Em Marrakech, a determinação dos países faz avançar a ação climática

Em Marrakech, a determinação dos países faz avançar a ação climática
A última sexta-feira (18) marcou o encerramento da COP 22
 cop22COP 22 em Marrakech (Foto: Rhys Gerholdt/WRI)

Cerca de um ano atrás, em Paris, o mundo se reuniu em um acordo climático histórico que afirmou o compromisso da comunidade global com a mudança para uma economia de zero carbono. O acordo é sustentado por planos nacionais e objetivos ambiciosos de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C, preferencialmente abaixo de 1,5°C, atingir a marca de zero emissões na segunda metade do século e ainda promover amplamente a resiliência climática.

Ao final das duas semanas de Conferência do Clima em Marrakech, no Marrocos, mais de cem países, que representam mais de 75% das emissões globais, formalmente aderiram ao Acordo de Paris. Em 15 de novembro, as discussões em Marrakech também marcaram o primeiro encontro oficial das Partes para o Acordo de Paris.

As eleições presidenciais dos Estados Unidos reverberaram nas discussões, mas não impediram os participantes de avançar com um espírito de determinação. Mais de 190 governos concordaram com a Proclamação de Marrakech, que manda uma forte mensagem para a união global nas mudanças climáticas. Logo antes da conclusão do encontro, 47 países do Climate Vulnerable Forum (CVF) assumiram o compromisso de avançar para 100% de energias renováveis entre 2030 e 2050.

A atenção passou da adoção do Acordo de Paris para o avanço das ações práticas. Os sinais de progresso estão em toda parte: 33 países e nove grandes instituições internacionais lançaram a Parceria NDC para acelerar a implementação dos Planos Climáticos Nacionais. Quatro países – Alemanha, Estados Unidos, México e Canadá – apresentaram estratégias para profundas reduções nas emissões até 2050. Novas coalisões foram formadas, incluindo a Iniciativa da Energia Renovável para a África (AREI, sigla em inglês para Africa Renewable Energy Initiative) e a Adaptação da Agricultura Africana (AAA). Esses exemplos apontam para um forte impulso global nas ações climáticas.

Os negociadores também deram passos importantes em um roteiro com as regras e os processos acordados para a implementação do Acordo de Paris, incluindo o prazo final de 2018. A atual e a próxima presidência da COP, respectivamente Marrocos e Fiji, terão um novo mandato para desenhar um processo de diálogo facilitador em 2018, a fim de fazer um balanço e impulsionar o progresso. Isso porque novos progressos serão necessários para aumentar a transparência e a ambição ao longo do tempo.

A seguir estão os destaques dos eventos da COP 22 em Marrakech:

Por dentro das negociações

Regras e ferramentas. Em Paris, os países concordaram em finalizar os padrões e regras de transparência das ações até 2018. Este ano em Marrakech, o acordo foi de concluir todo o documento de regras até 2018. Esse documento inclui não apenas os padrões de transparência, mas as modalidades para o mecanismo de ambição e para facilitar a implementação das ações. No entanto, as Partes terão de redobrar esforços para direcionar as complexas questões destacadas durante a Conferência e atingir os marcos acordados.

Impulsionar a implementação. A capacitação foi um ponto focal nas discussões. A Iniciativa de Capacitação para Transparência (CBIT) está em operação, com cerca de US$ 50 milhões em fundos. O primeiro conjunto de projetos foi aprovado por Quênia, Costa Rica e África do Sul, bem como uma plataforma global para reunir lições e experiências sobre como alinhar os detalhes dos planos nacionais de ação climática. No próximo mês de maio, o Comitê de Paris para Capacitação deve começar a oferecer suporte aos países para a implementação de seus planos. Em torno de US$ 23 milhões foram prometidos à Rede e Centro de Tecnologia Climática e devem ser aplicados para aumentar a capacidade dos países de identificar, desenvolver e implantar as mais adequadas tecnologias climáticas. Além dessas, diversas outras iniciativas foram lançadas para fortalecer o papel das universidades, da cooperação Sul-Sul e para ajudar os países a superar desafios específicos.

Acelerando a ambição. As Partes estabeleceram 2018 como momento-chave para os países recalibrarem seus planos, à luz das metas do Acordo de Paris, e criarem inventivos para uma segunda rodada ainda mais ambiciosa de NDCs que deve ter início em 2020. Tanto a atual presidência da COP quanto a próxima (Marrocos e Fiji, respectivamente) foram incumbidas com a tarefa de reunir as Partes em 2017 para começar o desenvolvimento de um diálogo inclusivo, transparente e robusto para 2018.

Primeiro encontro das Partes para o Acordo de Paris. Marrakech também foi sede do primeiro encontro das Partes para o Acordo de Paris, conhecido como CMA1, abrindo um novo capítulo na ação climática internacional. Que esse encontro tenha acontecido menos de um ano depois de o Acordo de Paris ser adotado oficialmente foi uma realização extraordinária. As Partes discutiram passos-chave pata a implementação do Acordo e desenvolveram um “livro de regras” para orientar os objetivos e metas de longo prazo. O CMA se reunirá novamente no próximo ano, em paralelo à COP 23, para avaliar os progressos obtidos até lá.

Financiamento. Países em desenvolvimento foram a Marrakech para enfatizar a necessidade de aumentar significativamente os fundos para adaptação. O Acordo de Paris reivindicou que o financiamento seja equilibrado entre mitigação e adaptação, mas a segunda Avaliação Bienal do Financiamento Climático mostrou que a mitigação representa mais de 70% das finanças públicas de países em desenvolvimento. As negociações saudaram o progresso de países desenvolvidos em aumentar os fundos para auxiliar países em desenvolvimento, a fim de atingir a meta de mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020. Ao mesmo tempo, também enfatizaram a urgência de destinar uma parcela substancial dos recursos para adaptação e equilibrar melhor os investimentos.

A primeira decisão do CMA foi que o Fundo de Adaptação, criado em 2001, atenda ao Acordo de Paris. A aprovação da medida se dará em 2018, mas a intenção de que isso aconteça mostra que o Fundo permanece aberto a negociações. De fato, Alemanha, Suécia, Bélgica e Itália contribuíram juntos com US$ 81 milhões ao Fundo. O Diálogo Ministerial de Alto Nível sobre o Financiamento Climático demonstrou o papel que os ministros de finanças podem ter na mobilização de recursos e na mudança para que deixem de ser aplicados em atividades com altos índices de emissões e sejam destinados a investimentos resilientes. Por fim, as negociações também trabalharam em regras e processos que devem ser seguidos para reportar financiamentos.

Do lado de fora das negociações

Ação climática global. Os “campeões do clima”anunciaram a Parceria de Marrakech para a Ação Climática Global, que conclama todos a acelerar os esforços em relação às ações climáticas, em um processo mais profundo e coordenado. Novas iniciativas surgiram, como a One for All (Um por Todos), uma nova campanha global para aumentar o financiamento para o acesso à energia, e o Ato das Mudanças Climáticas do Paquistão, que estabelece uma Autoridade para Mudanças Climáticas responsável por supervisionar os projetos de adaptação do país.

Parceria para a Ação Climática. Em 15 de novembro, 33 países e nove instituições internacionais lançaram a NDC Partnership(Parceria NDC), um novo esforço para ajudar os países a cumprirem seus compromissos climáticos nacionais e garantir que a assistência financeira e técnica seja prestada da forma mais eficiente possível. A parceria é uma plataforma para que os países se reúnam e realizem ações ambiciosas, focadas em permitir a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas no âmbito do Acordo de Paris e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O esforço é presidido pelos governos de Marrocos e Alemanha, enquanto o WRI organiza a Unidade de Apoio.

Mobilização do setor privado. O setor privado deve desempenhar um papel decisivo no avanço das metas do Acordo de Paris. Empresas de todo o mundo estão intensificando seus objetivos, estabelecendo metas de redução de emissões que são cientificamente coerentes com os esforços para manter o aquecimento global abaixo de 2°C. Na quarta-feira, a iniciativa Science Based Targets anunciou que 200 empresas, que representam US$ 4,8 trilhões em valor de mercado, comprometeram-se a estabelecer tais metas. Essas empresas abrangem 33 países e representam uma ampla gama de setores, demonstrando que o ritmo crescente para um futuro com baixo teor de carbono é global, transversal e de grande interesse para as empresas.

Momento, celebração e resolução

O amplo apoio político para a ação climática e o Acordo de Paris continuou em Marrakech, onde Japão, Austrália, Reino Unido, Botswana, Itália, Paquistão, Djibouti, Finlândia, Burkina Faso, Gâmbia e Malásia aderiram formalmente ao Acordo de Paris, elevando o número total de signatários para 111 países, que representam 77% das emissões globais.

Representantes globais chegaram a Marrakech em clima de celebração, apenas alguns dias depois de o Acordo entrar em vigor. Duas semanas depois, as lideranças saem satisfeitas com o trabalhado duro e com os avanços em detalhes importantes do Acordo. Nos próximos meses, líderes dos países – assim como mercados, estados, cidades e grupos da sociedade civil – devem demonstrar a mesma determinação coletiva para acelerar a mudança para um futuro de resiliência climática e de carbono zero.

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Este post foi originalmente publicado no WRI Insights.

Economia de Baixo Carbono

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Economia de Baixo Carbono                                                        

 Gisele Victor Batista– Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency), em 2012, 67% da eletricidade mundial era produzida a partir de combustíveis fósseis, 11% era de origem nuclear e apenas 21% de origem renovável. Contudo, para atender as metas estabelecidas no Acordo de Paris/2015 – manter o clima do planeta abaixo do limite de 2°C medidos antes da era pré-industrial – faz-se necessário “descarbonizar” todo o sistema de geração de energia.

Neste contexto, a demanda por energia renovável deverá crescer significativamente à medida que se aproximará de 2030, ano limite para demonstração das Contribuições Nacionalmente Designadas (NDCs, sigla em inglês), definidas voluntariamente pelos mais de 190 países-membros do Acordo de Paris. A meta é que a matriz elétrica global inclua, pelo menos, 30% de energias renováveis, a fim de reduzir as emissões de CO2 em 61%.

No Brasil, segundo a EPE – Empresa de Pesquisa Energética, a capacidade total instalada de geração de energia elétrica (centrais de serviço público e autoprodutoras) alcançou 140.858 Megawatts (MW) em 2015, aumento de 6.945 MW em relação ao ano anterior. Na expansão da capacidade instalada, as centrais hidrelétricas contribuíram com 35,4%, enquanto as centrais térmicas responderam por 25%. As usinas eólicas e solares foram responsáveis pelos 39,6% restantes de aumento do parque nacional, mostrando que o Brasil busca uma matriz elétrica mais limpa.

A produção de eletricidade a partir da fonte eólica alcançou 21.626 Gigawatts-hora (GWh) em 2015, equivalente a um aumento de 77,1% em relação ao ano anterior, quando se atingiu 12.210 GWh, superando, assim, a geração nuclear. Em 2015, a potência instalada para geração eólica no país expandiu 56% e a solar 40%.

De acordo com o BEM – Balanço Energético Nacional, a oferta interna de energia elétrica a partir das não renováveis representou 58,8% em 2015, abaixo dos 60,6% registrados em 2014. Por outro lado, a oferta interna de energia renovável subiu de 39,4% para 41,2% no mesmo período, o que denota um movimento interno para redução das emissões dos gases do efeito estufa, a partir de uma matriz sustentável.

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Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

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Projetos de Carbono – O papel do Brasil no acordo mundial

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Projetos de Carbono – O papel do Brasil no acordo mundial sobre mudanças climáticas

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                                                                                                                      Gisele Victor Batista
Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Às vésperas da COP 22, reunião da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – UNFCCC, que ocorrerá em Marrakesh, em novembro deste ano, um a um, os países membros estão ratificando o Acordo de Paris. Isto significa que as nação estão assumindo, ao seu tempo, o compromisso acordado na capital francesa, em novembro de 2015, quando todo o planeta comungou esforços à redução das emissões dos gases do efeito estufa (GEE).

Recentemente, foi divulgado um relatório que apontou que as concentrações mensais de dióxido de carbono (CO2) atmosférico vão atingir um novo pico próximo de 408 partes por milhão (ppm), o que representa os mais altos níveis observados nos últimos 23 milhões de anos. Além de ser a maior concentração deste gás já registado em Mauna Loa é, também, a marca daquilo que provavelmente será a taxa mais rápida de aumento anual de CO2 já vista. Trazendo estes números a nossa realidade, podemos confirmar um aumento cada vez maior no aquecimento do planeta, onde modelos climáticos sugerem que se atingirmos algo em torno de 550 ppm, o planeta aquecerá 3°C o que dificultaria, ou mesmo reduziria em alguns casos, a vida no planeta.

O Brasil possui um papel extremamente importante no contexto mundial sobre mudanças climáticas. Estudos apontam que o desmatamento correspondeu por 35% do total dos GEE do Brasil, em 2013, o uso de energia com base em combustíveis fósseis participou com 29% das emissões brasileiras e as indústrias contribuíram com 6% das emissões totais, puxadas pela siderurgia e a produção de cimento, segmentos que mais contribuíram para as emissões no último ano do estudo. Os resíduos responderam pela menor parcela das emissões, com 3% do total, em 2013, mas o setor agropecuário representou 27% do conjunto de emissões no Brasil, tendo crescido em 160% desde 1970. Os principais contribuintes são o metano emitido pelo gado e pelos lixões a céu aberto e o pelo uso de fertilizantes nitrogenados.

A única alternativa para contornar essa situação, crítica e alarmante, é a estabilização da concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera, por meio de adoção de ações sustentáveis. Para que isso se torne realidade, o Brasil devem buscar alternativas tecnológicas para desenvolver uma economia de baixo carbono, ou seja, implantar projetos que minimizem ou até mesmo zerem as emissões dos GEE, especialmente o dióxido de carbono, gás metano e óxido nitroso, os grandes vilões do aquecimento global.

Nosso esforço doméstico para redução os gases do efeito estufa centram-se em vários setores, no intuito de atingir a meta estabelecida para 2030, quando deveremos reduzir 43% de emissão dos fases do GEE: restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de matas, recuperar 15 milhões de hectares e pastos degradados, atingir de 28% a 33% de energias renováveis não-hidrelétricas na matriz e zerar o desmatamento ilegal na Amazônia, dentre outros.

Isto que parece utopia, será a nossa sobrevivência, pois estamos caminhando para índices cada vez maiores de degradação ambiental e social. Espera-se que a adoção de medidas sustentáveis, numa economia de baixo carbono, seja o início de uma nova era, onde todos assumam a desafiante missão de manter a vida no planeta Terra.

Gisele Victor Batista – Drª Engenharia Civil, Geógrafa

Geógrafa (UDESC/UFSC), Doutora em Engenharia Civil – Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial (UFSC), Mestre em Geografia – Análise da Qualidade Ambiental (UFSC), MBA Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças Corporativas (IPOG). Possui larga experiência em elaboração e gerenciamento de projetos de Meio Ambiente, Urbanismo e Arquitetura, nos segmentos público e privado. Diretora da empresa Harpia Meio Ambiente, onde desenvolve Estudos para o Licenciamento Ambiental, Projetos e Comercialização de Crédito de Carbono e Plano de Negócios para Financiamentos Internacionais. É sócia-membro do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina e possui diversas publicações, científicas e internacionais, em Gestão Territorial, Geotecnologias aplicada ao Licenciamento Ambiental e Economia de Baixo Carbono.

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Projetos de REDD+, Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal

Projetos de REDD+,  Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal

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Projetos de REDD+  

Projetos de Credito de Carbono

Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal

Desde o 1º. Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC, divulgado em 1990, a análise das evidências observacionais dos modelos climáticos vêm demonstrando uma influência humana importante na mudança global do clima, e que o aquecimento observado durante os últimos 100 anos é pouco provável que seja consequência apenas de uma forçante natural, como a influência solar. Entretanto, a identificação do aumento na concentração de gases de efeito estufa – GEE na atmosfera, provocando uma forçante radiativa antrópica, podem explicar as mudanças observadas de temperatura do planeta, e atividades como o reflorestamento, florestamento e o desflorestamento podem desempenhar um importante papel na política das mudanças climáticas globais. No 4º. Relatório de Avaliação do IPCC, o painel científico orientou que “as atividades de mitigação relacionadas com as florestas podem reduzir de forma considerável as emissões por fontes e aumentar as remoções de CO2por sumidouros com custos baixos e podem ser planejadas para criar sinergias com a adaptação e o desenvolvimento sustentável, pois ao redor de 65% do potencial total de mitigação (até 100 US$/tCO2eq) está localizado nos trópicos e cerca de 50% do total poderia ser alcançado reduzindo-se as emissões do desflorestamento”. Avaliando os aspectos científicos, tecnológicos, ambientais, econômicos e sociais da mitigação da mudança do clima lançadas desde o 3º. Relatório de Avaliação do IPCC e os Relatórios Especiais sobre Captação e Armazenamento de CO2, o painel científico orientou ainda que “a mudança do clima pode afetar o potencial de mitigação do setor florestal (ou seja, nas florestas nativas e plantadas) e deve ser distinta entre as diferentes regiões e sub-regiões, tanto em magnitude quanto em direção, e as opções de mitigação relacionadas com as florestas podem ser planejadas e implementadas de forma compatível com a adaptação e podem ter co-benefícios substanciais em termos de geração de empregos, geração de renda, biodiversidade e conservação das bacias hidrográficas, oferta de energia renovável e redução da pobreza”. Analisando os aspectos socioeconômicos sobre a mitigação em curto médio e médio prazos (até 2.030), o painel científico concluiu que “os benefícios da mitigação de carbono por meio da redução do desmatamento, são em curto prazo, maiores que o reflorestamento e o florestamento. Em longo prazo (após 2.030), a estratégia do manejo florestal possibilita manter ou aumentar os estoques de carbono, ao mesmo tempo em que produz de forma sustentável a madeira, fibras e energia, e tende a gerar o maior beneficio de mitigação”. Reconhecendo, portanto, a importância das florestas para a mitigação dos efeitos do aquecimento global e os benefícios do manejo florestal sustentável, do ponto de vista das transformações socioambientais, em 2.008, a ONU propôs a Conferência das Partes – COP a criação do programa REDD – Redução de Emissão de Desmatamento e Degradação Florestal em países em desenvolvimento. Com esta medida, as florestas primárias, incluindo a Floresta Amazônica voltaram a desempenhar papel importante no debate sobre neutralização e mitigação, já que o programa pode ser usado para diminuir o avanço do desmatamento e reverter à degradação ambiental da Amazônia. Embora o programa REDD agregue valor à madeira e contribui para a implementação de projetos de manejo florestal sustentável, mantendo a floresta em pé, insta salientar que esses projetos não visam apenas absorver carbono da atmosfera, mas também evitar que mais gases traços e partículas poluentes sejam liberados para a atmosfera, por queimadas e decomposição de resíduos da floresta, dentre outros. O manejo florestal sustentável, por sua vez oferece duas possibilidades para benefícios em relação ao sequestro de carbono na atmosfera para mitigação dos efeitos do aquecimento global. Uma delas consiste em estocar o carbono em produtos de madeira, enquanto que a floresta manejada cresce novamente, sequestrando mais carbono da atmosfera. A segunda opção é por meio das mudanças na prática de exploração, que podem reduzir expressivamente dano à floresta remanescente e a consequente emissão de carbono. Sendo assim, o mecanismo do manejo florestal sustentável foi considerado pelo IPCC, no contexto da mitigação das mudanças climáticas globais, como um instrumento ambientalmente eficaz para aumentar a área florestal, pois contribui para a redução do desmatamento e traz impactos positivos significativos na propriedade rural, além de contribuir para o aumento da renda e fixação do homem no meio rural.Marco Alegre

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PARADIGMAS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: Conferências da ONU

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PARADIGMAS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: Conferências da ONU

Logo após a Segunda Guerra Mundial ocorreu um grande crescimento econômico em quase todo o mundo. Um dos agentes desse crescimento foi à expansão da atividade industrial, impulsionada por inúmeros fatores, dentre os quais se destacam: o crescimento populacional, a ampliação do número de consumidores de produtos industrializados e a incessante busca de maiores lucros pelos empresários. Os custos econômicos e ambientais desse crescimento industrial irrefreável surgiram quando o meio ambiente não conseguiu mais absorver a poluição gerada e os gastos para corrigir os danos provocados tornaram-se inevitáveis, pois a saúde humana, as propriedades ou os ecossistemas estavam ameaçados. Apesar de existirem alguns relatos do século 19 sobre os fenômenos da poluição, direta ou indiretamente provocados pela produção industrial, à preocupação com a poluição e a degradação ambiental originada pela atividade econômica é relativamente recente.

Somente em 1972 foi realizada, em Estocolmo, na Suécia, a primeira Conferência da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano. Essa conferência chamou a atenção do planeta para as ações humanas que estavam provocando uma séria destruição da natureza e gerando graves riscos para a sobrevivência da humanidade. Ao final do encontro foi divulgada uma declaração de princípios de comportamento e responsabilidade que deveriam conduzir as decisões em relação às questões ambientais. Outra consequência foi à elaboração de um Plano de Ação, que convocava toda a comunidade internacional a contribuir na busca de soluções para uma diversidade de problemas de cunho ambiental.

No ano de 1983, a ONU retomou o debate das questões ambientais. A entidade indicou a primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, para chefiar a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, sendo que essa comissão estaria encarregada de aprofundar estudos na área ambiental. O documento final desses estudos, publicado em 1987, chamou-se “Nosso Futuro Comum” ou “Relatório Brundtland”. Ele defendia a distribuição das riquezas como forma de desenvolvimento global e buscava chegar a um acordo entre as posições antagônicas dos países ricos e pobres. Foi nesse relatório que se empregou o conceito de desenvolvimento sustentável, que é “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”.

O desenvolvimento sustentável busca, portanto, alcançar o ideal do planeta harmônico e da cidadania plena, tanto no contexto das presentes como das futuras gerações, reparando, nos limites do possível, os danos de toda ordem causados no passado. Logo, almeja a promoção humana integral, a equidade social, a paz e o ambiente saudável e ecologicamente equilibrado – bases da sociedade sustentável. Desde então, a ONU realiza conferências para debater questões, como desenvolvimento e meio ambiente, e ao mesmo tempo procurar soluções para os principais impactos ambientais globais. As principais conferências foram: a) Estocolmo (1972) – Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente; b) Rio de Janeiro (1992) – ECO/92 – Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento; c) Kyoto (1997) – Cúpula do Clima e Aquecimento Global; d) Olinda (1999) – Convenção da Desertificação; e) Haia (2000) – Cúpula do Clima e Aquecimento Global; f) Bonn (2001) – Cúpula do Clima e Aquecimento Global; e g) Johannesburgo (2002) – Rio+10; h) Paris (2015) – Acordo de Paris.Marco Alegre

(Confira aqui o mercado de carbono no Mundo)

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Projetos de Crédito de Carbono | UNIÃO MEIO AMBIENTE Projetos de Carbono

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Projetos de Crédito de Carbono | União Meio Ambiente Projetos de Carbono

Projetos de crédito de carbono ou Projetos de sequestro de carbono, são voltados para a criação de projetos de redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), que aceleram o processo de aquecimento do planeta.

A partir dos anos 2000, entrou em cena um mercado voltado para a criação de projetos de redução da emissão dos gases que aceleram o processo de aquecimento do planeta.Trata-se do mercado de créditos de carbono, que surgiu a partir do Protocolo de Quioto, acordo internacional que estabeleceu que os países desenvolvidos deveriam reduzir, entre 2008 e 2012, suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) 5,2% em média, em relação aos níveis medidos em 1990.

O Protocolo de Quioto criou o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que prevê a redução certificada das emissões. Uma vez conquistada essa certificação, quem promove a redução da emissão de gases poluentes tem direito a créditos de carbono e pode comercializá-los com os países que têm metas a cumprir.

Fazemos Projetos de Carbono – Dra. Gisele Victor Batista

– Portfólio em português

– Portfólio em Inglês

TECNOLOGIA DE GEOFÍSICA

MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA

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MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA

Na 21ª Conferência das Partes, em Paris foi adotado um novo acordo climático, com o objetivo central de fortalecer a resposta global à ameaça da mudança do clima e de reforçar a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças. O governo brasileiro, como signatário da Convenção do Clima assumiu como meta voluntária pretendida (iNDC) alcançar 45% de energias renováveis na matriz energética. Segundo o BNDES, o principal impulsionador de investimentos em infraestrutura com o foco de redução de emissões de gases de efeito estufa está na necessidade do atendimento da demanda por recursos renováveis, além de tratamento de resíduos. É cediço que o agronegócio traz oportunidades relativas ao aumento de sua eficiência produtiva, à substituição de insumos e combustíveis fósseis e ao fato de ser o principal fornecedor de matérias-primas renováveis para outros setores econômicos. Na produção direta e no tratamento de seus resíduos, o agronegócio demonstra um bom potencial de geração de projetos com créditos de carbono e pode se beneficiar de introdução de tecnologias emergentes.

A geração energética (eletricidade, vapor, gases quentes e outras formas de energia) pode ser obtida com o uso de insumos e resíduos no agronegócio. Madeira, bagaço de produtos diversos, resíduos do beneficiamento de grãos, resíduos da atividade florestal e madeireira, dentre outros, são insumos renováveis com boa viabilidade para a geração de energia, em função dos aspectos de logística e da tecnologia aplicada em cada caso. Também resíduos líquidos e gasosos oferecem essa oportunidade, tais como efluentes da atividade pecuária e de frigoríficos, vinhaça da fermentação, efluentes das fecularias, dentre outros.

A oferta interna de energia no Brasil registrou, em 2015, o equivalente a 299,2 milhões de toneladas de petróleo. Desse total, 41,2% correspondem à energia renovável – como energia eólica, biocombustíveis (etanol e biodiesel), biomassa, hidroelétricas, entre outros. Em relação a 2014, essa base energética era de 39,4% da capacidade do País. O indicador é superior ao verificado nos países desenvolvidos, que têm apenas 9,4% de renováveis. Os dados são da Resenha Energética Brasileira de 2016, documento organizado pelo Ministério de Minas e Energias e publicado recentemente. A pesquisa mostra, também, as vantagens comparativas do Brasil na oferta de energia elétrica, com uma proporção de 75,5% de renováveis. Nos países desenvolvidos, o indicador é de 23,1%, e nos demais países, 22,5%. O alto nível de renováveis permite ao Brasil outro destaque, o de baixo indicador de emissões de CO2 por unidade de energia consumida.

Em tCO2/tep (tonelada equivalente de petróleo), o indicador do Brasil é de 1,56 contra 2,25 nos países desenvolvidos, e de 2,35 na média mundial. Na matriz dos transportes, o País registrou a participação de 21,4% de etanol e biodiesel. Nos países desenvolvidos, a bioenergia participava com apenas 4,1% em 2015, e nos demais países, a participação era ainda menos expressiva: 0,8%. Na indústria, as vantagens comparativas do Brasil são também expressivas, mostrando uma participação de bioenergia sólida de 39,2% em 2015, contra 9,9% nos países desenvolvidos, e de 5,3% nos demais países. Os usos de bagaço de cana para calor de processo na produção de açúcar, da lixívia na produção de celulose, do carvão vegetal na produção de ferro-gusa e de lenha na indústria de cerâmica são os principais indutores do alto indicador brasileiro.Marco Alegre

 

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O Brasil tem como um dos seus compromissos dentro do INDC restaurar 12 milhões de ha de áreas degradadas

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RATIFICAÇÃO DO ACORDO DE PARIS: A iNDC BRASILEIRA

Na 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Paris, foi adotado um novo acordo, com o objetivo central de fortalecer a resposta global à ameaça da mudança do clima e de reforçar a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças. O Acordo de Paris foi aprovado pelos 195 países-membros da Convenção, para reduzir emissões de gases de efeito estufa – GEE no contexto do desenvolvimento sustentável. O compromisso ocorre no sentido de manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Para que comece a vigorar, o Acordo de Paris necessita da ratificação de pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões de GEE. O secretário-geral da ONU, numa cerimônia em Nova York, no dia 22 de abril de 2016, abriu o período para assinatura oficial do acordo, pelos países signatários. Este período se estende até 21 de abril de 2017. Para o alcance do objetivo final do Acordo, os governos se envolveram na construção de seus próprios compromissos, a partir das chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas. Por meio das iNDCs, cada nação apresentou sua contribuição de redução de emissões dos gases de efeito estufa, seguindo o que cada governo considera viável a partir do cenário social e econômico local.
As iNDCs Brasileira
Em linhas gerais, a iNDC do Brasil estrutura-se em torno da meta de redução até 2025, de 37% das emissões de GEE, com base nos níveis de 2005; e de 43% de redução até 2030. Entre seus objetivos, a proposta busca alcançar 45% de energias renováveis na matriz energética, zerar o desmatamento ilegal em 15 anos e restaurar 12 milhões de hectares de florestas. O compromisso pode recolocar o Brasil em posição de liderança nas negociações de Paris, por algumas razões. Em primeiro lugar, por assumir uma meta absoluta aplicável à economia como um todo, equiparável ao nível de ambição dos compromissos da União Europeia e dos países africanos – o que constitui uma brecha para aumentar a ambição de todos os países durante o período de vigência do novo acordo. De qualquer forma, o inevitável exercício pós-COP 21, de identificar e planejar as políticas, instrumentos e articulação dos atores necessários para a descarbonização da economia brasileira será tão ou mais determinante que a iNDC em si, para os desdobramentos econômicos e sociais dos compromissos assumidos. Para que os compromissos brasileiros assumidos para 2025/2030 sejam alcançados, por meio de uma trajetória custo-efetiva pautados pelas potenciais oportunidades da economia de baixo carbono, é fundamental que diferentes mecanismos sejam empreendidos: incentivos, instrumentos de comando e controle e mecanismos econômicos (como precificação de carbono e soluções de financiamento), bem como campanhas educacionais e investimento em pesquisa. É para contribuir para o debate e desenvolvimento desse complexo arranjo de políticas e instrumentos futuros que os diversos atores de nossa sociedade devem estar preparados. Em suma, a ratificação do Acordo de Paris remete a pretensão de fazer o uso da terra de forma sustentável, sem comprometer a sua natureza e seus recursos naturais, na produção de alimentos, energia limpa, tratamento de dejetos, manejo sustentável de madeira, preservando as florestas, buscando reduzir e controlar as emissões de GEE.
Marco Alegre

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UNIÃO MEIO AMBIENTE e HARPIA MEIO AMBIENTE


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MUDANÇAS CLIMÁTICAS: O CICLO DO NITROGÊNIO

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS: O CICLO DO NITROGÊNIO

Ao longo do tempo geológico a composição da atmosfera tem se modificado, em resposta às interações biológicas e geológicas que ocorrem nas interfaces, com a litosfera e a hidrosfera. Com a origem dos organismos fotossintetizantes e do consequente aparecimento do oxigênio na atmosfera terrestre, o ambiente da Terra passou por profundas mudanças, assim como a história evolutiva de todos os organismos que nela habitavam e dos quais todas as espécies atuais descendem.

O ciclo do nitrogênio é um dos mais importantes nos ecossistemas terrestres, pois comporta as diversas transformações que sofre no seu ciclo, entre o reino mineral e os seres vivos. O nitrogênio é o elemento que constitui 78% do ar atmosférico. Apesar disso, a falta de nitrogênio é um dos fatores limitantes da produtividade na grande parte dos ecossistemas terrestres e marinhos. Em todos os tecidos vivos, o nitrogênio é parte integrante e indispensável de todas as enzimas e demais proteínas e da molécula que define a vida (DNA). O maior reservatório global de nitrogênio é a atmosfera. Mas, contém o nitrogênio em seu estado inerte (N2), indisponível para a maioria dos organismos da biosfera. Todo o nitrogênio disponível para a biosfera é originário da fixação do nitrogênio e são principalmente as taxas de disponibilização ou indisponibilização que irão regular o fluxo desse elemento entre seus diferentes reservatórios.

Até um passado geológico recente, a fixação do nitrogênio era feita principalmente pela fixação biológica. Os responsáveis por esse fluxo são alguns microrganismos que ocorrem em forma de vida livre ou simbiontes com plantas. Em escala mais reduzida, a disponibilização do nitrogênio também pode ser feita pela ação dos raios. Atualmente, como no caso do ciclo do carbono, a atividade humana não pode mais ser ignorada e constitui importante fonte alternativa de nitrogênio disponível para a biosfera. A maior parte desse nitrogênio é depositada em áreas agrícolas, na forma de fertilizantes e é produzida por processos industriais a partir de N2. Outra parte é libertada pela queima de combustíveis fósseis. A maior parte da disponibilização do nitrogênio ocorre nos ecossistemas terrestres. Essa dependência de nitrogênio, originada da decomposição dos rios é, em grande parte, o fator que limita a produção primária dos oceanos, áreas de estuário e plataforma continental.

O óxido nitroso – N2O faz parte do ciclo do nitrogênio, sendo emitido predominantemente por fontes biológicas no solo e na água, por via da combustão e removido principalmente por fotólise (decomposição pela luz solar) na estratosfera. Segundo orientações do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – o IPCC trata-se de um importante gás de efeito estufa com longa vida, 298 vezes mais potente que o dióxido de carbono. O tempo de vida do N2O incorpora também efeitos indiretos da emissão de cada gás em seu próprio tempo de vida, sendo de 12 anos para o metano e 114 anos para o óxido nitroso.

O óxido nitroso é emitido naturalmente por fontes biológicas dos solos e dos oceanos. As emissões antrópicas – atividades humanas – decorrem, sobretudo, da agricultura (mais de um terço), devido ao emprego de fertilizantes (adubação nitrogenada) e da queima de combustíveis fósseis. Na estratosfera, configura-se na principal fonte de nitrogênio reativo, e seu efeito assenta na deterioração da camada protetora de ozônio, influenciado pelas radiações ultravioleta (UV).Marco Alegre

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UNIÃO MEIO AMBIENTE – Projetos de Carbono – Creditos de Carbono

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UNIÃO MEIO AMBIENTE – Projetos de Carbono – Créditos de Carbono

Trabalhamos em Economia de Baixo Carbono – Créditos de Carbono

A UNIÃO MEIO AMBIENTE – Projetos de Carbono é uma empresa de consultoria e assessoria em questões de sustentabilidade creditos de carbono e projetos do meio ambiente. Atua também na intermediação da venda dos créditos de carbono e outros direitos e programas de implantação de projetos de conservação de terras (proteção ao desmatamento) para conduzir a certificação e validação internacional junto aos órgãos competentes, com sede em Presidente Prudente, Estado de São Paulo, desenvolvendo projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL e Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal – REDD, REDD+, REDD++ e ENREDD da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima para formuladores de políticas públicas e privadas nos seguintes escopos setoriais:

a) Indústria de energia – fontes renováveis/não renováveis;
b) Tratamento e disposição de resíduos sólidos;
c) Florestamento e reflorestamento;
d) Agricultura e pecuária;
e) Desmatamento evitado.

Trabalha tanto com venda direta de créditos de carbono como indireta (venda do projeto). Créditos de carbono são royalties contabilizados a partir da quantia de monóxido de carbono retirado do meio ambiente pelo processo natural de sequestro de gases realizado pelas florestas, que será aumentado a partir do processo de desmatamento evitado, reflorestamento e renovação da população de árvores existentes nas propriedades (manejo florestal sustentável). Esses créditos podem ser negociados com órgãos públicos ou privados, contabilizados em dólar, e em circulação pelo mundo todo.
Os produtos e serviços principais oferecidos pela União Meio Ambiente são serviços de consultoria ambiental, licenciamento ambiental, desenvolvimento de projetos para mercado de créditos de carbono, desenvolvimento de mecanismos de desenvolvimento limpo, reflorestamento, manejo florestal sustentável, processamento de madeira bruta, exportação de insumos para o mercado europeu, assistência em compra e venda de propriedades rurais e florestais.

A partir de estudos do atual patamar socioambiental e com a tentativa de alavancar cada vez mais o desenvolvimento sustentável, a União Meio Ambiente foi idealizada através da união dos seus fundadores, sócios, parceiros e colaboradores que contribuem, diariamente, para a idealização de todos os processos da empresa.
O atendimento ao público pode ser realizado presencialmente ou via vídeo conferência, em horário comercial ou, em alguns casos, em horários previamente agendados.
Com o advento do Acordo de Paris, que ocorreu entre os dias 30 de novembro a 12 de dezembro de 2015, durante a COP 21 – 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que criou o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável permitindo a comercialização de créditos de carbono tanto do MDL quanto de REDD para os países-membros da União Europeia, a empresa tem representação na Suiça para a comercialização de créditos de carbono, tendo também o escopo de apresentar oportunidades de negócios a investidores e clientes.
Todos os produtos e subprodutos gerados pelos projetos da empresa terão enfoque na preservação do meio ambiente, tendo agregadas certificações de diferentes órgãos regulamentadores para validar a natureza dos projetos. Parte dos projetos será desenvolvida em parceria com outras empresas e entidades relacionadas, com o fim de otimizar o campo de atuação e tornar o joint-venture dessas marcas em uma gama maior de serviços.
Através da execução dos projetos de créditos de carbono será possível certificar as propriedades como unidades de preservação ambiental, tal como empresas que implementem modelos de negócios sustentáveis para seu modus-operandi (selo FSC nos produtos madeireiros, valorizando os produtos e propriedades com projetos, desenvolvimento de projetos de MDL para confinamentos, fábricas, usinas e afins, em concordância com a legislação atual e regulamentação vigente do CREA). Agregando valor as marcas contratantes, otimizando processos e reduzindo emissões de gases poluentes pelas mesmas (GEE- Gases de Efeito Estufa).
Além de englobar o setor industrial (setor madeireiro), de prestação de serviços (consultoria, elaboração e realização de projetos) e comercial (compra e venda de créditos de carbono, áreas, e exportação de subprodutos extraídos das unidades onde os projetos serão realizados), a União Meio Ambiente busca firmar parcerias entre diferentes órgãos não governamentais, educacionais, de setor público e privado, com o intuito de expandir seu campo de atuação e assegurar um bom relacionamento entre a floresta e indústria.
Os Preços praticados (revendedor/consumidor) variam da natureza do projeto, podendo ser diretamente proporcionais à cotação do dólar e dos créditos de carbono gerados, como podem ser contabilizados de acordo com a própria natureza do projeto (sob consulta e análise de acordo com as necessidades específicas do projeto).
Os produtos gerados a partir deste trabalho serão disponibilizados para venda via web (portal online), ou negociados diretamente para com o mercado europeu (indústria madeireira, civil e fabris), utilizando-se de estratégias de marketing digital (SEO, Analytics e Big Data) para direcionar os esforços a fim de garantir uma boa oferta destes produtos.
Por fim, temos como missão desenvolver projetos por um mundo sustentável, através de planejamento, responsabilidade socioambiental, sinergia e direitos, pois, assim, poderemos alcançar soluções favoráveis ao homem e ao meio ambiente.

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