COMPONENTES FÍSICOS DO SISTEMA CLIMÁTICO

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COMPONENTES FÍSICOS DO SISTEMA CLIMÁTICO

           O sistema climático terrestre é considerado como um grande complexo sistema físico, composto por vários subsistemas – atmosfera, hidrosfera, criosfera, litosfera, entre os quais há trocas de calor, momento e de massa, sobretudo de vapor de água. Os fenômenos que ocorrem em diferentes componentes do sistema climático são complexos. A atmosfera é de todos os componentes físicos do sistema climático aquele que evolui com maior rapidez: o tempo de resposta da baixa atmosfera a qualquer mudança de temperatura que lhe seja imposta é de cerca de um mês. A superfície dos oceanos possui um tempo de resposta mais longo (meses, anos) às interações com a atmosfera e a criosfera, enquanto o ajustamento térmico das águas mais profundas é da ordem das centenas de anos. O tempo de resposta da criosfera é muito diferente conforme se tratar da cobertura de neve ou das grandes massas de gelo continentais. As mudanças na cobertura de neve têm, sobretudo, um estacional, o que implica uma influência acentuada no ritmo térmico de certas regiões, devido ao albedo muito elevado da neve fresca. No que se refere à fisionomia geral dos continentes e dos fundos oceânicos apenas se modifica a escala da própria história da Terra. Mas, já não acontece assim com a biosfera, em que o período das transformações pode ir de algumas semanas (áreas cultivadas) até dezenas ou centenas de anos (florestas). Outro aspecto importante diz respeito às retroações positivas e negativas, que se exercem no interior do sistema climático. As superfícies cobertas de gelo ou de neve refletem quase toda a energia solar incidente, o que leva a um arrefecimento da superfície da Terra, logo um prosseguimento da fusão. A não consideração destes fenômenos de retroação pode influenciar grandemente os resultados dos modelos numéricos. Os estudos das variações climáticas em períodos da ordem das dezenas ou das centenas de anos só poderão efetivar-se pela análise conjunta da circulação atmosférica e da circulação oceânica, à escala planetária. Os fluxos de energia assegurados pela circulação oceânica são tão importantes como os que derivam da circulação atmosférica no que concerne a definição dos contrastes térmicos e o regime dos ventos. Outro aspecto fundamental é o das interações entre a atmosfera e os ecossistemas terrestres, entre os quais se dão trocas de calor e vapor de água. Neste plano ganham significado as atividades humanas, pelas modificações que introduzem não só na vegetação, com reflexos importantes, por exemplo, no albedo, mas também na constituição do ar, sobretudo na concentração de dióxido de carbono – CO² e de poeiras troposféricas e estratosféricas. Os oceanos constituem o principal regulador da concentração de CO² na atmosfera. Como estes representam um enorme reservatório de energia, pois absorvem a maior parte da radiação incidente, podem protelar os efeitos térmicos do aumento da concentração de CO². O vapor de água é o gás de efeito estufa mais abundante e oferece a maior contribuição para o efeito estufa natural na Terra. Como a capacidade da atmosfera de conter vapor de água é fortemente dependente da temperatura, a quantidade de vapor de água na atmosfera é regulada pela própria temperatura da Terra, que aumenta à medida que o aquecimento ocorre. Isso significa que o vapor de água segue e amplifica as mudanças na temperatura global induzidas por outras causas. Outro exemplo é o feedback do albedo do gelo, quando o albedo diminui com a alta reflexidade de gelo, o derretimento das superfícies de neves. Outro feedback muito importante é o relacionado aos processos naturais dos “sumidouros de carbono”, processos que absorvem CO² da atmosfera. Nem todo o CO² liberado na atmosfera pelas atividades humanas permanece lá, já que mais da metade do CO² emitido para a atmosfera por combustíveis fósseis e por mudanças no uso do solo é removida por sumidouros de CO² no solo e no oceano. A fração de emissões de CO² provocadas pelo homem, removida por esses sumidouros diminuiu nos últimos 50 anos, com algumas evidências de que essa fração decrescerá ainda mais nas próximas décadas, em cenários de altas emissões futuras. Se esse enfraquecimento dos sumidouros naturais de CO² continuar, uma fração maior das emissões permanecerá na atmosfera, demandando uma redução ainda maior nas emissões para atingir metas específicas para a concentração de CO² na atmosfera.Jornal Imparcial-Marco Alegre

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