Oportunidades no Mercado de Carbono – Agropecuária / Agronegócio

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Oportunidades no Mercado de Carbono – Agropecuária / Agronegócio

Oportunidades no Mercado de Carbono – O MDL possibilita a países emergentes subscritores do Protocolo de Quioto, como o Brasil, implantar voluntariamente projetos de redução de emissões ou de sequestro de gases de efeito estufa – GEE, com o intuito de contribuir para seu desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo, facilitar o alcance das metas de redução de emissões de GEE dos países desenvolvidos. Segundo orientações do BNDES, os principais tipos de projetos em recursos naturais renováveis serão principalmente relacionados ao agronegócio, como o uso de etanol em alcoolquímica e florestas energéticas. O principal impulsionador de investimentos em infraestrutura com o foco de redução de emissões está na necessidade do atendimento da demanda por recursos renováveis, além de tratamento de resíduos. O agronegócio traz oportunidades relativas ao aumento de sua eficiência produtiva, à substituição de insumos e combustíveis fósseis e ao fato de ser o principal fornecedor de matérias-primas renováveis para outros setores econômicos. Na produção direta e no tratamento de seus resíduos, o agronegócio demonstra um bom potencial de geração de projetos com créditos de carbono e pode se beneficiar de introdução de tecnologias emergentes. A geração energética (eletricidade, vapor, gases quentes e outras formas de energia) pode ser obtida com o uso de insumos e resíduos no agronegócio. Madeira, bagaço de produtos diversos, resíduos do beneficiamento de grãos, resíduos da atividade florestal e madeireira, dentre outros, são insumos renováveis com boa viabilidade para a geração de energia, em função dos aspectos de logística e da tecnologia aplicada em cada caso. Também resíduos líquidos e gasosos oferecem essa oportunidade, tais como efluentes da atividade pecuária e de frigoríficos, vinhaça da fermentação, efluentes das fecularias, dentre outros. O conteúdo de energia na cana é subaproveitado, pois os ponteiros e as folhas são queimados no campo, o vinhoto não é biodigerido e o bagaço excedente é deixado de lado. O Plano Nacional de Mudanças Climáticas – PNMC visa a reduzir a queimada da cana no campo. Com a biomassa disponível em uma tonelada de cana, podem-se produzir mais peletes em peso do que o etanol ou açúcar fabricado a partir da cana. Além disso, para cada tonelada de cana processada em etanol, 6,3 m3 de gás metano podem ser obtidos a partir da biodigestão da vinhaça, subproduto da destilação do etanol. Considerando os números atuais do mercado, a biomassa total disponível em diferentes fases do processo é de até 170 milhões de toneladas base seca. Se 10% dessa biomassa virasse peletes, teríamos até 17 milhões de toneladas deste biocombustível, que pode ser usado na substituição de gás natural ou óleo combustível. Normalmente, menos de 25% da biomassa disponível é usada para gerar energia para a produção de etanol. Isso define a oportunidade de matérias-primas e as potenciais sinergias desses processos com as usinas locais. De acordo com o PNMC, o Brasil fomentará a demanda de etanol carburante para até 52,2 milhões de m3 até 2.017. Tal volume de etanol demandaria algo como 650 milhões de toneladas de cana e possibilitaria a produção de 4,095 milhões de m3 de gás natural renovável ou quase 12 milhões de m3 metano por dia.

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