso que a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), o Estado do Amazonas e a BV Rio lançaram um novo registro online de projetos REDD+ para o Amazonas. A plataforma também inclui um sistema de negociação para reduções de carbono, que poderia gerar o financiamento que projetos de conservação da floresta tanto precisam.

Aproveitamos a oportunidade das negociações na ONU para entusiasmar o governo brasileiro para que mude sua posição e permita mecanismos de mercado mais amplos para REDD+. Isso foi feito em uma carta aberta, assinada por diversas organizações como a FAS, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Investir na mitigação por meio de REDD+ pode servir para preencher a lacuna entre compromissos nacionais para redução de emissões e os exigidos pela ciência. REDD+ deve ser visto como uma forma complementar a todos os setores para um avanço à descarbonização profunda.

Para garantir reduções efetivas, devem ser executados com rigor técnico e científico, evitando dupla contagem. Devem ser direcionados a setores específicos como aviação e ter salvaguardas tanto sociais quanto ambientais, para que os benefícios alcancem adequadamente populações indígenas e tradicionais, as guardiãs da floresta.

Em contraste com outras opções, REDD+ também oferece co-benefícios que são importantes para impulsionar a resiliência e reduzir as desigualdades sociais globalmente. Tornar mais “verde” o setor energético não será o suficiente e leva muito tempo. Precisamos tomar atitudes corajosas e inovadoras agora enquanto ainda há tempo. E o Brasil deve liderar essa transição para economia verde, sendo um dos países com a maior biodiversidade do mundo. (FAS/#Envolverde)

*Virgilio Viana, PhD por Harvard, ex-secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas e atual superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/

 

 

(Confira aqui o mercado de carbono no Mundo)

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O papel dos Green Bonds na Economia de Baixo Carbono do Brasil.

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O papel dos Green Bonds na Economia de Baixo Carbono do Brasil.

Gisele Victor Batista

As preocupações ambientais aumentaram de forma exponencial nas últimas décadas, sobretudo a partir dos relatórios do IPCC –  Intergovernmental Panel on Climate Change, que apontaram sérios problemas a serem enfrentados por todas as nações diante do aquecimento global. Neste contexto, surgiu um segmento altamente lucrativo, mas ainda pouco conhecido: o mercado de Green Bonds, que está atraindo um novo grupo de investidores interessados na aquisição de títulos que componham parte de suas iniciativas de investimentos verdes.

Green Bonds ou títulos verdes, conforme o GUIA PARA EMISSÃO DE TÍTULOS VERDES NO BRASIL (2016), são Títulos de Renda Fixa utilizados para captar recursos com o objetivo de implantar ou refinanciar projetos ou ativos que tenham atributos positivos do ponto de vista ambiental ou climático. Os projetos ou ativos enquadráveis para emissão destes títulos podem ser novos ou existentes e são denominados Projetos Verdes.

Potenciais emissores de Green Bonds são aqueles que detectam oportunidades de projetos com adicionalidades socioambientais em seus negócios, motivados a emitir esta modalidade de título por ganhos reputacionais. A reputação tem a ver com imagem e com confiança/credibilidade, diferencial que pode transformar-se em importante vantagem competitiva para a organização. Além disso, os Green Bonds proporcionam o acesso a uma gama maior de investidores comprometidos com investimentos responsáveis.

Segundo dados da FEBRABAN, de 2010 a 2014 foram emitidos 57,9 bilhões de dólares em Green Bonds no mercado internacional, o que sinaliza o desenvolvimento e consolidação de um mercado inovador que visa o financiamento de projetos que seguem critérios socioambientais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. Ainda, a Climate Bonds Initiative informou que, em setembro de 2016, havia um saldo de mais de US$ 140 bilhões em Títulos Verdes rotulados globalmente, enquanto outros US$ 576 bilhões representavam títulos não rotulados, ou seja, títulos que teriam potencial para serem verdes mas que não foram assim considerados.

O mercado de Green Bonds  no Brasil está consolidando-se e, ao que aparenta, será bastante promissor. Este instrumento de capitalização do mercado financeiro pode e deve ser utilizado no contexto da economia de baixo carbono, para que nosso país possa desenvolver-se com sustentabilidade, atingindo as metas definidas para a redução das emissões dos gases do efeito estufa, primordiais no contexto do Acordo de Paris.

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Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

 

 

Relatório Green Bond 2018 BNDES

 

Green Bonds  GREEN BONDS EMISSÃO DE TÍTULOS PARA PROJETOS VERDES      E SUSTENTÁVEIS

 

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Inpa apresenta no Proamazônia soluções tecnológicas sustentáveis resistentes e de baixo impacto

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Inpa apresenta no Proamazônia soluções tecnológicas sustentáveis resistentes e de baixo impacto

Na oportunidade, o diretor do Inpa Luiz Renato de França e o coordenador de Extensão Carlos Bueno foram condecorados com a Medalha Exército Brasileiro

Focado em gerar conhecimento e tecnologias voltados para soluções de problemas ambientais da região, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) apresentou no I Workshop Proamazônia produtos resistentes e de baixo impacto que podem ser utilizados na construção, nos recursos hídricos e na alimentação. Entre as tecnologias estão a Casa Ecológica, produzida a partir do bambu – considerado um aço verde, tijolo vegetal, biocompósito de madeira, purificador de água e implantação de um pólo especializado de desenvolvimento tecnológico do pescado, que poderá fazer picadinho de peixe enlatado.

Promovido pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), o workshop aconteceu na última quinta-feira (01), no Centro de Convenções Vasco Vasques. O evento reuniu academia, governo e indústria, no modelo de tríplice hélice, em busca de novas matrizes econômicas para o Amazonas, Estado que tem a economia concentrada no Polo Industrial de Manaus.

Além de ser âncora nos temas construção e água potável (recursos hídricos), o Inpa também participou como apoiador nas discussões sobre alimentação, saúde e transporte. Cerca de 40 pesquisadores e técnicos do Instituto participaram do evento. “O Inpa participou do workshop desde a sua concepção, e no evento executou o seu protagonismo de forma concreta, tanto pela sua expressiva participação quanto pelas discussões nos temas”, disse o diretor do Inpa Luiz Renato de França.

Na oportunidade, o diretor do Inpa e o coordenador de Extensão, Carlos Bueno, foram condecorados com a Medalha Exército Brasileiro. Criada este ano, a medalha é destinada a distinguir cidadãos e instituições civis, brasileiros ou estrangeiros, integrantes da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira e das Forças Auxiliares, bem como suas organizações Militares que tenham praticado ação destacada ou serviço relevante em prol do interesse e do bom nome do Exército Brasileiro.

“Fico muito feliz em receber a medalha, por vários aspectos: primeiro, porque estou recebendo pelo trabalho que vem sendo feito pelo Inpa em associação com o Exército, então essa é uma medalha do Inpa; segundo, do ponto de vista pessoal, porque vim para ser diretor do Inpa sem conhecer a região, e receber uma medalha dessa magnitude pelos trabalhos desenvolvidos na Amazônia tem relevância muito grande para mim e mostra que estamos tentando fazer um trabalho da maior seriedade possível”, revelou França.

O evento objetiva sondar as condições em que problemas de energia, comunicação, água potável, construções, alimentos, saúde, logística e transporte afetam a população. “Não podemos propor uma matriz econômica sem que as condições básicas de vida da população possam ser atendidas”, destacou o assessor especial do Exército para assuntos de CT&I, o general Sinclayer Mayer, que agradeceu ao Inpa pela fundamental participação da instituição no evento.

Bambu e casa ecológica

O pesquisador do Inpa Ruy Sá Ribeiro conta que em 1999 descobriu a importância do bambu e sua utilização na construção civil como fibras, partículas e lâminas. Ele explica que estes materiais promovem maior resistência e rigidez ao material compósito desenvolvido, injetando materiais verdes de alta performance. “As fibras naturais têm como características básicas a baixa densidade, o baixo custo, o baixo consumo de energia, além de neutralizar o gás carbônico”, diz.

Dois grupos de pesquisas do Inpa estão envolvidos com os trabalhos de construção verde. Além de Ruy Sá Ribeiro, integram os estudos os pesquisadores Marilene Gomes Sá Ribeiro (arquiteta), Ires Paula Miranda, Jadir Rocha e Fernando Almeida.

De acordo com Ruy Sá, o bambu é uma planta que pode ser utilizada em diversas áreas. Além da construção civil, pode ser empregado como meio de transporte (fabricação de bicicleta), alimentação (palmito), saúde (instrumento de massagem) e em objetos de decoração. “É um recurso renovável, de rápido crescimento e de alto rendimento”, diz. “A maturação do bambu é de quatro anos para utilização na construção civil, na região. No primeiro ano, pode ser usado para fazer palmito. O crescimento da planta varia de 15cm a 18cm por dia. Não é exigente e se adapta a qualquer solo”, acrescenta.

As pesquisas começaram em 2004 com a aprovação do projeto de construção sustentável – uma vila ecológica dotada de oito casas com 42 m2 cada, utilizando o bambu. Na primeira fase, os pesquisadores construíram, em 2006, no Bosque da Ciência, uma casa protótipo, a Casa Ecológica (CasaEco), para avaliar as condições técnicas e estruturais do projeto antes de construir a vila. Já a vila foi construída em 2007 na Reserva Florestal Adolpho Ducke (no Km 26 da AM-010) para oferecer à comunidade científica alojamentos adequados para fazerem as pesquisas.

Para garantir as construções e ter matéria-prima suficiente, foram plantadas 200 mudas do bambu Guadua angustifolia. “O bambu guadua angustifolia é nativo da Amazônia, mas as mudas vieram da Amazônia colombiana por ser uma espécie de melhor qualidade. No Equador e na Colômbia é utilizado na construção”, explica Marilene Ribeiro. Os pesquisadores trabalham com três espécies de bambus: Guadua angustifolia, Dendrocalamus asper e a Bambusa vulgaris.

A palestra do pesquisador Ruy Sá foi prestigiada pelo general Miotto, que ficou entusiasmado com o potencial do bambu. “Às vezes, as soluções estão tão perto de nós, e só nos preocupamos com soluções de alta tecnologia”, disse o general. “Temos muito que aprender com o Inpa”, destacou.

Durante a palestra, o pesquisador mostrou outras tecnologias sustentáveis verdes na área de construção, como as chapas de galhos de buriti, as chapas de folhas secas e o tijolo vegetal – desenvolvidos pelo pesquisador Jadir Rocha-, e o biocompósito cimento-madeira, elaborado pelo pesquisador Fernando Almeida.

Alimentação

Na área de alimentação, o pesquisador Nilson Carvalho, que trabalha há 32 anos com tecnologia do pescado, apresentou produtos desenvolvidos pelo Inpa com frutas e pescado. Para que os produtos cheguem ao consumidor, Carvalho propôs a “Implantação de um polo especializado de desenvolvimento tecnológico do agronegócio do pescado no Estado do Amazonas” na nova matriz econômica sustentável.

Carvalho explica que o projeto consiste na construção de frigorífico em módulos para o beneficiamento do pescado (tambaqui e pirarucu) para atender aos piscicultores da região. No projeto, o frigorífico terá a capacidade de 5 toneladas por dia e seriam processados produtos que poderiam ser comercializados e inseridos na merenda escolar. “Há outras propostas para utilização dos módulos, como enlatar o picadinho de peixe, que é viável tecnicamente”, diz o pesquisador.

Segundo Carvalho, o tempo de vida do picadinho de peixe é de dois anos e pode ser transportado por longos períodos sem o problema de refrigeração. “Poderia ser levado para a merenda escolar nos municípios mais distantes. O Exército poderia levar para as fronteiras o peixe já enlatado com a facilidade de só abrir e comer”, ressalta.

Fonte: Inpa

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