MUDANÇAS CLIMÁTICAS: O CICLO DA ÁGUA

Ciclo_da_água

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: O CICLO DA ÁGUA

Os ciclos biogeoquímicos são processos naturais que, por diversos meios, reciclam vários elementos, em diferentes formas químicas do meio ambiente para os organismos, e depois trazem esses elementos dos organismos para o meio ambiente, unindo todos os componentes vivos e não vivos da Terra. Um ciclo biogeoquímico pode ser entendido como sendo o movimento ou o ciclo de um determinado elemento ou elementos químicos através da atmosfera (parte gasosa), hidrosfera (parte mineral), litosfera (parte aquosa) e biosfera da Terra. Os caminhos percorridos ciclicamente entre o meio abiótico e o biótico pela água e pelos outros elementos químicos, constituem os chamados ciclos biogeoquímicos.
O ciclo global da água responde pela maior movimentação de uma substância química pela superfície terrestre. A água, em estado líquido, é por excelência um dos elementos mais importantes na manutenção e na caracterização da biosfera. Apesar de a água ser a substância mais abundante sobre a crosta terrestre, cobrindo ao redor de 71% dela, o déficit hídrico é o maior fator limitante de produção primária em escala global. Aproximadamente metade das comunidades vegetais do mundo passa por extensos períodos secos. Até os ecossistemas superúmidos como a floresta amazônica, podem passar por déficits hídricos moderados durante o dia e experimentar ocasionalmente restrições de água bem severas. Se nos sistemas naturais o déficit hídrico é um limitante, em sistemas agronômicos é fator primordial, reduzindo a produtividade e a área passível de cultivo.
Os grandes reservatórios de água na superfície terrestre são os oceanos. Estima-se que 1.350.000.000 km³ de água esteja contido nesses reservatórios, ou seja, cerca de 97% do total da água do planeta. O segundo reservatório são as geleiras, ao redor de 33.000.000 km³. Nos continentes, o maior reservatório é representado pela água subterrânea, com aproximadamente 15.300.000 km³. Estima-se que os solos contenham ao redor de 121.800 km³ de água, mas apenas uma porção de 58.100 km³ estaria disponível para as raízes das plantas e ao redor de 13.000 km³ para a sobrevivência e para a atividade econômica humana, provenientes do escoamento superficial. A atmosfera, apesar de ser um reservatório de água limitado, desempenha papel muito importante pela magnitude de fluxo com os oceanos e continentes de 496.000 km³ por ano.
No continente, o balanço entre as perdas de água por precipitação e ganho por evaporação geralmente é desproporcional, pois 40.000 km³ das chuvas que caem anualmente nos continentes são provenientes da evaporação oceânica. Esse desequilíbrio no balanço de evaporação/precipitação continental também vai determinar a disponibilidade de água para as atividades econômicas, uma vez que parte da precipitação excedente volta para os oceanos, via escoamento superficial, sendo então disponível para captação e produção de energia. Logo, é na regulação desse fluxo solo/atmosfera que reside à importância da vegetação, uma vez que ela regula, em grande parte, as perdas de água do continente para a atmosfera por transpiração e redistribui a precipitação continental mediante interceptação pela cobertura vegetal. É principalmente por meio da modificação dessa cobertura que a atividade humana pode intervir ativamente no ciclo global da água. A Amazônia é a maior reserva de água doce do mundo, produzindo cerca de dois terços da água doce do planeta por evapotranspiração das árvores e abriga um terço da floresta tropical do planeta.
Marco Alegre

comercializamos-creditos-de-carbono

 

 

RATIFICAÇÃO DO ACORDO DE PARIS: A iNDC BRASILEIRA

imagem

RATIFICAÇÃO DO ACORDO DE PARIS: A iNDC BRASILEIRA

Na 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Paris, foi adotado um novo acordo, com o objetivo central de fortalecer a resposta global à ameaça da mudança do clima e de reforçar a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças. O Acordo de Paris foi aprovado pelos 195 países-membros da Convenção, para reduzir emissões de gases de efeito estufa – GEE no contexto do desenvolvimento sustentável. O compromisso ocorre no sentido de manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Para que comece a vigorar, o Acordo de Paris necessita da ratificação de pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões de GEE. O secretário-geral da ONU, numa cerimônia em Nova York, no dia 22 de abril de 2016, abriu o período para assinatura oficial do acordo, pelos países signatários. Este período se estende até 21 de abril de 2017. Para o alcance do objetivo final do Acordo, os governos se envolveram na construção de seus próprios compromissos, a partir das chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas. Por meio das iNDCs, cada nação apresentou sua contribuição de redução de emissões dos gases de efeito estufa, seguindo o que cada governo considera viável a partir do cenário social e econômico local.
As iNDCs Brasileira
Em linhas gerais, a iNDC do Brasil estrutura-se em torno da meta de redução até 2025, de 37% das emissões de GEE, com base nos níveis de 2005; e de 43% de redução até 2030. Entre seus objetivos, a proposta busca alcançar 45% de energias renováveis na matriz energética, zerar o desmatamento ilegal em 15 anos e restaurar 12 milhões de hectares de florestas. O compromisso pode recolocar o Brasil em posição de liderança nas negociações de Paris, por algumas razões. Em primeiro lugar, por assumir uma meta absoluta aplicável à economia como um todo, equiparável ao nível de ambição dos compromissos da União Europeia e dos países africanos – o que constitui uma brecha para aumentar a ambição de todos os países durante o período de vigência do novo acordo. De qualquer forma, o inevitável exercício pós-COP 21, de identificar e planejar as políticas, instrumentos e articulação dos atores necessários para a descarbonização da economia brasileira será tão ou mais determinante que a iNDC em si, para os desdobramentos econômicos e sociais dos compromissos assumidos. Para que os compromissos brasileiros assumidos para 2025/2030 sejam alcançados, por meio de uma trajetória custo-efetiva pautados pelas potenciais oportunidades da economia de baixo carbono, é fundamental que diferentes mecanismos sejam empreendidos: incentivos, instrumentos de comando e controle e mecanismos econômicos (como precificação de carbono e soluções de financiamento), bem como campanhas educacionais e investimento em pesquisa. É para contribuir para o debate e desenvolvimento desse complexo arranjo de políticas e instrumentos futuros que os diversos atores de nossa sociedade devem estar preparados. Em suma, a ratificação do Acordo de Paris remete a pretensão de fazer o uso da terra de forma sustentável, sem comprometer a sua natureza e seus recursos naturais, na produção de alimentos, energia limpa, tratamento de dejetos, manejo sustentável de madeira, preservando as florestas, buscando reduzir e controlar as emissões de GEE.Marco Alegre

comercializamos-creditos-de-carbono

 

UNIÃO MEIO AMBIENTE e HARPIA MEIO AMBIENTE


BRAZILIAN TRADE COMPANY
 –https://sequestrarcarbono.com/2019/03/18/brazilian-trade-company/

A COP21 E AS FONTES DE ENERGIA SUSTENTÁVEL PARA O SÉCULO 21

download

A COP21 E AS FONTES DE ENERGIA SUSTENTÁVEL PARA O SÉCULO 21

Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima realizada em Paris – foram discutidas as principais estratégias, a serem adotadas pelos governos dos 195 países envolvidos, para diminuir a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa. O acordo firmado em Paris propõe que as emissões sejam diminuídas através de uma coalizão global de ações, onde países ricos e pobres possam agir juntos para evitar que a temperatura do planeta aumente 2ºC até o final do século, e as principais alternativas energéticas sustentáveis disponíveis atualmente são: a) Energia Hidroelétrica – é a principal fonte de abastecimento do mercado energético brasileiro, sendo responsável por 70% de toda energia utilizada no país. Em um contexto geral são reconhecidos como tecnologias limpas e ocupam papel importante no quadro das fontes energéticas consideradas sustentáveis. Porém, as usinas de energia hidrelétrica têm causado grandes danos ambientais, alagando áreas imensas de floresta e se tornando verdadeiras “fábricas de metano”, gás nocivo à camada de ozônio e um dos principais contribuintes para aceleração do efeito estufa antrópico (atividades humanas); b) Energia Eólica – tem sido utilizada em larga escala como uma fonte de energia sustentável e tem sido muito bem aceita na maioria dos casos. Apesar de muito utilizada, a energia eólica só se torna produtiva em áreas inóspitas, de muito vento, e, portanto não são possíveis em todas as regiões, além de não serem muito eficazes na produção energética. Assim, é uma alternativa viável, porém incapaz de suprir sozinha a demanda do planeta; c) Energia Solar – pode ser captadas com painéis solares em usinas fotovoltaicas e através de receptores nas usinas térmicas, chamadas usinas heliotérmicas. Existem diferentes tecnologias que utilizam a energia solar. Na geração fotovoltaica, a energia luminosa é convertida diretamente em energia elétrica. Nas usinas heliotérmicas, a geração de energia acontece em dois passos: primeiro, os raios solares aquecem um receptor e, depois, este calor é usado para iniciar o processo convencional da geração de energia elétrica, por meio da movimentação de uma turbina. No aquecimento solar, a luz proveniente do Sol é utilizada para aquecer a água de casas e prédios. Logo, o objetivo não é a geração de energia elétrica. Uma grande vantagem da energia solar é que ela permite a geração de energia, no mesmo local de consumo, através da integração com a arquitetura. Assim, pode ser levada a sistemas de geração distribuída, quase eliminando completamente as perdas ligadas aos transportes, que representam cerca de 40% do total; d) Biomassa – Uma das potenciais fontes de energia renovável que mais tem crescido nos últimos anos é a energia proveniente da biomassa. Essas técnicas tem aliado a produção energética à produção de adubos, reaproveitando os rejeitos sólidos orgânicos e obtendo, a partir da decomposição desses resíduos, os gases metano e o dióxido de carbono. Assim, além do biogás produzido, também funciona como uma forma de resolver os problemas de saneamento em zonas que não tem assistência. Atualmente, quase 10% da energia produzida e utilizada em território brasileiro são provenientes de fontes de biomassa. Acredita-se, que se toda biomassa presente na natureza fosse utilizada para produção de biogás, seria possível manter toda a demanda de energia global abastecida, sem a necessidade de nenhuma outra fonte energética.Marco Alegre

uniao meio ambiente

 

O Meio Ambiente e a Crise Ambiental Contemporaniedade

Everglades_Park_swamp

O Meio Ambiente e a Crise Ambiental Contemporaniedade

O Meio Ambiente –  A relação do homem com a natureza sofreu grandes modificações desde a Revolução Industrial no século XVIII, que passou a influenciar diretamente nos meios de produção com a industrialização. Notadamente no século XX, com a explosão demográfica industrial, essa deficiência dos recursos naturais ficou evidente, trazendo à tona problemas antes inimagináveis, como a própria sobrevivência do planeta, dando início a reflexão sobre a necessidade de proteção da qualidade do meio ambiente como forma de garantir o futuro da humanidade. Em virtude das necessidades ilimitadas do homem, tais problemas só tendem a aumentar, necessitando que haja uma reformulação no comportamento social. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano foi a primeira grande reunião organizada pela ONU a concentrar-se sobre questões de meio ambiente. Sua realização foi consequência da crescente atenção internacional para preservação da natureza. Sediada em Estocolmo, na Suécia, a conferência ocorreu em junho de 1972 e foi responsável por conceitos e princípios que se tornaram base da diplomacia na área de meio ambiente, que passou a ser objeto de tutela jurídica, um direito fundamental ligado diretamente a condição humana. Neste evento foi criado o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, que tem a atribuição de incentivar os governos a proteger melhor o meio ambiente. Em 1982, em Nairóbi, África foi feita uma avaliação dos resultados alcançados após a Conferência de Estocolmo. Foi criada uma Comissão Mundial de Meio Ambiente para realizar audiências ao redor do mundo e produzir um relatório formal, com o desafio de realizar um estudo e elaborar uma agenda global para mudança, apresentando análise das causas ambientais em todo o mundo, traçando diretrizes e cinco estratégias de atuação. O Relatório final foi intitulado “Nosso Futuro Comum” – também conhecido como “Relatório Brundtland” –, em homenagem a Primeira Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, que presidia a comissão. Nesse documento, pela primeira vez, aparece à definição de desenvolvimento sustentável, a ideia de que devemos explorar a natureza de forma racional para suprir nossas necessidades atuais de forma a possibilitar que as futuras gerações também possam suprir as suas. Enfatizou também o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio, conceitos novos naquela época. A Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, sediada no Rio de Janeiro, que ocorreu em junho de 1992, teve a participação de 179 países, que se reuniram para discutir as medidas que deveriam ser tomadas para se conseguir uma significativa diminuição da degradação ambiental, preservar o meio ambiente para a atual e futuras gerações, viabilizar o desenvolvimento sustentável no mundo, mantendo o equilíbrio ecológico e estabelecer princípios para melhor guiar as atividades visando a preservação ambiental. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi assinada na ECO/92, em decorrência das evidências de que as mudanças climáticas significavam uma ameaça real ao planeta, entrando em vigor no ano de 1994, com o objetivo principal de estabilizar a emissão dos gases de efeito estufa – GEE em um nível que evite uma interferência no clima global. Esse documento deu início às negociações entre vários países sobre a necessidade de estabelecer metas para reduzir a emissão de gases poluentes, sendo posteriormente levado a efeitos em 1997 pelo Protocolo de Quioto.Marco Alegre

Leia também: O Mercado de Carbono no Mundo

 

  • Comercializamos créditos de carbono, entre em contato por:sequestrarcarbono@gmail.com

https://www.facebook.com/uniaomeioambiente

comercializamos-creditos-de-carbono

UNIÃO MEIO AMBIENTE e HARPIA MEIO AMBIENTE


BRAZILIAN TRADE COMPANY
 –https://sequestrarcarbono.com/2019/03/18/brazilian-trade-company/

PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA – IPCC

ipcc

PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA – IPCC

O IPCC é o painel científico ligado às Nações Unidas, criado em 1988 pela Organização Mundial de Meteorologia – OMM e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, responsável por produzir informações científicas em três relatórios que são divulgados periodicamente desde 1988. Os relatórios são baseados na revisão de pesquisas de 2500 cientistas de todo o mundo, com o objetivo de estudar e divulgar abertamente as informações técnicas e socioeconômicas e os impactos relevantes aos riscos à humanidade, visando criar mecanismos para a adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas globais. Esta tarefa é abordada pelos pesquisadores nas áreas de clima, meteorologia, hidrometeorologia, biologia e ciências afins, que se reúnem e discutem as evidências científicas e resultados de modelos, com a meta de chegar a um consenso sobre tendências mais recentes em mudança de clima. Sua estrutura é composta por três Grupos de Trabalho e uma Força – Tarefa: a) A Base da Ciência Física; b) Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade; c) Mitigação do Clima. A contribuição do GTI consiste principalmente em descrever a compreensão dos fatores humanos e naturais que causam a mudança do clima, com base nas observações da mudança do clima, processos climáticos e atribuição, e estimativas da mudança do clima projetada para o futuro. A contribuição do GII tem por objeto o entendimento científico atual dos impactos da mudança do clima nos sistemas naturais, manejados e humanos, bem como a capacidade da adaptação desses sistemas e sua vulnerabilidade. A contribuição do GTIII se concentra sobre os aspectos científicos, tecnológicos, ambientais, econômicos e sociais da mitigação da mudança do clima e os Relatórios Especiais sobre Captação e Armazenamento de CO2 e sobre a Proteção da Camada de Ozônio e do Sistema do Clima Global.

Até a presente data, o IPCC publicou cinco Relatórios de Avaliação. O 1º. Relatório de Avaliação foi publicado em 1.990 e desde então as pesquisas sobre mudanças de clima têm se beneficiado com a interação entre cientistas de todo o mundo. Confirmando a preocupação científica sobre o conhecimento até então existente, concluiu que: “a continuação do acúmulo de gases de efeito estufa antrópicos – atividades humanas – na atmosfera conduziria às mudanças climáticas, cujo ritmo e magnitude provavelmente teriam efeitos importantes nos sistemas natural e humano”. Este Relatório constituiu-se na base para a elaboração do texto final da Convenção do Clima. O 2º. Relatório de Avaliação foi publicado em 1996 e forneceu as bases para as negociações chaves que levaram a adoção do Protocolo de Quioto em 1997. O 3º. Relatório de Avaliação foi publicado em 2.001 e, em concordância com os relatórios anteriores, orientou que “o aumento nas emissões destes gases poderia exceder a variação natural observada nos últimos milênios”. O 4º. Relatório de Avaliação foi publicado em 2.007. Desde então, a Conferência das Partes – COP vem adotando políticas e incentivos, com vistas a apoiar os países maiores detentores de florestas para que eles venham a ter subsídios para a redução de desmatamento e degradação de suas florestas. O 5º. Relatório de Avaliação foi publicado em 23 de setembro de 2014 e confirmou com ainda maior certeza que “o homem é o responsável pelo atual aquecimento do planeta, alertando que os perigos da inação se tornaram mais graves”. Com base neste Relatório os países-membros das Nações Unidas promulgaram em 12 de dezembro de 2015 o Acordo de Paris, considerado um trunfo para as pessoas, para o meio ambiente e para o multilateralismo.

IPCC –

https://www.facebook.com/uniaomeioambiente

(Confira aqui o mercado de carbono no Mundo)

  • Comercializamos créditos de carbono, entre em contato por:sequestrarcarbono@gmail.com

 

comercializamos-creditos-de-carbono

UNIÃO MEIO AMBIENTE e HARPIA MEIO AMBIENTE


BRAZILIAN TRADE COMPANY
 –https://sequestrarcarbono.com/2019/03/18/brazilian-trade-company/

SISTEMA ONU

sistema onu

SISTEMA ONU

A Organização das Nações Unidas – ONU é uma organização internacional cujo objetivo declarado é facilitar a cooperação em matéria de direito internacional, segurança internacional, desenvolvimento econômico, progresso social, direitos humanos e a realização da paz mundial. A ONU contém várias organizações subsidiárias para realizar suas missões. Existem atualmente 193 países-membros, incluindo quase todos os Estados soberanos do mundo. A organização está dividida em instâncias administrativas, tais como: a Assembleia Geral; o Conselho de Segurança, para decidir determinadas resoluções de paz e segurança; o Conselho Econômico e Social, para auxiliar na promoção da cooperação econômica e social internacional e desenvolvimento; o Conselho de Direitos Humanos, para promover e fiscalizar a proteção dos direitos humanos e propor tratados internacionais sobre esse tema; o Secretariado, para fornecimento de estudos, informações e facilidades necessárias para a ONU; e o Tribunal Internacional de Justiça.
A Organização Mundial de Meteorologia – OMM e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA são vinculadas ao Sistema ONU, para projetar e produzir ações destinadas à proteção ambiental. A Organização Mundial de Meteorologia foi criada em 1950 e sucedeu a Organização de Meteorologia Internacional – OMI, criada em 1873, para fins de unificar os estudos sobre a meteorologia mundial. Neste tempo, as pesquisas feitas eram sobre a atmosfera da Terra e o clima como consequência. A partir de 1951 a OMM ficou responsável pelos estudos sobre a meteorologia, no que diz respeito ao tempo, ao clima e aos oceanos. A OMM tem como principal tarefa proteger a humanidade contra desastres naturais e humanos, com o uso de monitoramento e sistemas avançados de alerta. Entre suas diversas atribuições, a OMM é responsável por coordenar as atividades dos membros participantes, a fim de gerar trocas de informações sobre o tempo, água e clima sob a égide de normas internacionais; realizar investigações a nível nacional, internacional e mundial, quando solicitado por um país membro ou quando ocorre um evento meteorológico de monta local, regional ou mundial, causada por intempéries como furacões, ciclones, trombas d’água, chuvas torrenciais e outros eventos atmosféricos; fornecer a profissionais um nível de formação reconhecido internacionalmente, a partir de fundos que promovam estudos de profissionais de ação relevante na área e facilitar o desenvolvimento de serviços que melhorem o bem-estar e; a segurança da coletividade das nações e do próprio planeta.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente é a principal autoridade global em meio ambiente, cuja missão é manter a organização e conservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Para isso, trabalha com grande número de parceiros, incluindo outras entidades da ONU, organizações internacionais, organizações ligadas aos governos nacionais e organizações não governamentais. O PNUMA monitora o meio ambiente, mantém a população em alerta sobre problemas ambientais e recomenda sugestões. Em 2010, o PNUMA passou a atuar nas mudanças do clima e gestões de ecossistemas e biodiversidades, por meio da compilação e análise integrada de informações sobre o estado do meio ambiente e os impactos de processos de desenvolvimento sobre os recursos naturais, com o escopo de produzir subsídios para tomadores de decisão e apoiar a elaboração de políticas ambientais.Marco Alegre

(Confira aqui o mercado de carbono no Mundo)

uniao meio ambiente

ACORDOS INTERNACIONAIS

acordo int

ACORDOS INTERNACIONAIS

O problema geral da ação humana prejudicial à atmosfera se tornou marcante a partir da industrialização, quando esta trouxe um ar mais sujo, assim como doenças para as populações a ela submetidas. Na década de 1960, o cenário de instabilidade climática se revelou mais conflituoso, pois o crescente aumento da poluição industrial gerou uma série de desastres ambientais diversos, como chuvas ácidas e inversões térmicas. Na década de 1970, o “Meio Ambiente” passou a fazer parte da agenda em escala mundial. Em 1972, foi realizada em Estocolmo, na Suécia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, sendo a primeira grande reunião organizada pela ONU a concentrar-se sobre questões de meio ambiente. Na Conferência foi criado o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA. A década de 1980 foi marcada pelo processo de transformações políticas e institucionais, bem como pela incidência de acidentes ecológicos de impactos e repercussão internacional, que reavivou a conscientização ambiental, despertando o interesse da opinião pública. Em 1985, a NASA divulgou estudos do que se constituiria no “buraco na camada de ozônio” sobre a Antártida. Em 1987, foi realizada a Conferência de Montreal, no Canadá, que culminou no “Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio”. E no mesmo ano, a Comissão Mundial de Meio Ambiente formada em Estocolmo, divulgou o relatório “Nosso Futuro Comum”, apontando que os arranjos institucionais e as estruturas de tomada de decisões que existiam no âmbito nacional e internacional não comportavam as demandas do desenvolvimento sustentável, e que seriam necessárias significativas mudanças nas atitudes e estilos de vida, cooperação entre os governos internos como também no âmbito internacional e, principalmente, a participação de todas as pessoas juntamente com organizações e governos. Em novembro de 1988, o PNUMA em colaboração com a Organização Meteorológica Mundial – OMM estabeleceram o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC, para fornecer informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para o entendimento das mudanças climáticas, seus impactos potenciais e opções de adaptação e mitigação. Na década de 1990 a política ambiental no mundo começou a sofrer uma reformulação. Em 1990 a Assembleia Geral da Organização da ONU emitiu uma Resolução sobre a Proteção do Clima para as futuras gerações e um Mandato de Negociação para uma Convenção Internacional sobre Mudança do Clima, que implicou na aprovação de um pacto entre os países-membros. Em 1992, foi realizado no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que resultou na assinatura da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Em 1994, a Convenção do Clima entrou em vigor e incumbiu à Conferência das Partes o estabelecimento de um Protocolo com regras e diretrizes próprias, para garantir o cumprimento das metas estabelecidas pela Convenção. Em 1997, as Nações Unidas adotaram o Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, constituindo-se um marco no âmbito do direito internacional ambiental. Em 2015, os governos inauguraram uma nova era de cooperação global sobre a mudança climática, uma das questões mais complexas que a humanidade já enfrentou, culminando no Acordo de Paris. A vitória em Paris, segundo Ban Ki-Moon (secretário-geral da ONU) encerra um ano notável, em que as Nações Unidas provaram sua capacidade de fornecer esperança e cura para todo mundo.Marco Alegre

(Confira aqui o mercado de carbono no Mundo)

uniao meio ambiente

AQUECIMENTO GLOBAL – ERA INDUSTRIAL

mercado de carbono

AQUECIMENTO GLOBAL

O aquecimento global é atualmente considerado o mais urgente dos problemas ambientais vividos pela humanidade. O ano de 2015 terminou como o ano mais quente já registrado, superando, assim, o de 2014, que detinha a marca anterior. Dos 16 anos mais quentes desde 1880 (quando começaram os registros), o mais antigo é 1998 – os outros 15 são do século 21. Entre os culpados estão o El Ninõ, que ainda acontece, a emissão de gases-estufa, o desmatamento e a urbanização. Os dados são da NOAA (agência americana responsável pelos oceanos e atmosfera) e da NASA (agência espacial americana). E 2016, a confirmar-se a previsão do Met Office (agência meteorológica britânica) ultrapassará ambos. Em climatologia, usa-se o termo “anomalia” para indicar uma mudança climática em relação ao referencial – no caso, a temperatura média global do século 20 (13,9°C). No ano passado, essa anomalia, ou seja, o aumento em relação à temperatura média global – em terra e nos oceanos – foi de 0,9°C. Tais registros se referem à temperatura média da atmosfera terrestre. No caso de 2015, ela esteve cerca de 1°C acima dos níveis anteriores ao século 19, quando se acelerou o uso de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) e a consequente emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono – CO2. A temperatura das massas de ar sofre grande influência da que se observa nos oceanos. Esta também se encontra em níveis inéditos. A principal anomalia se localiza no Pacífico, onde uma imensa bacia de águas anormalmente aquecidas se acumulou a oeste da América do Sul, fenômeno batizado como El Ninõ. Os anos de ocorrência observam intervalos muito irregulares – desde a década de 1960, houve nove deles. Seus efeitos são bastante conhecidos: no caso do Brasil, chuvas intensas no Sul e secas pronunciadas no Nordeste e na Amazônia. O presente El Ninõ, é um dos mais fortes já medidos, é em grande parte o responsável pela proeminência de 2015 entre os anos escaldantes. Em realidade, evidencia-se que El Ninõs ocorrem agora contra o pano de fundo de um planeta já aquecido pela concentração crescente de gases do efeito estufa.   O Met Office baseia sua predição de novo recorde precisamente na certeza de que a edição atual do fenômeno continuará vigoroso em 2016. Sob esta ameaça à vida tal qual a conhecemos, devido ao rápido aquecimento de nosso planeta, os governos inauguraram uma nova era de cooperação global, quando 195 nações que integram a Convenção da ONU sobre Mudança do Clima chegaram a um novo pacto. Não obstante, foram necessários 18 anos de negociações, após o Protocolo de Quioto, para que se adotasse o Acordo de Paris. Este documento consagra metas voluntárias de redução de emissões, pela primeira vez para todos os países. Entretanto, mesmo elas são insuficientes para manter-se no limite de segurança que o acordo preconiza, máximo de 2°C de aquecimento sobre as temperaturas pré-industriais – de preferência 1,5°C. Para Paulo Artaxo, professor da USP e membro do IPCC (Painel Internacional de Mudança Climáticas da ONU), a sorte já foi lançada. “É um processo que já está ocorrendo e vem se intensificando. Nas próximas décadas, vamos ter de lidar com climas quentes, precipitações intensas e estiagem prolongada, como a que afetou São Paulo nos últimos dois anos. A instabilidade climática vai continuar”.Marco Alegre

(Confira aqui o mercado de carbono no Mundo)

 

 

  • Comercializamos créditos de carbono, entre em contato por:sequestrarcarbono@gmail.com

comercializamos-creditos-de-carbono

 

 

COMPROMISSOS PARA O ACORDO CLIMÁTICO

uniao meio ambiente

COMPROMISSOS PARA O ACORDO CLIMÁTICO

A humanidade se encontra diante de um cenário que pode ser considerado catastrófico, já que os problemas de maior visibilidade não foram criados recentemente. Desde a era pré-industrial, os humanos vêm produzindo energia por meio da queima de combustíveis fósseis, processo este que está liberando grandes concentrações de dióxido de carbono – CO2 na atmosfera. Não obstante, outros processos antropogênicos – atividades humanas – têm provocado mudanças no uso da terra, assim como a conversão de florestas para cultivo da terra. Abrindo e queimando a floresta para preparo da terra para a agricultura, causam mudanças nas características da vegetação, incluindo a coloração, crescimento sazonal e a satisfação do ciclo do carbono. Reduzindo o estoque de carbono na vegetação e de solo estocado, adicionando CO2 para a atmosfera, provocam mudanças de reflexibilidade da terra, influenciando a evapotranspiração e as emissões de ondas longas, gerando o aumento na temperatura média da superfície da Terra e mudanças nos padrões climáticos mundiais. O aquecimento global, combinado com a expansão urbana e os problemas de desenvolvimento permite projetar para este século um cenário sombrio, no qual o número de atingidos e o custo das tragédias para a economia só tendem a crescer, e ninguém será poupado.
A ciência do clima nos deu dois parâmetros a perseguir para minimizar os danos. O primeiro é um número pequeno: 2°C. Esse é o limite de aquecimento global que os governos mundiais que aprovaram o Acordo de Paris chamaram de “seguro”, quando concordaram em evitá-lo. O segundo parâmetro é um número grande: 1 trilhão de toneladas. Isso é tudo o que a humanidade pode emitir de CO2 equivalente (tCO2e), de gases de efeito estufa até o ano de 2.100 para ter uma chance de evitar que a barreira dos 2°C seja rompida. Parece muito, mas todo ano nós emitimos 50 bilhões de toneladas. Esse “orçamento” de carbono formou o pano de fundo das metas de redução de emissões que os governos mundiais apresentaram este ano na COP21 (Conferência das Partes), que ocorreu entre 30 de novembro a 12 de dezembro de 2015, em Paris. Essas metas são conhecidas como INDCs, ou Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas. Para o Brasil, um esforço compatível com sua responsabilidade e sua capacidade seria chegar a 2.030 emitindo no máximo 1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente por ano.
Neste sentido, o Observatório do Clima apresentou uma receita de como fazer isso: será preciso zerar o desmatamento – não só o ilegal, como prometeu a presidente – limitar as emissões por uso de energia a cerca de 617 milhões de toneladas de CO2 equivalente e as do setor agropecuário a 280 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Manter esse limite pressupõe uma ação em políticas públicas sem paralelo no país desde a era Vargas. Isso inclui recuperar milhões de hectares em pastagens degradadas, ter 60% dos carros flex rodando com álcool em 2.030 e congelar a expansão das termoelétricas a óleo e a carvão. Se o desafio é grande, as oportunidades também são. Todas as tecnologias consideradas estão disponíveis no país. Mitigar emissões na agricultura significa aumentar a renda do produtor. Nos transportes, significa ressuscitar a indústria dos biocombustíveis. Não entraram nesta conta os benefícios colaterais de tal ação, tais como: cidades mais habitáveis e menos vulneráveis, população mais saudável, um país mais verde, com maior biodiversidade e acesso aos serviços prestados pelos ecossistemas, como água potável. Será que nós estamos preparados para isto?Marco Alegre

uniao meio ambiente

 

ACORDO DE PARIS – Sobre o Clima

imagem

ACORDO DE PARIS – Sobre o Clima

ONU decide adotar o Acordo de Paris sob a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do ClimaDurante a COP 21 – 21ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima realizada em Paris, que ocorreu entre os dias 30 de novembro a 12 de dezembro de 2015 foram discutidas as principais estratégias, a serem adotadas pelos governos dos 195 países envolvidos, para diminuir a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa. As principais causas do efeito estufa antrópico – atividades humanas ainda estão relacionadas à utilização de combustíveis fósseis, presentes em cerca de 80% da energia utilizada no mundo e responsáveis, anualmente por 34 milhões de toneladas de CO2 lançados na atmosfera. Outra grande contribuição para as mudanças climáticas está no desmatamento das florestas. O Brasil, país de grandes áreas preservadas, tem o desmatamento como o maior desafio a ser enfrentado, responsável por cerca de 80% das suas emissões.
A estratégia deu certo, e pela primeira vez, todos os países do mundo se comprometeram a reduzir suas emissões, reforçar a capacidade de resiliência e agir internacionalmente e internamente para enfrentar a mudança climática, ou seja, com compromissos por parte de todos os países – e sua entrada em vigor está prevista para 2020, sucedendo temporalmente o Protocolo de Quioto, aprovado pela Organização das Nações Unidas – ONU em 1997, com metas de redução para os países pertencentes ao Anexo I da Convenção-Quadro.
Entre os destaques do Acordo, está a sinalização mais surpreendente desta COP 21: os países deverão se mobilizar para conter o aumento da temperatura média do planeta neste século bem abaixo dos 2°C, com relação aos níveis pré-Revolução Industrial, além de fazerem o possível para reduzir ainda mais esse limite, para 1,5°C. Esta era uma arguição bastante forte em Paris, trazida pelas pequenas nações insulares do Pacífico e adotada pelas organizações da sociedade civil, e por um conjunto importante de países, articulado em torno da chamada “High Ambition Coalition”.
Segundo o texto aprovado no Acordo de Paris, o compromisso de direcionar US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para financiar ações de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento, assumido por nações desenvolvidas durante a COP 15 – Acordo de Copenhague, será um piso para financiamento no novo acordo. Isso significa que, a partir de 2020, ao menos US$ 100 bilhões anuais serão destinados à ação climática, mas não existe sinalização sobre possibilidades de ampliar esse montante – esta era uma demanda particular das nações em desenvolvimento. Outra demanda importante, a ampliação da base de financiadores – defendida pelas nações desenvolvidas em Paris – também foi parcialmente contemplada no texto, com o reconhecimento da possibilidade de nações em desenvolvimento cooperarem financeiramente entre si (a chamada “cooperação Sul-Sul”).
O Acordo de Paris será aberto para assinaturas por parte dos países membros da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) a partir do dia 22 de abril de 2016, em cerimônia que acontecerá na sede das Nações Unidas em Nova York. Ainda que sua entrada em vigor esteja prevista para 2020, o texto define que ele começa a vigorar a partir da ratificação do 55º país-parte da Convenção-Quadro, sendo que as ratificações precisam representar cerca de 55% das emissões globais de gases de efeito estufa.Marco Alegre

Confira aqui: Acordo-de-Paris.pdf – ADOÇÃO DO ACORDO PARIS

Paris_Agreement_Signature-portuguese-2

Leia também: Ratificação do Acordo de Paris

uniao meio ambiente